Grandes Autores: Olavo Bilac – “Via Láctea XIII” (“Ouvir Estrelas”)

 

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — 28 de dezembro de 1918) foi um jornalista, contista, cronista e poeta brasileiro, considerado o principal representante do parnasianismo no país. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira 15 da instituição, cujo patrono é Gonçalves Dias. Eleito o “Príncipe dos Poetas Brasileiros” pela revista Fon-Fon e foi o responsável pela criação da letra do Hino à Bandeira.

Conhecido por sua atenção à literatura infantil e, principalmente, pela participação cívica.

O soneto XIII do poema VIA LÁCTEA – também conhecido como “Ouvir Estrelas” – é uma das obras mais celebradas do poeta brasileiro Olavo Bilac, expoente do Parnasianismo no Brasil e responsável também por sua evolução.

Leia AQUI a obra completa VIA LÁCTEA.

Leia mais um poema de Olavo Bilac.

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Via Láctea (XIII)

“Ora (direis!) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, Que para ouví-Ias, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea. como um pálio aberto,
Cintila. E ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas?
Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendé-Ias!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

 

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Author

Márcio Calixto
Professor e escritor. Lançou em 2013 seu primeiro romance, A Árvore que Chora Milagres, pela editora Multifoco. Participou do grupo literário Bagatelas, responsável por uma revolução na internet na primeira década do século XXI, e das oficinas literárias de Antônio Torres na UERJ, com quem aprendeu a arte de “rabiscar papel”. Criou junto com amigos da faculdade o Trema Literatura e atualmente comanda o blog Pictorescos. Tem como prática cotidiana escrever uma página e ler dez. Pai de dois filhos, convicto morador do Rio de Janeiro, do bairro de Engenho de Dentro. Um típico suburbano. Mas em seu subúrbio encontrou o Rock e o Heavy Metal. Foi primeiro do desenho e agora é das palavras, com as quais gosta de pintar histórias.

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