Vidas à Deriva: bom romance numa história verídica de superação

Sinopse

Apaixonados, os noivos Tami Oldham (Shailene Woodley) e Richard Sharp (Sam Claflin) velejam em mar aberto quando são atingidos por uma terrível tempestade. Passada a tormenta, ela se vê sozinha na embarcação em ruínas e tenta encontrar uma maneira de salvar a própria vida e a do parceiro debilitado.

Review

Levando mais em consideração a história de amor do casal, “Vidas à Deriva” não procura evidenciar a grande tragédia marítima. É claro que, em algumas cenas, são mostrados grandes momentos de tensão, porém com um trabalho de linha do tempo misturada, as cenas são amenizadas pela história de como o casal se conheceu e de como fizeram a viagem e chegaram até ali.

Este vaivém ajuda e atrapalha a narrativa do filme, pois tira toda a tensão que deveria ser colocada sobre o fato de passar 41 dias à deriva no mar, mas também traz um dinamismo diferente ao longa já que, se iniciando pela tragédia, o espectador fica aguardando o momento em que a história irá se unir.

Com grandes cenas dentro do mar calmo (como as cenas de surf de Tami) é possível enxergar uma mistura de cenas muito bem feitas na tempestade. Mas outras não são tão bem feitas assim. E até mesmo a falta de cenas mais submersíveis e que mergulhasse mais no drama das profundezas.

Sempre retratando o mar com sensibilidade, até mesmo nos momentos mais violentos, essa sensibilidade continua se fazendo presente, mostrando muito da união e do amor dos personagens pelo oceano.

A fotografia do filme acompanha a ideia de belíssimas paisagens e ângulos abertos e ajuda ao espectador querer tanto estar naqueles lugares como apreciar seu visual.

Dirigido por Baltasar Kormákur, o mesmo diretor de Evereste e Sobrevivente, a ideia de sobrevivência, algumas vezes fica encoberta pelo amor, ou talvez a ideia de que o amor é a sobrevivência, fique muito ressaltada dentro da narrativa. Não pense que por ser mais ameno você não irá chorar.

O final do longa tem um cena feita quase que exclusivamente para arrancar lágrimas dos seus olhos, conduzida por uma trilha musical lenta e apaixonante de autoria de Hauschka. Acredito que em 95% dos casos essa missão seja completada com sucesso.

Cheio de emoção, superação e romantismo, “Vidas à Deriva” chega aos cinemas brasileiros hoje, dia 09 de agosto, para embalar a todos que procuram um bom romance e uma história de superação.

 

MARIANE BARCELOS

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Jornalista por paixão. Música, Novelas, Cinema e Entrevistas. Designer de Moda que não liga para tendência. Apaixonada por música e cinema. Colunista, critica de cinema e da vida dos outros também. Tudo em dobro por favor, inclusive café, pizza e cerveja.

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