“Ser ou não ser” em Dança

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Costumo usar “lentes” da linguagem contemporânea antes, durante e depois de minhas criações. Mesmo pertencendo a uma escola com uma linguagem mais acadêmica, essa minha estratégia permite imprimir o “ser” com maior liberdade no trabalho. E digo liberdade no sentido literal da palavra: com questionamentos, instigando à reflexão da arte e da sociedade, por exemplo.

Imprimir o “ser” na Dança exige personalidade. Sei que é meio redundante mas, atualmente, imprimir algo “pessoal”, no sentido “original”, exige muito desapego ao que é fruto de uma cultura de massa, onde encontramos uma maior facilidade de troca, transformação e cópia.

 

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“Ser” ou “não ser” em Dança é uma rota contínua de construção e desconstrução. Trocando em miúdos: é uma prática diária de pesquisa, ensaios, desconstrução, mais pesquisa, análise de resultados, troca, construção e, por fim, a desconstrução novamente. Nesse processo, esperamos encontrar o nosso “ser” e a nossa verdadeira criação, para então iniciar outro processo de desconstrução.

 

É um processo permanente, a obra jamais fica pronta. É viva, é dinâmica, é etérea…

Dá trabalho. Às vezes, é doloroso. Mas, na maioria das vezes, o resultado provoca prazer, orgulho, alegria imensa. É como se cada coreografia fosse um filho, planejado, desejado, esperado e muito, muito amado!

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Se você encontrou qualquer semelhança com fatos cotidianos não é mera coincidência. Pois Dança é vida.

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Author

Marcelle Banks
Sou Marcelle Pereira Soares Banks, a.k.a Celle Banks. Sou profissional com 10 anos de experiência na área de comunicação, com passagem pelo setor acadêmico privado e público, me formei em Comunicação Social na Universidade Federal Fluminense (UFF) e fiz o curso de Dança Contemporânea na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Há 12 anos, atuo profissionalmente como Bailarina, Designer, Coreógrafa e Publicitária. Amante das Artes Culturais e Sociais, sou empreendedora e promotora da diversidade cultural. Tenho um enorme desejo de me comunicar com as pessoas e escolhi fazer isso através da dança. Gosto de compartilhar com os outros a minha paixão pela dança. Meu maior interesse é estudar a diversidade de danças através do olhar contemporâneo, das danças tradicionais às urbanas. Já me apresentei em universidades, festivais e teatros do Brasil. Nos Estados Unidos, desenvolvo atualmente um trabalho sobre a investigação de danças tradicionais brasileiras. Essas obras têm aparecido em Festivais Internacionais. Em 2015, me mudei para a Argentina e aprimorei meus estudos a partir de fontes de universidades locais, como Universidad Nacional de las Artes. Divido-me entre Buenos Aires, Des Moines, Rio de Janeiro e Florianópolis, sempre embalada na minha paixão pela família e pela dança