O ano só acaba quando termina

Estamos chegando ao final do ano e como de costume fazemos planos para o ano seguinte, tendo aquela sensação que já acabou e nada novo pode acontecer. Vamos comprar roupas novas para o ano novo, além da comilança do Natal.  Nossa única obrigação em relação ao calendário é ajustar a agenda e comparecer a todos os “amigos ocultos”, “as cervejas” de fim de ano e aos reencontros promovidos pelos familiares e amigos. Mas ainda há tanto para observarmos…

Historicamente no Brasil as decisões políticas estão sempre nos “45 do segundo tempo” e de maneira distraída vemos o gol do adversário que nos derrota e não tem mais nada que nós possamos fazer. Atualmente temos o exemplo da reforma da previdência, que tem como justificativa uma economia futura, mas está gastando muito agora com a aprovação de emendas, em uma tentativa do congresso votar ainda esse ano essa medida. Não entrarei nesse assunto para não gerar polêmicas, porém há um fato histórico que não devemos esquecer para que ele não volte a acontecer: o AI-5

Em 13 de dezembro de 1968 o presidente da república Costa e Silva assinou aquele que seria o Ato Institucional nº5 que cassou os direitos políticos de cidadãos que fossem considerados subversivos, suspendeu as assembleias legislativas estaduais (com exceção de São Paulo), fechou o congresso nacional, aumentou a censura em relação a cultura e suspendeu o Habeas Corpus em crimes de motivação política, entre tantas outras medidas. Esse ato teve validade por dez anos e deu poderes excessivos ao presidente e aos governadores, estes últimos, escolhidos pelo presidente atuando como interventores nos estados e municípios. Foi iniciado com o AI-5 um dos momentos mais obscuros da história do Brasil, onde pessoas foram investigadas, presas e desapareceram. Ainda não sabemos os detalhes todos, pois nem todos os documentos chegaram ao público e aos historiadores, mas é algo que não devemos esquecer para que nunca mais essa história se repita. Afinal, ninguém deve ter seus direitos cassados, independentemente de sua opinião política. A razão deve se sobressair a força.

Logo devemos sempre estar atentos, pois o Brasil não foi feito para principiantes.

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priscilamonteiro
Carioca, empreendedora, professora de História e guia de turismo, fui criadora da primeira empresa de Turismo Histórico da cidade do Rio de Janeiro com o intuito de dar aulas a céu aberto. Formada em História pela Universidade Cândido Mendes em 2007, segui um caminho sem volta em apresentar essa cidade que é um verdadeiro museu a céu aberto, onde capítulos dos livros sobre a história do Brasil saltam aos olhos. Da colônia, passando pelo Império e chegando a República, encontramos fragmentos da história de todos os brasileiros Acompanhe os textos desse blog e descubra um outro Rio, um outro Brasil que muitas vezes não nos são apresentados em sala de aula.

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