A Lavanderia: Um original Netflix sobre os escândalos do Panama Papers

A quebra da quarta parede é um recurso que eu aprecio, desde que bem usado, para não tirar o foco dos elementos principais do filme, e claro, dar sentido a ele sobretudo. Assim o é com séries recentes, como House of Cards e a excelente Fleabag. Para quem não está muito habituado com a nomenclatura, deixe-me esclarecer: quebrar a quarta parede, significa que o ator passa a interagir diretamente com o espectador. Dito isso, nos filmes, podemos citar o recurso sendo utilizado com maestria em filmes como O Senhor das Armas, Clube da Luta, Curtindo a vida adoidado, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e, os dois últimos desta lista que reservam similaridades com A Lavanderia: O lobo de Wall Street e A Grande Aposta.

 

 

O filme acaba se tornando muito familiar aos dois outros comentados, principalmente por se tratar de um longa que fala sobre escândalos que de fato ocorreram e trouxeram prejuízos imensos sempre ao lado mais fraco. O recurso da quebra da quarta parede, no entanto, aqui me parece mais cansativa que nos dois antecessores.

Contando em seu elenco com Antonio Banderas, Gary Oldman (ambos responsáveis pelo recorrente recurso de falar conosco), Meryl Streep, David Schwimmer, Robert Patrick, Nonso Anozie e outros, o filme tem atores suficientes para bater de frente com os demais do gênero, mas, infelizmente o que vemos é uma falta de fôlego por parte do roteiro de Scott. Z. Burns.

 

 

Aqui faço uma ponderação: talvez o mote do argumentista seja de fato filmes que explorem mais escândalos e denuncias, como o caso de Uma Verdade Inconveniente. Quando tentou ir para o lado ficcional, bem, todos aqui devem ter visto Contágio, e se não viram ainda, não serei eu quem o indicarei.

Como tudo que A Ursa Maior do cinema faz, não adianta: é ela quem se destaca. E não vou estragar a surpresa, mas, ela se destaca e ainda te deixa com o queixo no chão gelado na ultima cena. Sem duvidas ainda veremos muitas atrizes boas, mas com essa versatilidade, timming, entendimento do tamanho do papel, enfim…. É o que de fato vale a pena aqui junto da dinâmica que a historia é contada.

O filme não conta com grandes recursos técnicos que o diferenciem, como foi o caso da montagem dos dois filmes que escolhi para comparar com A Lavanderia. Seu roteiro também não se destaca, ainda que exista um esforço justo para fazer com que todas as subtramas se encaixem e entendamos o absurdo de tudo aquilo. Talvez, ao lado da excelente atuação da Meryl, as subtramas de fato são interessantíssimas.

 

Para quem ainda não viu, confira abaixo o trailler:

 

 

 

Uma Nota? 3,5/5, para ser justo!

E quem já viu? O que achou? Conta pra gente!!!

Bons filmes! 🙂

 

JOÃO FRANÇA FILHO (@CINESTIMADO)

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JOÃO FRANÇA FILHO
Sou natural de São Paulo e minha paixão pelo cinema começou quando tinha 15 anos. Meu irmão tinha uma das hoje extintas videolocadoras, a qual tive o prazer de trabalhar, e entre a abertura e o fechamento dela aos domingos (dia em que ficava por lá), colocava vários títulos para rodarem pela televisão, o que foi aguçando minha paixão pela sétima arte. A necessidade de escrever, no entanto, começou depois. Não lembro ao certo quando, mas, o fato de assistir um bom filme no cinema e muitas vezes não ter com quem compartilhar, me deixava literalmente engasgado. Foi assim que comecei a escrever críticas em meu facebook pessoal e, em uma experiência profissional no Rio de Janeiro, uma amiga me alertou que queria divulgar mais minhas críticas para seus amigos, e que talvez seria legal eu pensar num perfil que não pessoal. Foi ai que nasceu o @cinestimado. Administrador de formação e pós graduado em finanças corporativas, apaixonado pela minha profissão, tenho em meus textos comentários técnicos do que aprendo por curiosidade lendo sobre cinema e principalmente pela paixão que tenho pela sétima arte. instagram.com/cinestimado e e-mail para contato: jb.francafo@gmail.com.

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