VENOM – Tempo de Carnificina : Longa abraça um mix de gêneros

 

Enquanto seu antecessor consega abraçar o tom mais jocoso de alguns filmes de herói, utilizando-se de um humor inconsequente, “Venom: Tempo de Carnificina” parece não assumir nada, se é que busca de fato. Sua indefinição o torna vazio, servindo meramente como uma escada – não muito segura – para o futuro do anti-herói.

Cletus (Woody Harrelson) em “VENOM: TEMPO DE CARNIFICINA”

Há uma clara tentativa de mesclar elementos bromance, ação e terror aqui, quase como um mix de gêneros cinematográficos. Porém, nenhum deles chega a ser satisfatório de algum maneira: os diálogos entre os protagonistas são muito infantis e mal elaborados, contribuindo até para uma descaracterização do próprio simbionte (ainda que seja uma adaptação, isso foge e muito do proposto); não existe um perigo eminente frente ao vilão, já que a violência apresentada é simplesmente rasa e aparenta não possuir consequências dramáticas no geral. Tudo é bastante bobo e sem peso, diria até num sentido plástico, mas que não é abraçado totalmente.

Reprodução: Sony Pictures

É um filme truncado, sem ritmo. Não há aprofundamento algum do espaço ou de seus personagens, o que passa uma sensação muito estranha de desorientação. A montagem do longa picota os acontecimentos de tal forma que a São Francisco mais parece uma pequena vila, já que tudo ocorre rapidamente.

Reprodução: Sony Pictures

Seu roteiro telegrafa a solução do confronto desde os primeiros minutos e, além disso, une os pontos da trama sem dinamismo algum, prejudicando totalmente o peso dramático das ações e o desenvolvimento das personagens como um todo.

 

 

CONFIRA O TRAILER

Pecando tanto no âmbito formal quanto narrativo, Venom: Tempo de Carnificina se apresenta como um mero boneco descartável. E ainda que houvessem esses problemas, o longa poderia se direcionar para um tom mais cartunesco, quase como um episódio de desenho animado dos anos 90 – que por sinal possuem relações de causa e efeito muito melhores.

NOTA – 3

Critica – Felipe Longuinhos do CABINE SETE

 

 

 

 

 


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