MORTAL KOMBAT: Uma adaptação fiel ao jogo, mas com uma história vazia

Quando se fala de um filme sobre o famoso jogo de vídeo game, Mortal Kombat, muito pensam na adaptação dirigida pelo Paul W. S. Anderson (Resident Evil), que divide opiniões até hoje, ou você adora, ou acha horrendo. E essa nova versão sobre a trama do game, embora seja um bom entretenimento, vai causar o mesmo efeito que o filme feito por Anderson.

Mortal Kombat. Foto: Divulgação Warner Bros Pictures.

O roteiro não traz nenhuma uma grande história, para falar a verdade, o filme praticamente não tem história, são só vários personagens com super poderes, lutando um contra o outro em um torneio de artes marciais até a morte. Aparentemente, a maior preocupação do roteirista e dos outros nomes envolvidos no projeto, é criar um filme de origem, que vai criar uma possível nova franquia baseada no jogo. Sobre essa falta de história que faz o ritmo ficar bem desfocado no desenvolvimento dos personagens, também não se tem muito o que falar, já que o único que tem um desenvolvimento razoável é o do protagonista Cole Young (Lewis Tan), que só serve para que ele encontre sua motivação a fim de dar origem ao seu poder interior e  causar um peso mais dramático, mas nesse ponto, a direção já não tem um bom acerto.

Mortal Kombat. Foto: Divulgação Warner Bros Pictures.

O diretor Simon McQuoid até cria momentos triunfantes e grandiosos para dar ênfase aos momentos de glorificação de um acontecimento, principalmente depois do fim de uma cena de ação, mas logo em seguida quebra isso com uma piada sem graça, com o intuito de aliviar o ritmo após essa ação, mas só quebra a sensação do momento com piadas que nem são engraçadas. Mas pior que os momentos (que eram para ser) cômicos é quando são acrescentadas as famosas frases efeito do jogo nos finais de cada combate, com a mesma tonalidade dos personagens do jogo. Assim,  o que era pra ser uma referência empolgante e nostálgica, se torna um momento de um certo ridículo, parecendo aquelas comédias de sátiras exageradas, no estilo Todo Mundo em Pânico.

Mortal Kombat. Foto: Divulgação Warner Bros Pictures.

Quanto à fidelidade em relação às características dos personagens em relação ao game, isso pode ser considerado um ponto positivo, os fãs vão curtir bastante, desde o visual de alguns até e da violência gráfica bem explícita, além das batalhas, que são o ponto forte desse filme. Não só por ver os personagens memoráveis do jogo em um combate bem elaborado, mas a direção também tem uma dedicação maior nesses momentos, principalmente na montagem, que deixa as lutas mais dinâmicas, o mesmo não dá para falar da montagem do resto do filme, que apressa o pouco que o roteiro cria de história, para avançar logo aos desafios entre os personagens, ou quando o ritmo dá uma segurada na ação para apresentar a história do “Mortal Kombat” e da origem dos campeões entre os mundos.

A direção não consegue ser sutil, muito menos  disfarçar a exposição verbal, mesmo não fazendo diferença em criar um motivo para esses combates ocorrerem, apesar dessa informação criada ajudar a dar um apoio no enredo para que o filme tenha pelo menos um grau de ameaça, pelo menos, embora o principal vilão Shang Tsung (Chin Han) não tem uma grande presença. Este tem uma única cena ameaçadora, ao mostrar seu poder contra seu adversário, mas só isso.

Mortal Kombat. Foto: Divulgação Warner Bros Pictures.

A utilização técnica do filme surpreende pela delicadeza dos detalhes, o CGI é bom, mas é de longe o que chama menos a atenção, já que o design de som é onde mais se nota a dedicação de seus realizadores,  rico em detalhes, principalmente na utilização dos super-poderes dos personagens, pois se ouve cada camada de cada objeto ou ato de alguém em cena, como o som crescente do gelo do Sub-Zero (Joe Taslim), os raios lasers e sons de serra cortando os personagens, todos bem convincentes.

Mortal Kombat. Foto: Divulgação Warner Bros Pictures.

Mortal Kombat é um filme dedicado na parte técnica, com um roteiro vazio, mas que talvez agrade bastante quem jogou direto o jogo na infância, ou mesmo na adolescência, o que pode abrir espaço para uma possível franquia nos cinemas.

NOTA: 6

 


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Author

BRUNO MARTUCI
Colaborador de CINEMA & SÉRIES dos sites ARTECULT.com, The Geeks, Bagulhos Sinistros, entre outros.

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