Literatura na Varanda: Projeto espalha cultura em Niterói

Em Niterói, quem gosta de Literatura já sabe: os encontros do Literatura na Varanda são garantia de ótimo programa.

Coordenado pela jornalista e poetisa Tânia Ribeiro Roxo, a atividade ocorre desde agosto de 2016. Como explica a organizadora, os encontros, que têm como tema as obras de grandes escritores nacionais e estrangeiros, são realizados no formato de roda de conversa, como deve ser um bate-papo entre amigos. São abertos a todos que valorizam a literatura, viabilizando a expressão de novos talentos. Além da roda de conversa sobre a obra de um determinado autor, são feitos também recitais de poesia, apresentações de música ao vivo, lançamentos de livros e exposições de arte. James Joyce, Franz Kafka, Lima Barreto, Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Monteiro Lobato, Manoel de Barros, Paulo Leminski, Hilda Hilst e Nelson Rodrigues foram alguns dos autores já abordados em edições passadas do evento.

 

Para mais informações sobre estes envontros, siga suas redes sociais:

Página do Instagram do Literatura na Varanda

Veja algums imagens dos encontros:

Aproveitamos a ocasião e batemos um papo com Tânia Ribeiro Roxo. Confira.

ArteCult: Como surgiu a ideia do Literatura na Varanda?

Tânia Ribeiro Roxo

Tânia Ribeiro Roxo: Surgiu em 2016. Tudo começou quando um grupo de amigos nossos se reuniu para falar sobre as respectivas leituras e as experiências por que passaram quando tentaram publicar o primeiro livro. Então pensamos que seria interessante tentar difundir tudo isso. Mas não tínhamos ideia de como seria feito. Eu sempre gostei de escrever. Tenho mais afinidade com o gênero poesia. Pensamos então num projeto que englobasse rodas de conversas literárias sobre temas variados. No início, fizemos um evento com o tema Mercado Editorial Brasileiro: os desafios de se publicar um livro. Depois, fomos escolhendo outros tópicos. E os encontros foram tomando forma com o passar do tempo. Aprendemos com a experiência, com os erros e os acertos.  Não é fácil. Requer determinação e persistência. Fazer um evento sem ter nenhum apoio empresarial ou governamental é sempre um desafio. E manter um projeto independente como este por 3 anos é ainda mais difícil. Temos de divulgar nas redes sociais, na imprensa, planejar os detalhes, buscar parcerias… O projeto Literatura na Varanda é basicamente uma série de encontros entre escritores e admiradores de obras literárias. O foco é a troca e o aprendizado.

AC: A que outros projetos na área literária você se dedica?

TRR: Em 2019, serão, ao todo, 9 eventos até novembro. Vamos completar 5 encontros com o Ciranda Poética,  encontros onde lemos e comentamos poemas de autoras. É  realizado na Biblioteca Parque de Niterói, de 2 em 2 meses, com entrada franca, sempre numa terça-feira, das 16:00 às 18:00. Fizemos em julho o nosso primeiro sarau. Convidamos poetas e músicos e tivemos um público de mais de 60 pessoas. No formato das edições trimestrais do Literatura na Varanda, temos a meta de atingir 3 encontros até o final do ano. O evento de maio foi sobre contação de histórias, o de agosto, no dia 31, será sobre a obra de William Shakespeare, e o de novembro ainda estamos estudando. Esses encontros são feitos atualmente no Espaço Multi, no Centro.

 AC: E o seu lado escritora como fica nessa história?

TRR: Publiquei um livro de poesias, chamado Sopro, pela Editora Autografia em 2017. Não sei se futuramente publicarei outro. Mas foi uma experiência muito significativa na minha vida. Recomendo a todos que escrevem. Não deixem seus textos na gaveta. Publiquem. É um registro que considero um sonho realizado. Muita gente fica com receio de publicar por achar que os textos não têm muita qualidade. Mas é natural ter essa sensação. Quando começamos a mexer com as nossas criações literárias (poesia, conto, crônica etc.), percebemos quanta gente ao nosso redor também ama escrever. E nesta busca, encontramos pessoas com muitas afinidades. A partir de um movimento, como o de decidir publicar um livro, um universo se abre. E neste universo, temos a oportunidade de fazer uma rede de contatos que nos acolhe e apoia. Existem editoras que dão espaço para autores iniciantes. Existem opções de se criar um e-book. É só pesquisar e trocar ideias com pessoas que estão nesta estrada há mais tempo. Acho importante participar de oficinas literárias para lapidar e melhorar cada vez mais o processo de escrita. É legal também participar de concursos literários. Alguns concursos dão prêmios em dinheiro. De qualquer forma, a participação em um concurso acrescenta muito e valoriza bastante a biografia de um autor.

 

 

 

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Author

César Manzolillo
Carioca, licenciado em Letras (Português – Literaturas) pela UFRJ, mestre e doutor em Língua Portuguesa pela mesma instituição, com pós-doutorado em Língua Portuguesa pela USP. Participante de quatorze antologias literárias. Autor do livro de contos A angústia e outros presságios funestos (2017). Professor de oficinas de Escrita Criativa. Revisor de textos.

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