Concurso “EU AMO O RIO!” : Hoje, no aniversário da Cidade Maravilhosa, anunciamos os vencedores do concurso!

Rio de Janeiro, você continua lindo! Parabéns pelos 456 anos de vida!

E nós do ArteCult ajudamos a declarar todo o nosso amor a essa cidade, que teima em continuar maravilhosa apesar de tudo, através de nosso Concurso Literário ArteCult “EU AMO O RIO !”

Os textos começaram a chegar no próprio dia do lançamento, 20/01, dia do padroeiro da cidade e feriado municipal.

E hoje, no dia do aniversário da cidade, voltamos aqui para anunciar os melhores textos sobre o Rio, em prosa ou verso.

Gostaríamos de parabenizar a todos que participaram: nosso muito obrigado!!

Equipe ArteCult – Literatura (JURADOS):

Ana Lúcia Gosling
César Manzolillo Luiz Said
Márcio Calixto

 

VAMOS AGORA AOS VENCEDORES!

 

LEIA AGORA AS OBRAS VENCEDORAS:

 

3º Lugar – Autora: AMANDA ALMEIDA

“POEMA-MERGULHO”

Impressionante quanto cabe no Rio
Que de mar em mar de água e gente
É Leme, Recreio, Maré de sorrisos
Realengo, Bangu e Taquara de quente

Se costura a Tijuca com Lins azul
Tece o Centro, Saúde, Gamboa
Batucando da Lapa ao Caju
É tecido de Glória, de boa!

Com Pilares e Rocha se constrói
A força e garra da população
Que Botafogo, capa de herói
E Vaz das tripas coração

Para os dias de chuva, Paciência
O Campo da vida é Grande, o sol voltará
Corre em nossas veias resiliência
E a certeza de um futuro a brilhar

Mas quando você quiser por Andaraí
Siga as praias e pedras Joá
Pedra da Tartaruga, da Lua em Grumari
Ou na Lagoa e da vizinha Humaitá

Nossos pés que procuram areia
Leblon, Ipanema, Sepetiba
É o mesmo sol da CDD, Laranjeiras
Na laje de Copa ou Curicica

Nossos olhos buscam o mar, amor
Em Paquetá, ou no vuco-vuco de Madureira
Inhaúma, Pavuna, Rocinha, Jabour
Já que o forte por aqui é gentileza

Carioca de fé, é cerveja, alegria
Pagodinho no Irajá, Verdade!
E na Vila Isabel uma disritmia…
Samba no pé é pura liberdade

E se ficar difícil segurar a Barra
Vai Jacarepaguá, Anil, Valqueire
Grajau, Santa Cruz pega a estrada
Porque carioca é forte pra Catete!

 

2º Lugar – autoras (empate): SUELI RAMÔA e LÉA ANASTASSAKIS 

“AOS CARIOCAS” (SUELI RAMÔA)

Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 2020, oito horas e trinta minutos.

Atravesso o portão e olho na direção da praia. Imagino a rocha bruta do Cara de Cão anunciando mais um dia de espetáculo. Aprecio o sol ainda baixo refletindo sobre o telhado da banca de jornal.
Os operários da obra da farmácia já estão suados. O bem cuidado jardim da Casa de Rui Barbosa encanta o olhar apressado. Com um giro desengonçado, inicio a caminhada até o Centro médico, sete quarteirões, distante.

O meu Rio deslumbra os turistas do superlotado albergue do fim da minha rua. Inundado de luz e calor, farto de abraços e ofertas. Nas praças, crianças socializam e idosos absorvem a vitamina D.
Nos shoppings, feericamente iluminados, a babel contemporânea de consumo e diversão contempla
as mais diversas necessidades e os gostos mais exigentes. Oitenta quilômetros de lindas praias onde o
povo expõe, sem pudor, sua beleza radiante.

Dizem as más línguas que o Rio que não conheço tem montanhas de lixo acumuladas nos riachos, infectados pelo esgoto clandestino dos barracos construídos em suas margens. E também um mar de lama submerso em suas baías. Além de extensa área verde invadida por inescrupulosos agentes imobiliários, confiantes na impunidade. Que há muita insegurança. Culpam o tráfico de drogas, as ruas escuras ou a polícia. Eu acredito nos argumentos.

Acelero a passada provocando o holter pendurado na cintura, estou atrasada. No sentido contrário ao
bando de gente que ruma para o Metrô, avanço uma casa, como num jogo de xadrez. Atravesso a segunda rua e o ar já me falta. É verão. Na porta do supermercado, lembro a manteiga e deixo para a volta. No quarteirão seguinte, avisto o Palacete Linneo de Paula Machado, um oásis de beleza em meio ao trânsito. A enviesada fachada da Igreja de Santo Ignácio, que adentra a calçada estreita, denuncia o quanto a cidade cresceu. Pelo caminho aprecio as inúmeras vilas, tombadas pelas histórias que contam.

