Especial OSCAR 2018: Lady Bird em sua hora de voar e, quem sabe, fazer história na noite do Oscar

Em Lady Bird, A Hora de Voar, Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é cursar faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a progenitora.

Para contar essa história podemos visualizar alguns artifícios usados para que a mesma não ficasse tão monótona, como elipses de tempo curtas. Além disso, acredito ser um filme com um público mais específico; não é um filme que toda a família irá assistir junto. O enredo do filme também não é contado de uma maneira tradicional, com início, meio e fim; encontramos pequenas histórias que são resolvidas – ou não – ao longo de uma história maior. Não consegui enxergar um ápice durante o longa.

 

O longa está indicado ao Oscar 2018 nas categorias de Melhor Filme, Melhor Direção, Roteiro Original, Atriz Principal e Atriz Coadjuvante e, mesmo não sendo o favorito, já levou para casa 10 prêmios de Melhor Filme, no total de 14 prêmios ao longo das outras premiações!

Longa de estreia na direção solo da atriz Greta Gerwig, que também assina o roteiro, não veio para fazer grandes inovações na direção, mas faz um excelente trabalho com essa direção mais convencional.

 

É possível enxergar dentro do filme algumas referências a grandes papéis de Greta, como o que foi no Frances Ha, filme que deu mais visibilidade para a sua carreira de atriz, bem como a referência ao emprego de sua mãe, que também era enfermeira e se chamava Christine em Sacramento.


Aliás, se você conhecer um pouco da biografia da diretora, você vai entender que o filme é uma declaração de amor também a esta sua cidade natal, a religiosa Sacramento.

 

E por fim, vale ressaltar a performance destas três grandes mulheres de Lady Bird: a diretora e suas atrizes. Todas mereceram mesmo todas as suas indicações.


Trailer: 

O filme ainda está em exibição em alguns cinemas do Brasil. Assiste e conta pra gente o que você achou!

MARIANE BARCELOS

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maribarcelos
Eu me chamo Mariane Barcelos, tenho 26 anos, sou designer e estudante de Audiovisual, construindo uma carreira na área. Já viajei para quase todos os cantos do mundo, inclusive já fui para fora do planeta, já dei um pulo em Marte, conheci uns anéis de Saturno e me aventurei em galáxias muito distantes, me transformei em bruxa, loba e vampira, também já fui super heroína e vilã. Não pensem que sou louca, sou apenas uma cinéfila que enxerga nos filmes uma maneira de se desconectar da realidade, ou quem sabe me conectar, com a minha realidade. Quando eu vejo um filme é para me conectar com aquele mundo, se não estou no clima, digo "nossa que dor de cabeça" e fica para um outro momento. Cinema é para ser sentido, para se apaixonar e se iludir. Encantar. Espero poder compartilhar com vocês, toda essa emoção que eu sinto ao assistir um filme e conseguir fazer com que vocês também embarquem nessa viagem sem destino. Agora através do ArteCult, também faça cobertura de eventos, como o Festival do Rio, RioMarket, Pré-Estreias e afins. Assim como nos filmes, espero poder trazer grandes novidades e coberturas completas em todas as mídias sociais, para que vocês, leitores, possam se sentir sempre imersos ao nosso universo.

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