AC Entrevista: Bruno Bellarmino “O Rei das Séries”

O ator Bruno Bellarmino, natural de Olinda (PE) já tem no seu currículo vários papéis em séries e webséries, tanto que já chegou a ser chamado pela Revista QUEM de “O Rei das Séries“.

Entre seus vários papéis podemos destacar o Vagner de “Carcereiros” (Rede Globo), o Jair Cabeçada de “Rio Heroes” (FOX) e o Gerson de “3%” (NETFLIX). Seu primeiro trabalho no cinema foi em 2016, na comédia Gostosas, Lindas e Sexies.
O ArteCult conversou com o ator, veja abaixo nossa entrevista:

Mari Barcelos (ArteCult): Bruno queria que você contasse um pouco sobre a volta para a TV em uma série que possui uma audiência grande, que é o Rio Heroes. Uma volta em grande estilo.

Bruno Bellarmino: Na verdade, eu jamais sai da tv. Tem uns quatro anos que não paro de filmar as séries e filmes pelo Brasil. Aliás, o Rio Heroes, eu filmei a primeira temporada junto com o 3% da Netflix. Então, na verdade estou mais envolvido nas gravações e personagens ao longo dessa jornada. E como eu procuro está sempre conectado com as histórias dos personagens que eu vivo, procuro ficar mais isolado e longe dos holofotes. Isso me mantém concentrado para o que é mais importante: a minha carreira.
Você também está gravando outra série que é Rotas do Ódio, a terceira temporada. Como foi a preparação para os dois personagem? Além de conciliar essa correria, afinal os dois parecem ser bem diferentes.
Eu filmei a terceira e a quarta temporada no Rotas do Ódio. A Susanna Lira me fez o convite e eu aceitei com bastante carinho. Já conhecia o trabalho dela e sou bastante fã. Na série eu vivo o Tito Ministro. Skinhead de uma quadrilha de São Paulo. Os dois personagens são diferentes em tudo. Mesmo com o ímpeto da violência. O Tito é um tipo de violência gratuita. A violência da ignorância, da bestialidade. Da falta de empatia com o próximo. A série aliás me fez perceber que estamos embarcando numa “ode à violência.” Ouvi relatos sinceros de refugiados africanos e mulheres bolivianas que sofreram episódios de violência e racismo. As pessoas estão mais agressivas. Desemprego, miséria e falta de esperança torna uma população animalesca. E o Rotas do Ódio expõe esse contexto social que está tomando força no Brasil.
Ano passado você esteve presente em muitas séries, inclusive tem pessoas te chamando até de “O Rei das Séries”. Como é pra você ser denominado assim? E ser reconhecido por todos os trabalhos. Foram séries de muito sucesso.
Eu acho massa demais. Fico feliz porque eu não me sinto “famoso.” Então ser reconhecido pelos trabalhos que realizei nas séries e filmes que fiz até agora, é uma satisfação que dinheiro nenhum jamais comprará. Eu sou feliz com o que faço. Amo o carinho e gentileza  das pessoas. Demais.
Você já realizou trabalhos em longas metragens também. Tem vontade de fazer outro tipo de trabalho? Apresentador, Novelas, Teatro Musical, algo que ainda não tenha feito?
Eu sou um contador de histórias. Eu estou onde as boas histórias estão. E daí pode ser na novela, no teatro, na leitura, na vida. Mas também penso em produzir. Eu quero ousar mais na minha carreira. E to tomando gosto pela ideia de produzir alguns textos que eu acredite. Isso me daria até mais liberdade em criar personagens mais desafiadores. Sem a necessidade de esperar um convite ou teste de um produtor de elenco.

Desde o seu primeiro trabalho, esteve acompanhado de grandes atores, que já possuem experiência de muito tempo. Isso foi um pouco assustador no início ou você sempre teve um bom apoio de todos eles?

Sempre tive apoio de todos eles. Não me assusta o fato de alguém ser “fulano” ou “beltrano.” To ali pra narrar junto deles uma história. O trabalho envolve mais do que vaidade. Exige respeito. Contar uma história pra mim é como um “ritual maravilhoso.” Fico tão apaixonado pelo que faço que nem percebo se tá rolando algo estranho.
Você é de Pernambuco e veio para São Paulo seguir carreira. Sua família ainda mora em Pernambuco? Dá para ir lá matar a saudade?
Claro. Ainda que as passagens de avião pra Pernambuco sejam tão caras. Não dá pra deixar de ver a mãe, né. Gosto de voltar lá ate pra renovar as  energias.
 
O que mais você absorveu de toda essa sua experiência, mesmo em tão pouco tempo de carreira?
 Eu absorvo conhecimento. Adquiro uma base pra minha carreira pra cada personagem que vivo. Sou grato por todos eles terem me transformado no início dos filmes e quando terminam. Entro e saio outro em cada filme.
Você consegue consumir os produtos que trabalha? Dá tempo de ficar assistindo como expectador?
Oxi, mas é claro! Assisto a todos! Eu sou fã demais de todos as séries e filmes que faço. Ali está minha vida. Como não assistir algo tão pessoal? Não da. Assisto e indico por sinal.

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maribarcelos
Eu me chamo Mariane Barcelos, tenho 26 anos, sou designer e estudante de Audiovisual, construindo uma carreira na área. Já viajei para quase todos os cantos do mundo, inclusive já fui para fora do planeta, já dei um pulo em Marte, conheci uns anéis de Saturno e me aventurei em galáxias muito distantes, me transformei em bruxa, loba e vampira, também já fui super heroína e vilã. Não pensem que sou louca, sou apenas uma cinéfila que enxerga nos filmes uma maneira de se desconectar da realidade, ou quem sabe me conectar, com a minha realidade. Quando eu vejo um filme é para me conectar com aquele mundo, se não estou no clima, digo "nossa que dor de cabeça" e fica para um outro momento. Cinema é para ser sentido, para se apaixonar e se iludir. Encantar. Espero poder compartilhar com vocês, toda essa emoção que eu sinto ao assistir um filme e conseguir fazer com que vocês também embarquem nessa viagem sem destino. Agora através do ArteCult, também faça cobertura de eventos, como o Festival do Rio, RioMarket, Pré-Estreias e afins. Assim como nos filmes, espero poder trazer grandes novidades e coberturas completas em todas as mídias sociais, para que vocês, leitores, possam se sentir sempre imersos ao nosso universo.

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