Palacete Linneo de Paula Machado. Foto: Antonio Batalha – VEJA Rio.

O meu carioca reza forte para demonstrar sua inabalável fé. E pedala na orla em busca de vida longa e saudável. Põe uma pitada de New York no baile charme do Parque de Madureira. Fica rouco com o Fla x Flu no Maracanã e não joga lixo no chão. Frequenta Museus de ontem e de amanhã, juntando o
passado e o futuro. Faz trilha na Serra do Mendanha, que quase ninguém visita. É uma gente trabalhadora, generosa e bem humorada, que atravessa o túnel da Grota Funda num trem com pneus
em busca de atalhos necessários.

Espalham por aí que os postos de saúde atendem precariamente aos inúmeros pacientes. E há muita
gente vivendo sem ter água na torneira e gastando cerca de três horas para atravessar a cidade, retida no transito caótico. Falam por aí que mulheres e homens, vítimas das drogas, definham, desesperançados, à espera de socorro ao longo das vias urbanas. Eu confio nos testemunhos.

Enfim, achei uma calçada lisa, posso olhar o céu. E lá está Ele. O imponente Cristo Redentor. Num
imaculado branco sobre um fundo azul deslumbrante. Mais uns passos e outra visão não menos impressionante. Quadradinhos coloridos invadem a mata nativa. É a favela renovada, agora chamada de Comunidade. Dou graças pela vida, a minha e a da gente que ali se abriga! Na esquina do posto de gasolina, sinto um cheiro ruim, confirmo o olfato no resto da quentinha jogada no chão. O terreno baldio cheio de mato, ao lado do sofisticado prédio recém construído, não me espanta. Apenas outro infeliz contraste entre a realidade e a imagem que temos dela. A cidade partida, nem sempre é o que a gente vê.

Na volta para casa, já liberta dos fios da máquina, continuo perdida em pensamentos confusos, difusos, dolorosos, talvez. Cada qual tem dentro de si uma visão particular, ou quem sabe, uma ilusão, construída com o próprio olhar, fruto da sua vivência e observação. Presa, desta vez, aos mais profundos sentimentos, reconheço em mim uma imensa ternura por este lugar onde os contrastes não se chocam, unem-se. Na barraquinha da esquina, brilham os adereços que vão enfeitar a alegria ou encantar a dor dos foliões, essa gente valente e sofrida, sempre pronta a enfrentar qualquer mazela ou dilema. A maior festa da cidade, o Carnaval, começa amanhã. E eu, cega de amor pelo Rio, vou!

P.S. Este texto foi redigido por alguém que não sou mais. Doze meses de pandemia separam a minha
escrita da sua leitura. Um tempo de incerteza e medo, em que me foi possível refletir sobre a vida.
Um quando em que minha existência pode ser questionada nos mínimos detalhes. Que tenhamos
nós, cariocas da gema, descoberto nossa melhor versão. E possamos, juntos, traçar um precioso
destino para a eternamente amável, Cidade Maravilhosa.

 

“CONFIDÊNCIAS CARIOCAS” (LÉA ANASTASSAKIS)

Sou carioca do Rio
Do rio que me atravessa
Qual flecha do padroeiro
Que me fere, mas sem dor
Porque o amor vem primeiro
Pra proteger o meu peito
Do perigo o ano inteiro!

Sou carioca da areia
Areia já tão macia
Que vem sendo trabalhada
Como eu pelos milênios
Por força das intempéries
Por não mais ser pedra dura
Me fiz também maleável
E com jogo de cintura!

Sou carioca das águas
Derramadas nesses mares
Que cercam minha cidade
E beijam vezes sem conta
A orla qual sua amada
Delas herdei toda força
A claridade e a beleza
Trazidas por suas ondas!

Sou carioca do sol
Com sua luz tudo brilha
Enxergo tudo o que quero
Calor divido com amigos
Num abraço que arrebata
Seguimos juntos nas trilhas
Que descem pelas encostas
A desvendar os mistérios
Escondidos nessas matas
Mas que com todos partilha!

Sou carioca dos morros
Que cercam toda cidade
Cingindo-a como coroa
Lá onde vivem pessoas
Umas más e outras boas
Tal qualquer lugar do mundo
Desfrutando da paisagem
Que a natureza rabisca
Com tal riqueza de tintas
Que todos que nelas miram

Ficam tomados de amores
Curando todas feridas
Esquecendo suas dores
Mesmo com balas perdidas
Não desbotam suas cores…

Sou carioca da gema
Desde antes de nascer
Sou do Rio, verdadeira,
Da história que me lembro
Carioca é nome índio
Que nos diz “casa de branco”
E a minha margeia o rio
Que tem esse mesmo nome
E hoje corre escondido
Nas ruas de Laranjeiras
Mas posso vê-lo nascer
Na floresta da Tijuca
Ressurgir no Boticário
Para, por fim, se perder
Lá na praia do Flamengo.

