Vinhos – Como tudo começou – PARTE 1

A História do VINHO possui muitas correntes, entretanto não se pode precisar nem quando nem quem produziu o primeiro vinho. Além disso, vinho também poderia estar em qualquer lugar em que as uvas pudessem ser armazenadas e que o seu suco retido. Alguns estudos mostram que as primeiras sementes cultivadas foram encontradas na região que hoje é a Rússia, mais precisamente na Georgia.

Estima-se que elas sejam datadas de 7.000 a 5.000 ac, aproximadamente. Essas sementes foram classificadas como vitis vinifera de uma variedade chamada sativa. Isso nos remete a uma conclusão lógica: se havia cultivo de uvas tão propícias para o vinho, porque não acreditar que o vinho também já não era produzido?

Geografia da vinocultura : 6.000 a 3000 a.C.

Além da Geórgia, outras regiões também possuíam videiras, e alguns exemplos são as áreas da atual Turquia,  a Pérsia (atualmente o Irã),a Mesopotâmia (atualmente Iraque, Kwait e parte oriental da Síria) e na área entre o Mar Cáspio e o Golfo Pérsico.  Outra teoria abarca que as videiras do Cáucaso teriam chegado à Europa através dos Fenícios. Eles teriam também transportado as videiras ,da região que hoje é o Líbano, para outras partes do continente europeu e essas videiras seriam as ancestrais de algumas das atuais uvas brancas europeias.

O Egito (que será melhor abordado na Parte 2 desta matéria)  também recebeu as videiras da área de Canaã e da Assíria através do rio Nilo. Apesar do território majoritariamente desértico, as vinhas eram plantadas junto ao Nilo, numa zona não alcançável pela inundação anual do rio. Inicialmente era cultivada na região do Delta e posteriormente no Reino Novo foi-se expandido para os Oásis do deserto ocidental e para o Vale do Nilo, assunto que abordaremos melhor em outro artigo.

Estátua de Baco (Michelangelo)

Algumas lendas enriquecem a história do nascimento dessa bebida, sendo que a primeira delas está no Velho Testamento. O Capítulo 9 do Gênesis  descreve que Noé, após desembarcar os animais, plantou um vinhedo , fez vinho e depois bebeu até se embriagar.  A segunda lenda está na mitologia grega, a fabula atribuiu a um de seus deuses os segredos do vinho. O deus é Dionísio e a narrativa afirma que ele ensinou ao amigo Anphictyom tudo sobre o vinho e com esses ensinamentos começou a produzi-los. Porém, a terceira e mais citada lenda é a da corte de Jamshid, um rei persa semi-mitológico. Na corte de Jamshid as uvas eram armazenadas em jarras para serem consumidas fora da estação. Em um certo momento as jarras estavam cheias de suco e as espumando e exalando um cheiro estranho, sendo consideradas improprias para o consumo por ser um possível veneno. Quando uma donzela do harém do rei tentou se matar, ingeriu o possível veneno e ,ao invés de mata-la, trouxe para ela alegria e um repousante sono.  Ao saber do ocorrido o rei ordenou a produção de uma grande quantidade da bebida para que todos da corte pudessem desfrutar da novidade.

Curiosidades:

Estátua de Gilgamesh

  • O primeiro registro literário que abordou o vinho foi em uma das mais antigas obras literárias da humanidade. Em “A Epopéia de Gilgamesh”, uma série de poemas e lendas sumérias consolidadas por volta do século VII. Em um de seus trechos, retrata-se a fabricação de vinhos naquela época. Isso ocorreu em 1800 AC
  • Acredita-se que a ânfora foi uma invenção dos Cananeus,  um povo que habitava o Oriente Médio por volta de 1500 AC. A invenção tornou-se o recipiente perfeito para o transporte de diversas mercadorias, entre ela o vinhos.
  • Dionisio, filho de Zeus e Semele,  era o deus grego do vinho. Ele também era conhecido como Baco, sendo esse nome foi adotado pelos romanos na sua mitologia. Os romanos consideravam Baco como o deus do vinho e dos excessos.

 

Aguardem, na Parte 2 falaremos o vinho no Antigo EGITO !

Até lá!

ALEXANDER MALDONADO

Referencias bibliográficas:

JOHNSON,H. The Story of wine, Mitchell Beazley. London. 1989

http://contosbiblicos.com/2009/09/noe-e-a-vinha/

http://revistaadega.uol.com.br/artigo/historia-do-vinho-e-o-vinho-na-historia_9693.html

 

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