Judy: Além do Arco-Íris, mas, aquém do potencial

 

A temporada de premiações segue em alta e agora chegou a vez de falarmos de Judy – Muito Além do Arco-Íris, que concorre ao prêmio máximo do cinema nas categorias de atriz e maquiagem e penteado, essa segunda que deve perder para O Escândalo. A barbada fica para Reneé Zellweger que deve, sem dificuldades, levar seu segundo Oscar para casa. Não entremos no mérito de Lupita estar na disputa, e verdades sejam ditas, é a atuação aqui que faz com que o filme não seja – ainda mais – enfadonho.

Isso, infelizmente, está longe de dizer que a atriz, responsável outrora por papéis interessantes, como Roxie em Chicago e Bridget Jones em O Diário de Bridget Jones, está fenomenal na pele de Judy Garland. Inclusive, um dos principais problemas pra mim, consiste numa construção muito semelhante daquela usada para Roxie, recheada de trejeitos e caretas.

Se a elogiada atuação não é o que nos prende no filme, o restante então, acaba por deixar ainda mais a desejar. O filme toma decisões, principalmente graças a seu roteiro, que são bastante confusas. Demoramos a entender um pouco dos relacionamentos – problemáticos e abusivos – que a estrela teve, e até mesmo de comprar como espectador a importância que Judy teve no cenário musical e de atuação.

O roteiro talvez não tenha sido ponto pacífico para ninguém. Liza Minnelli, filha de Judy, já declarou que não tem interesse em conferir o longa e ainda disse esperar que Reneé tenha “se divertido” durante a gravação.

Para não ser tão contundente com a crítica, apesar de não ser um filme excelente, claro que é um bom filme a ser conferido, como toda cinebiografia. O ritmo prejudica, mas a atuação dá certa redenção e a maquiagem é tão competente que não há como não prestar atenção nos detalhes.

Se pudermos, de forma bastante pretensiosa, entender qual o problema de Judy além do roteiro, pode ser respondido pelo diretor responsável, Rupert Goold, que naturalmente ambientado com uma linguagem teatral, usou e abusou dos melhores momentos no que sua zona de conforto pode entregar de melhor. Não por acaso, a cena mais brilhante do longa seja a final, onde vemos um show estonteante, finalizando de forma estonteante um espetáculo que poderia ter este mesmo nível desde o início.

Nota: 6/10

Já conferiu o filme? Não? Dá uma olhada no trailer e compartilha sua opinião conosco também!

 

 

 

Bons filmes e até a próxima 🙂

JOÃO FRANÇA FILHO (@CINESTIMADO)

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JOÃO FRANÇA FILHO
Sou natural de São Paulo e minha paixão pelo cinema começou quando tinha 15 anos. Meu irmão tinha uma das hoje extintas videolocadoras, a qual tive o prazer de trabalhar, e entre a abertura e o fechamento dela aos domingos (dia em que ficava por lá), colocava vários títulos para rodarem pela televisão, o que foi aguçando minha paixão pela sétima arte. A necessidade de escrever, no entanto, começou depois. Não lembro ao certo quando, mas, o fato de assistir um bom filme no cinema e muitas vezes não ter com quem compartilhar, me deixava literalmente engasgado. Foi assim que comecei a escrever críticas em meu facebook pessoal e, em uma experiência profissional no Rio de Janeiro, uma amiga me alertou que queria divulgar mais minhas críticas para seus amigos, e que talvez seria legal eu pensar num perfil que não pessoal. Foi ai que nasceu o @cinestimado. Administrador de formação e pós graduado em finanças corporativas, apaixonado pela minha profissão, tenho em meus textos comentários técnicos do que aprendo por curiosidade lendo sobre cinema e principalmente pela paixão que tenho pela sétima arte. instagram.com/cinestimado e e-mail para contato: jb.francafo@gmail.com.

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