Armored Dawn, vicking metal de respeito no Garagen Roll!

Na última terça feira, no estúdio da Rádio Pop Rio, o Garagen Roll, da rocker Cris Rizo, recebeu os guitarristas Tiago Moura e Timo Kaarkoski, da banda Armored Dawn, para um bate papo sobre a banda, e, aproveitando a deixa, me chamou também para conversar com a dupla!

Nascida em 2014, a banda que tem ainda Eduardo Parra nos vocais, Heros Trench no baixo (produtor do álbum novo), Rafael Agostino nos teclados e Rodrigo Oliveira na batera, tem forte apelo no cenário de rock pesado, sendo a única banda brasileira que participou do Motorboat, em 2015, o cruzeiro promovido pelo Motorhead, em Miami.

O currículo impressiona: já tocou nas principais capitais brasileiras abrindo para Megadeath, Symphony X, Rapsody, Tarja Marillion, Offspring e Sabaton; e em janeiro de 2017 fez um tour pela Europa, ao lado da Fates Warning, passando pela Alemanha, Holanda, República Tcheca, Hungria e Eslováquia.

Produzido em 2014, o primeiro álbum da banda, chamado Power Warrior, foi gravado na Dinamarca, com o mesmo produtor do Helloween, Tommy Hansen, e mixado por Peter Tägtgren (Amon Amarth, Children of Bodom e Hypocrisy), tendo sido destinado ao público americano, pela Concrete.

Ao ouvirmos o Power Warrior, percebemos logo que o som é sério, pesado e melódico. O andamento da bateria é rígida, mostrando a influência do Hansen na produção do trabalho.

Já Barbarians in Black, lançado no ano passado, foi produzido por Kato Khandwala (Pretty Reckless, Papa Roach) e Bruno Agra (We are Harlot), sendo que o primeiro single, e música de trabalho “Sail Away”, alcançando 100.000 visualizações na primeira semana depois do lançamento.

No bate papo, Tiago falou das diferenças da produção dos dois álbuns: houve uma modernização do “Power Warrior para o Barbarian Black, o som ficou mais orgânico”.
A bateria tem mais pedais duplos, e há mais suingue no andamento.
As letras, que ficam a cargo do Eduardo Parra, continuam a mesma temática medieval, o que é bem interessante nesse mercado.

Com um português bem atravancado, o Timo mostrava ainda que tinha muito a aprender sobre o Brasil: o que é “perrengue”?
Isso tudo num papo, bastante descontraído, onde foram contadas as histórias curiosas pelas quais a banda passou, como a tempestade, durante o Motorboat, onde, de cima do palco, sentiram o balanço do navio, já mostrando que sabia o que era perrengue.
Ou ainda quando da gravação do Warrior, um raio queimou todo o equipamento do estúdio na véspera da gravação, o que atrasou o trabalho em três dias.
Diga-se que a experiência de gravar na Dinamarca marcou bastante a banda: Eram 8 horas intensas, mas não passava um minuto sequer, quando dava o horário desligavam todos os equipamentos e voltávamos no dia seguinte, era uma fábrica.
A entrevista no programa corria solta, e eu conversava com a turma.
“Tem trabalho novo na praça, podem adiantar algo?”
Tiago respondeu, empolgado, que já estavam com um disco em produção, e que “seria o mais Armored Dawn deles, já que toda banda estava envolvida. A produção está ao encargo do Heros Trench (baixista), e continuamos com a modernização (falando em relação ao primeiro álbum). “Você nota que é um álbum de uma banda brasileira”, mandou empolgado, “em julho sai o single”.
O trabalho realmente empolga, com músicas como Beware of The Dragon, Unbreakable, ou a melódica Sail Away, ou ainda Viking Soul, King ou William Fly (The Pirate).
Ainda que o estilo da banda a aproxime do mercado estrangeiro, o Viking Metal, ou ainda o metal europeu, é um mercado em ascensão no Brasil, como se percebe em festivais como o Overload Festival, em São Paulo, ou o recente show do Alcest, ou o Behemooth, no último Rock in Rio, que ainda tem mais uma edição nesse ano.
E a temática?

“Vai continuar a mesma, mas não posso adiantar mais nada”.
Desejei sorte para os dois, e torço para vê-los nos palcos cariocas, já que a cena rock no Rio de Janeiro está tão carente de shows nacionais e bandas autorais de rock novas, e com um som de qualidade.

Fica a torcida ao Timo, para que não veja mais perrengues!!!
Até lá, vamos nos preparar para o que vem, curtindo os sons que o Armored Dawn já nos apresentou.

PAULO PAES

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Paulo Paes
Apesar da sua formação em direito, sempre amou a música e os gameboards como banco imobiliário, jogo da vida, WAR, tendo sido apresentado ao RPG no fim da década de 80. Desde 2013 se aventurou pelos novos jogos de tabuleiro (board games), um mundo bastante lúdico e bem rico. Vocalista do Dinossauros Nacionais, colabora com o canal Música & Bandas Novas e agora vai nos ajudar a desbravar esse mundo muito legal dos Gameboards, sempre aprendendo também sobre os novos jogos!

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