Sou do Rio de Janeiro
Mais formosa das cidades
Pra todo mundo, minha’alma
Do Rio revela a imagem
Em poesia e em prosa
Sendo filha da cidade
Sorrio de corpo inteiro
De janeiro a janeiro
Se libram festa e trabalho
Ao ritmo bom do pandeiro
Tal minha vida que corre
Não por pressa que aniquila
Mas pro desfrute da brisa
E dessa incrível paisagem
Que o mundo inteiro proclama:
Cidade Maravilhosa!

 

 

 

 

 

 

1º Lugar – autora: REGINA MARIA F. CASTELO BRANCO

“FUGA” 

O centro da cidade maravilhosa do Rio de Janeiro, que dispensou São Sebastião no nome e o manteve como padroeiro (melhor prevenir), está um caos. A questão é que nós, humanos transgressores, gostamos de ordem. Atualmente, a expressão choque de ordem é a preferida da maioria dos cariocas, que a percebem como estratégia para controlar os outros. Eu estou como a cidade: desordem total, mas não quero controlar ninguém, só os meus pensamentos.

Noutro dia, tive como tarefa escrever um texto com tema definido. Para ordenar meus caóticos pensamentos, resolvi caminhar pelo centro da cidade. Depois de um tempo, vislumbrei o texto. Ideia incrível, o texto seria um sucesso. Eis que, distraída, tropecei numa pedra solta da calçada e quase arrebento meus joelhos já gastos pelo tempo. Malabarismo para ficar de pé e quando consegui, levei um esbarrão e senti uma mão na minha cabeça ou no pescoço, não recordo, estava nervosa. Correria e gritos: pega, pega… Mas a danada, veloz, desapareceu. Ela deveria ser convocada para as Olimpíadas.

Fui atrás e pensei: ela não escapará, conheço o centro da cidade. Ela foi em direção à rua Graça Aranha, corri. Infelizmente, meu corpo já não é mais o mesmo. Parei, tomei fôlego. Será que podemos tomar fôlego? Ah! Não tenho tempo para dúvidas filosóficas. Não vi mais a desgraçada, ela conseguiu escapar.

Mudança de plano, resolvi ouvir música – festival de harpa no teatro Sesi. Entrada grátis, maravilha em tempo de crise. Uma hora de boa música e esqueci o ocorrido. Quando saí do teatro, surpresa: lá estava ela, marrenta, querendo me provocar. Ela riu e começou a andar acelerado em direção à Avenida Rio Branco, sofredora de nova intervenção remodeladora. Dizem que a nossa cidade é vaidosa e não quer envelhecer, exemplo para as cariocas que amam uma cirurgia plástica e todos os procedimentos que prometem rejuvenescimento. Onde estará a fonte da juventude? Ora, isso não interessa no momento. Eu precisava saber a direção que havia tomado. Olhei para todos os lados e lá estava ela na entrada do edifício Marques de Herval. Ela esperou eu me aproximar e, depois, desceu a rampa e entrou na Livraria Leonardo Da Vinci, que, infelizmente, irá fechar, pois não conseguiu enfrentar a crise econômica que toma conta do país. Saldão, resultado: esqueci a maldita e acabei na fila do caixa com muitos livros nas mãos e o meu saldo bancário debilitado. Pensei, já que estava ali, em ir ao sebo Berinjela, um dos melhores da cidade e reduto de pessoas amigas. Desisti, pois havia gasto além da conta na livraria.

Saí do prédio decidida: beber um chá na leiteria Mineira, que resiste aos novos hábitos. Porém, meu olhar encontrou a fugitiva, que eu havia desistido de perseguir, do outro lado da calçada bem em frente à entrada da estação do metrô Carioca. Fiquei raivosa, atravessei a rua e a dita correu, percorrendo o Largo da Carioca, aos pés do Morro de Santo Antônio com seu convento construído pelos frades franciscanos, e a rua Carioca. Ela nem deu bola para o relógio encomendado em 1909 à fundição Brasileira Kobler, que deveria lembrar a modernidade da cidade, e entrou na Cavé. Cheguei cansada e não a localizei. Pensei que ela poderia estar no salão, mas meu olhar encontrou os pastéis de nata dizendo: “Vem formiguinha, tenha um momento de prazer”. Não resisti e comi dois pastéis de nata. Não é à toa que meu corpo segue a estética renascentista, ou será barroca, já que estou num momento dramático.

Confusa, resolvi que iria para casa. A cidade é um perigo, além do caos e da violência, escutamos conversas alheias. Na rua, um homem tocava sanfona e cantava um baião. E quem estava lá com a maior cara de pau? A danada, debochada e provocativa, com ar de vencedora. Ela começou a caminhar sem pressa pela rua Sete de Setembro (“Viva à independência do país”) em direção à Praça Quinze (agora é “Viva à República”). Decidi seguí-la e, depois de atravessar a Avenida Rio Branco e andar um quarteirão, ela fez uma nova parada para ouvir um rock que um grupo de rapazes tocava. Confesso que eu ouvi tambores e pregões de vendedores ambulantes esquecidos no tempo.

Eu estava sempre me aproximando e nunca chegava à ela, que corria e preparava armadilhas. Na Praça Quinze, ela ouvia uma banda tocando jazz, penso que me aguardando. Depois ela pulou, rodou e foi apontando para o antigo Convento dos Carmelitas; o Paço Imperial – que surgiu no século XVIII para servir de residência aos governadores; a estátua do General Osório, descalço como muitos dos moradores de rua do local; o chafariz do Mestre Valentim, também do século XVIII. Como vento, ela entrou na livraria-café Arlequim. Não entrei, pois livros, CDs e DVDs me fascinam. Caso tivessem novos CDs de tango, eu não iria resistir. Aguardei do lado de fora, pois sabia que ela queria jogar. Minutos depois, ela já estava em frente à Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo (antiga Sé) e fez cera. Olhou para o alto, domínio de São Sebastião e de Nossa Senhora do Carmo. Ao lado, a igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo com o medalhão da santa na fachada. Resisti e não atravessei, sabia que ela iria dizer: “Aqui você não pode fazer nada, é lugar santo”. Ela percebeu minha intenção e caminhou com molejo e toda oferecida em direção à avenida Presidente Vargas. De repente, aproveitando o sinal fechado, ela cruzou a rua e parou na porta da Igreja Santa Cruz dos Militares, construída sobre as ruínas de um pequeno forte e com as marcas da atualidade – os grafites – vestindo as imagens dos Evangelistas de sua fachada. Como eu gostaria de ouvir sinos e não buzinas. Eu estava parada, querendo entender o que ela queria, olhei o entorno e fiquei encantada com as diferentes temporalidades existentes naquele espaço. Logo ela cortou meu momento e, como menina mimada, fez gestos teatrais para chamar minha atenção. Ela andou mais um pouco e apontou para as diversas cabeças de Hermes – deus grego que se sente carioca – que circundam o prédio do Centro Cultural da Justiça Eleitoral.

Ela seguiu em frente e eu fui ficando cada vez mais irritada e pensando como enganá-la para dar o bote final. Um grito saiu da minha garganta, vingança: Pega! As pessoas pararam e tentaram compreender o que estava acontecendo. Um senhor de terno se aproximou e perguntou:

– A senhora está bem?

Tremendo, eu respondi:

– Ela não pode escapar.

Embirrada, caminhei apressada, o senhor me seguiu. Hesitei, deveria ir à livraria Folha Seca?  Não, ela poderia fugir. Entrei no Centro Cultural Banco do Brasil. Ofegante, parei no amplo saguão e o senhor de terno segurou o meu braço e me conduziu até um banco. Sentamos e ele perguntou:

– A senhora foi roubada?

O homem me olhava pelos cantos dos olhos, respirei fundo e disse:

– Ela fugiu, eu não posso perdê-la. É uma emergência emocional.

– Como assim? Quem é ela? – indagou o senhor.

– A ideia, a ideia para um texto que eu tenho que escrever. Ela estava bem aqui na minha cabeça, era uma maravilha, mas fugiu.

Sério, o senhor tirou do bolso do paletó um cartão e me entregou. Com o cartão na mão, perguntei:

– Por que o senhor está me dando este cartão?

Ele riu e respondeu:

– Sou geriatra e psiquiatra, telefone e marque uma consulta. Peça urgência.

Quando ele estava indo embora, dei-me a meus pensamentos e o chamei:

– Por favor, gostaria de saber se o senhor viu alguém me perseguindo.

– Não, não vi ninguém. Quem seria?

Respondi:

– O esquecimento.

 

Cúpula do Centro Cultura Banco do Brasil do Rio de Janeiro. Foto de Vitor Machado / Unsplash

 

PARABÉNS AOS VENCEDORES!

O primeiro lugar ganhou uma “Divulgação Ampliada ArteCult” (pacote de serviços de divulgação em nosso site e nas redes sociais) e um livro (“Telmah. A Tragédia do Desencontro” de André Carretoni, Editora Chiado).

Os vencedores do segundo e terceiro lugares ganharam um livro (antalogia “Bacana”, 40 autores, da Editora Personal).

 

Equipe LITERATURA
ArteCult.com

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Redação ArteCult.com
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