41ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO – Já começou!!

Poster da Mostra – criação Ai Weiwei

– Então, vai sair de férias, né ? E para onde você vai viajar ?

– Ah… Vou ficar por aqui mesmo, em Sampa. Vou ver a 41ª. MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO!

É.. querido leitor … Já ouvi esse papo. Parece brincadeira, não ? Mas é verdade. Todo ano, tem cinéfilo paulista que tira férias só para ver a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. São quinze dias dedicados a ver o que o cinema tem produzido ao redor do mundo. E é aquele cinéfilo que sai do sofá – local sacro-santo na era do streaming – para correr de sala em sala, sessão em sessão e ver “Aquele” filme que não vai passar no circuito comercial e não vai estar em playlist da Netflix…

Nesta 41ª. edição, o país homenageado é a Suíça. São três cineastas que têm retrospectivas no evento: os franceses Paul Vecchiali (ganha o troféu Leon Cakof) e Agnès Varda (ganha o Humanidades; em novembro, a diretora vai ganhar um Oscar Honorário e é a primeira mulher a recebê-lo …) e Alain Tanner também ganha retrospectiva com sete títulos.

Uma novidade neste ano é uma pequena mostra de dezenoves filmes feitos para Realidade Virtual (a chamada “Virtual Reality” – VR). Esta é uma tendência que aterrissou em vários festivais este ano, como Tribecca, Cannes, Veneza e Toronto. Além das exibições, ocorrem palestras, workshops, debates, etc. e alguns renomados cineastas veem a São Paulo na ocasião, como o artista Ai Weiwei que participa com um filme.

Para 2017, em números, a Mostra apresenta: 1.408 sessões, 394 filmes que vieram de 59 países e serão exibidos em 43 salas.

Os destaques deste ano são os filmes premiados em festivais tradicionais como Cannes, Veneza, Berlim, Toronto. Eles serão exibidos em primeira mão no Brasil. Alguns deles:

  • The Square, Palma de Ouro em Cannes
  • Três Anúncios Para um Crime, vencedor do prêmio do público no Festival de Toronto e melhor roteiro em Veneza
  • Human Flow – Não Existe Lar Se Não Há para Onde Ir, do artista chinês Ai Weiwei
  • Loveless, do russo Andrey Zvyagintsev, vencedor do Prêmio do Júri em Cannes
  • O Outro Lado da Esperança, do finlandês Aki Kaurismäki, vencedor do Urso de Prata em Berlim de melhor direção

Além de The Square (Suécia) e Loveless (Rússia), há outros que competem a uma vaga para as cinco indicações ao Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2018:

  • A Sombra da Árvore, de Hafsteinn Gunnar Sigurðsson (Islândia)
  • Canção de Granito, de Pat Collins (Irlanda)
  • El Inca, de Ignacio Castillo Cottin (Venezuela)
  • Félicité, de Alain Gomis (Senegal)
  • Happy End, de Michael Haneke (Áustria)
  • Mãe No Gelo, de Bohdan Sláma (República Tcheca)
  • Mil Cordas, de Tusi Tamasese (Nova Zelândia)
  • Mulheres Divinas, de Petra Volpe (Suíça)
  • O Motorista de Táxi, de Jang Hoon (Coreia do Sul)
  • Respiro, de Narges Abyar (Irã)
  • Scary Mother, de Ana Urushadze (Geórgia)
  • Zama , de Lucrecia Martel (Argentina)

Com é de praxe, haverá sessões ao ar livre tanto no Vão Aberto do MASP quanto na parte externa do Auditório Ibirapuera. Também, como vem ocorrendo há alguns anos, alguns CEUs. e Circuito SPCINE vão exibir filmes da Mostra.

E eu, caro leitor, tenho que correr para dar conta da maratona …

Fui !!!!

ANDRÉA ASSIS

SERVIÇO:

. Quando: até 01.11

. Onde: São Paulo , em várias salas (v. http://41.mostra.org/br/encontre-as-salas/)

. Quanto: (avulsos)

  • R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira) às 2ª.,3ª.,4ª. e 5ª.
  • R$ 12,00 (meia) e R$ 24,00 (inteira) às 6ª., aos sáb. e dom.

(para compras e locais de venda de credenciais, v. site http://41.mostra.org/br/pag/ingressos)

. Ver classificação indicativa de cada filme

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Author

Andréa Assis
Carioca, mas paulistana da gema radicada há mais de 20 anos na capital. Formada em Relações Internacionais, tem mestrado em Administração de Empresas em Lyon, na França. Orgulhosa da cidade onde vive, adora mostrá-la aos visitantes, sejam eles brasileiros ou não. Procura sempre descobrir lugares novos e diferentes, por isso sempre se mantém atualizada sobre o que acontece nestas bandas. Para isso, vai sempre às exposições que pipocam aqui e acolá e é sobre elas que pretende lançar seu olhar crítico que não se restringe só às obras, aos trabalhos expostos, mas também ao ambiente: como estão organizadas, se existem informações para os visitantes, enfim, se vale a pena o leitor investir o seu tempo para ir vê-las. Eventualmente, faz críticas de filmes, mas prefere deixá-las aos mais habilitados. Mas não deixa de acompanhar os lançamentos. Humildemente, pede ao leitor paciência para com o que ele lê aqui no espaço, pois a escritura e análise pedem apuro ao longo do tempo.

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