SP: Mestre Valentim e todas as suas talhas na Coleção Ema Klabin

Mestre Valentin da Fonseca e Silva foi um importante escultor e urbanista que atuou ativamente em obras religiosas e públicas no Rio de Janeiro durante a segunda metade do século XVIII e o inicio do século XIX. Diferente do que muitos possam imaginar, esse importante artista era mulato, nascido em Minas Gerais, fruto do casamento de um português e uma africana.

Sua história de vida pessoal não é muito clara e alguns afirmam que estudou artes em Portugal e quando retornou ao Brasil começou as suas obras. Foi membro da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e São Benedito, inclusive tendo feito os altares dessa igreja, que infelizmente foram destruídos após um incêndio, e estando sepultado nela.

Igreja de ordem terceira de Nossa Senhora do Carmo

Mas outras Igrejas da cidade do Rio receberam obras suas como: Venerável Ordem Terceira dos Mínimos de Dão Francisco de Paula, Santa Cruz dos Militares, Igreja da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte e Igreja de ordem terceira de Nossa Senhora do Carmo.

Entre suas obras públicas, Mestre Valentim se destacou durante o governo do Vice Rei Luís de Vasconcelos quando foi responsável pela construção do Chafariz do Carmo ou Pirâmide, pelo Passeio Público que foi o primeiro parque das Américas e pelo prédio do Recolhimento do Parto.

Chafariz das Saracuras de Mestre Valentim

Temos resquícios de duas outras obras dele como Eco e Narciso que pertenciam ao Chafariz das Marrecas e hoje se encontram no Jardim Botânico e o Chafariz das Saracuras que se encontra na Praça General Osório em Ipanema.

Após o fim do governo de Luís de Vasconcelos ele não foi mais convidado para obras públicas, mas atuou nas obras das igrejas já citadas aqui é ainda hoje existentes no Rio. Mas há uma grande perda desse período dedicado a arte religiosa do artista, que foi a Igreja de São Pedro dos Clérigos. Essa joia do Barroco brasileiro foi destruída na década de 40 em nome da modernidade para abertura da Av. Presidente Vargas, sendo para os historiadores da arte uma das maiores perdas entre as igrejas já destruídas e/ou abandonadas no Brasil.

Parte do acervo desta Igreja se encontra na coleção de Ema Klabin e neste sábado 12/05 os paulistas e os visitantes da cidade de São Paulo podem conhecer um pouco mais dessa história na palestra do historiador da arte André Tavares.

Exposição da obra de Mestre Valentim na Coleção Ema Klabin

Casa-Museu Ema Klabin mais de 1500 obras de arte:

Aberta ao público desde 2007, a  Casa-Museu, antiga residência da mecenas, colecionadora e empresária Ema Klabin (1907-1994)  abriga um valioso acervo, entre pinturas do russo Marc Chagall, do holandês Frans Post, talhas do mineiro Mestre Valentim, mobiliário, peças arqueológicas e decorativas. Inspirada no Palácio de Sanssouci, em Potsdam, Alemanha, a Casa-Museu de 900 m², construída na década de 50 pelo engenheiro-arquiteto Ernesto Becker especialmente para abrigar as obras da colecionadora, é uma atração à parte. Até o jardim do museu, projetado por Burle Marx, é uma obra de arte.

As inscrições para a Mostra são gratuitas!

PRISCILA MONTEIRO

Serviço

Palestra: “A talha do Mestre Valentim na Coleção Ema Klabin”

Data: 12 de maio- sábado

Horário: Das 11h às 13h.

Vagas: 30

Inscrições gratuitas: https://emaklabin.org.br/

Local: Casa-Museu Ema Klabin

Endereço: Rua Portugal, 43 – Jardim Europa, São Paulo – 11 3897-3232

PARA MAIS DICAS DE HISTÓRIA E TURISMO HISTÓRICO
NO RIO DE JANEIRO, CONHEÇA E SIGA:

https://www.facebook.com/riohctur/

Faça abaixo um comentário sobre este artigo. PARTICIPE!

Comentários (utilize sua conta no Facebook):

Powered by Facebook Comments

Author

priscilamonteiro
Carioca, empreendedora, professora de História e guia de turismo, fui criadora da primeira empresa de Turismo Histórico da cidade do Rio de Janeiro com o intuito de dar aulas a céu aberto. Formada em História pela Universidade Cândido Mendes em 2007, segui um caminho sem volta em apresentar essa cidade que é um verdadeiro museu a céu aberto, onde capítulos dos livros sobre a história do Brasil saltam aos olhos. Da colônia, passando pelo Império e chegando a República, encontramos fragmentos da história de todos os brasileiros Acompanhe os textos desse blog e descubra um outro Rio, um outro Brasil que muitas vezes não nos são apresentados em sala de aula.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *