Elba Ramalho, Preta Gil e Sandra de Sá estreiam o festival Cultura nas Estações, ontem sábado (22)

Toni Garrido inaugura o palco do evento Cultura nas Estações – Foto: Patrick Gomes

Elba Ramalho, Preta Gil e Sandra de Sá abriram o festival Cultura nas Estações ontem, sábado, 22, ao vivo direto do Caminho Niemeyer, em Niterói. As artistas foram unânimes em afirmar que as produções de lives foram fundamentais para manter a classe artística conectada com o público durante a pandemia.

Primeira a se apresentar, Sandra de Sá, ao ser anunciada pelo mestre de cerimônias Toni Garrido, deu uma notícia em primeira mão sobre a mudança de seu nome artístico, que passa a ser somente Sandra Sá, sem o “de”: “Já tinha comentado com algumas pessoas, agora explanei pra geral”.

Sandra também falou sobre o caráter solidário do evento: “As pessoas têm que entrar numa e serem solidárias sempre, não é só quando tá uma parada assim, difícil. Se nós formos solidários, o mundo fica mais leve.”

Sandra de Sá – Foto: Ricardo Nunes

No palco, a artista fez um desabafo: “Atualmente tem muita gente na internet propagando desinformação, propagando anticultura. Eu e muitas pessoas estamos aqui resistindo, num movimento de cultura, que vai passar como um rolo compressor nessa anticultura”.

Preta Gil começou sua apresentação homenageando Paulo Gustavo. “É um dia que vai marcar minha existência. O primeiro show após a perda do meu melhor amigo. Niteroiense de coração, que levou a imagem da cidade para os seus filmes, para as suas peças. Um pedaço de mim que eu perdi e o Brasil perdeu, mas o que que deixou pra nós é muito grande, gigante. A minha existência e a minha passagem por essa vida será para sempre uma homenagem a ele”, disse a cantora, muito emocionada. Sem deixar a animação cair, a cantora ainda dedicou ao humorista um trecho da música “Whisky a Go Go”.

Elba Ramalho falou sobre a iniciativa do festival de homenagear as mães. “O mês de maio é o mês que traduz isso, as mães. É um mês feminino, o mês de Nossa Senhora, é o mês das graças. Então eu acho super oportuna a live reunindo aqui artistas que são mães e mulheres, mulheres que têm uma representatividade”.

Elba Ramalho – Foto: Ricardo Nunes

Sobre as lives, a artista comentou que é uma forma de levar alegria para a casa das pessoas e também falou da saudade de fazer shows: “Muita gente está triste e o que a gente faz é invadir a casa dessas pessoas e levar um pouco da nossa arte e da nossa alegria. Em um ano, essa é a primeira vez que eu vou fazer com a banda completa, estava morrendo de saudades. A gente estava saudoso porque a gente se alimenta da arte, a gente se alimenta daquilo que é o nosso dom, que é a música, cantar, estar junto do público. Eu não sei fazer outra coisa na vida, eu percebi isso agora nessa pandemia, eu falei ‘gente, eu não sei fazer nada!’ Eu passei 40 anos fazendo isso, se eu não tiver isso eu vou ficar vagabundando mesmo, olhando para o tempo, rezando, que eu sei fazer bem, cuidando dos filhos”

A tarde e noite de sábado foram repletas de sucessos do trio de cantoras. Sandra de Sá apresentou hits como “Bye Bye Tristeza” e “Olhos Coloridos”, enquanto Preta Gil enfileirou sucessos como “Sinais de Fogo”, “Conquista” e “Tempos Modernos”. O gran finale ficou por conta da animação de Elba Ramalho, que tocou canções como “Anunciação” e “Eu Só Quero Um Xodó”.

Juliana Knust e Sandra de Sá se emocionam com depoimento de dia das mães – Foto: Patrick Gomes

O Cultura nas Estações também conta com Rafael Zulu e Juliana Knust comandando a transmissão ao vivo. Em sua estreia na apresentação de uma live, a niteroiense Juliana se mostrou muito emocionada por fazer parte do projeto, realizado em sua “casa”.

“É minha estreia e eu estou muito feliz dela ser na minha cidade. Me mudei há bastante tempo para o Rio, mas continuo vindo muito aqui porque minha família toda é daqui. Fico feliz também por ser show, eu adoro música e esses eventos online são muito importantes, são atos de resistência. A gente precisa se reinventar e seguir em frente. Até porque eu acho que a cultura salvou a vida de muita gente na pandemia.”

Ao final de cada show, as artistas receberam de surpresa um vídeo dos seus filhos fazendo uma declaração, o que deixou as mães pra lá de emocionadas.

O evento é uma realização da Enel Distribuição Rio, em parceria com a Peck Produções. Hoje, domingo, 23, a partir das 16h, a programação segue com shows de Vanessa da Mata, Negra Li e Fernanda Abreu. Atendendo aos protocolos sanitários, o Cultura nas Estações acontece em formato live, sem presença de público, com transmissão gratuita pelo canal do Youtube da Enel Brasil, por meio do link http://www.youtube.com/enelbrasil; e através do MusicBox, canal 123 na Claro e NET, 145 na Oi, e 637 na Vivo.

O festival online segue todas as normas e protocolos das autoridades públicas locais para contenção da Covid-19, como distanciamento mínimo necessário, uso de máscaras e álcool gel. Além disso, todos os profissionais envolvidos são testados previamente. O evento tem o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro e Enel Distribuição Rio, além do apoio da Prefeitura de Niterói e do Caminho Niemeyer.

Preta Gil – Foto: Filipe Costa

Serviço – ‘Cultura nas Estações’
Local:
Caminho Niemeyer, em Niterói
Transmissão: http://www.youtube.com/enelbrasil;
MusicBox, canal 123 na Claro e NET, 145 na Oi, e 637 na Vivo
Data: 23/05, domingo
Horário: a partir das 16 horas
Atrações: Vanessa da Mata, Negra Li e Fernanda Abreu

Cursos e palestras
Agenda completa e inscrições disponíveis em http://www.culturanasestacoes.com.br

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Jornalista por paixão. Música, Novelas, Cinema e Entrevistas. Designer de Moda que não liga para tendência. Apaixonada por música e cinema. Colunista, critica de cinema e da vida dos outros também. Tudo em dobro por favor, inclusive café, pizza e cerveja.

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