Poema de Cabral de Mello Neto inspira espetáculo de Deborah Colker

Foto: Ariel Silva

Depois de ser vista por bilhões de pessoas na Abertura dos Jogos Olímpicos no ano passado, a Cia. de Dança da coreógrafa Deborah Colker embarcou em um novo projeto, desta vez, literalmente, no Capiberibe.

Neste ano, o espetáculo “Cão sem Plumas”, já viajou pelo sertão nordestino onde a artista mostrou o bailado aos povoados contados pelos versos de Cabral de Mello Neto que dão nome à dança apresentada que tive a oportunidade de assistir neste último fim de semana em São Paulo.

Ver um poema dançado é algo instigante que só sai mesmo da cabeça de Deborah. Um filme passado no fundo do palco “dialoga” com o que é dançado. Uma parceria feita com o cineasta Cláudio Assis permite viajarmos, partindo da nascente do Capiberibe, passando pelo Sertão seco e chegando a Recife, retratado pelo mangue e seus caranguejos.

A trilha sonora é outra beleza, dessa vez sonora. De autoria de Jorge du Peixe e Lirinha, reverbera os tambores do maracatu pernambucano.

Cão sem Plumas” já passou por várias capitais, incluindo Belo Horizonte, Brasília e Rio.  Agora é a vez de Florianópolis (Teatro Ademir Rosa – CIC) e Curitiba (Teatro Guaíra). Depois, na Primavera, segue para cidades europeias e Taiwan.

Veja o vídeo produzido pelo Diário de Pernambuco sobre este espetáculo:

 

ANDRÉA ASSIS


SERVIÇO

. site da Cia. de Dança: http://www.ciadeborahcolker.com.br/agenda

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Andréa Assis
Carioca, mas paulistana da gema radicada há mais de 20 anos na capital. Formada em Relações Internacionais, tem mestrado em Administração de Empresas em Lyon, na França. Orgulhosa da cidade onde vive, adora mostrá-la aos visitantes, sejam eles brasileiros ou não. Procura sempre descobrir lugares novos e diferentes, por isso sempre se mantém atualizada sobre o que acontece nestas bandas. Para isso, vai sempre às exposições que pipocam aqui e acolá e é sobre elas que pretende lançar seu olhar crítico que não se restringe só às obras, aos trabalhos expostos, mas também ao ambiente: como estão organizadas, se existem informações para os visitantes, enfim, se vale a pena o leitor investir o seu tempo para ir vê-las. Eventualmente, faz críticas de filmes, mas prefere deixá-las aos mais habilitados. Mas não deixa de acompanhar os lançamentos. Humildemente, pede ao leitor paciência para com o que ele lê aqui no espaço, pois a escritura e análise pedem apuro ao longo do tempo.

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