UM CONTRATEMPO: Surpreendente suspense espanhol disponível na Netflix

 

A estrutura narrativa dos suspenses é quase sempre preponderante para o sucesso dos filmes do gênero. Assim, quando Um Contratempo (“Contratiempo”) começa e você já sabe o que aconteceu e precisa descobrir como, Oriol Paulo, responsável pelo roteiro e direção, faz o caminho que parece o menos provável para reviravoltas. Faz com que o principal acusado do crime, Adrián Doria (mais um bom papel do galã Mario Casas), debata com a advogada de defesa colega de seu defensor principal, a melhor estratégia para sua defesa.

A partir daí, somos convidados a conhecer os erros do passado aos quais nosso protagonista fora submetido, para entender a motivação possível do crime presente. O roteiro, sem dúvidas, é o que há de melhor no longa. Entre as idas e vindas, ele vai aos poucos nos dando mais dicas sobre o que aconteceu sobre a ótica de cada um: o que o protagonista entende que aconteceu, a visão da “experiente advogada” em seu último caso e por fim, a verdade.

Cena de “Um Contratempo”. Foto: Divulgação – Film Factory Entertainment.

A eficácia desta excelente sacada de roteiro não seria possível sem a genialidade dos atores. O próprio Mario Casas e Bárbara Lennie, que a depender da versão contada, demonstram toda sua versatilidade em tela. Ana Wagener dá um outro show à parte, numa atuação segura e de deixar de queixo caído. Se o talento destes atores é incontestável, devemos destacar ainda as qualidades técnicas do longa.

Além do roteiro, vale ainda mencionar a direção de arte, perspicaz em recriar ambientes sutis com a verdadeira aura dos personagens. A charada, inclusive, fica mais difícil de ser matada justamente por que Adrián, quando só, está em ambientes neutros, com horizonte imenso, de difícil leitura. A montagem é outro recurso que merece destaque, dada a dificuldade da gravação das cenas das versões contadas.

Cena de “Um Contratempo”. Foto: Divulgação – Film Factory Entertainment.

Fora isso, todos os detalhes são de extrema importância para entendermos o ocorrido, e é uma pena que Oriol opte por ser didático ao extremo no final, fazendo um apanhado desnecessário para fazer com que o espectador lembre de todos os excelentes paralelos que ele traçou o filme todo.

Esse excesso de didatismo não desfaz, de forma alguma, todas as qualidades do longa, que, merece destaque e além de ser visto, divulgado a todos.

Nota: 8,5

Já conferiu essa maravilha? Dá uma olhada no trailler:

 

 

 

 

Bons filmes e até a próxima 🙂

JOÃO FRANÇA FILHO (@CINESTIMADO)

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JOÃO FRANÇA FILHO
Sou natural de São Paulo e minha paixão pelo cinema começou quando tinha 15 anos. Meu irmão tinha uma das hoje extintas videolocadoras, a qual tive o prazer de trabalhar, e entre a abertura e o fechamento dela aos domingos (dia em que ficava por lá), colocava vários títulos para rodarem pela televisão, o que foi aguçando minha paixão pela sétima arte. A necessidade de escrever, no entanto, começou depois. Não lembro ao certo quando, mas, o fato de assistir um bom filme no cinema e muitas vezes não ter com quem compartilhar, me deixava literalmente engasgado. Foi assim que comecei a escrever críticas em meu facebook pessoal e, em uma experiência profissional no Rio de Janeiro, uma amiga me alertou que queria divulgar mais minhas críticas para seus amigos, e que talvez seria legal eu pensar num perfil que não pessoal. Foi ai que nasceu o @cinestimado. Administrador de formação e pós graduado em finanças corporativas, apaixonado pela minha profissão, tenho em meus textos comentários técnicos do que aprendo por curiosidade lendo sobre cinema e principalmente pela paixão que tenho pela sétima arte. instagram.com/cinestimado e e-mail para contato: jb.francafo@gmail.com.

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