CHAPEUZINHO VERMELHO – UMA VERSÃO ALÉM DA PALAVRA: Versão do clássico que inovou na linguagem e surpreendeu nos palcos, ganha formato streaming

Com direção de Eduardo Leão e músicas de André Abujamra, esta montagem do clássico da literatura infantil ganhará versão online. Data de estreia será no dia 6 de março pelo Youtube

A peça “Chapeuzinho Vermelho – Uma versão além da palavra“, que conta a conhecida aventura de uma menina curiosa e que acaba enganada por um lobo cheio de lábia, teve sua estreia nos palcos em 2015 com a atuação de Manu Figueiredo e Marcelo Diaz.

A interpretação dos atores é concebida de maneira inovadora, com riqueza de gestos e ausência de falas, o que privilegia o teatro físico explorando mímica, brincadeiras e técnicas de clown.

As crianças falam muitas coisas com menos palavras e têm uma reação muito rápida à música”, explica o diretor Eduardo Leão sobre a linha de criação escolhida.

Depois de temporadas em São PauloRio de Janeiro e Campinas (com mais de 100 apresentações e público de quase 15 mil pessoas), a companhia precisou se reinventar, principalmente, por conta da pandemia. Por isso, passou a pensar formatos online que fossem igualmente criativos para seguir com o projeto. A nova versão veio como vontade de criar um conteúdo que pudesse agregar recursos de cortes, edição, e diferentes ângulos.

A produção terá cerca de 35 minutos e seguirá o mesmo propósito inovador da peça que a colocou em destaque entre os melhores conteúdos infantis do país.

CONFIRA MAIS IMAGENS
(Fotos: Eduardo Leão):

A pantomima e a ausência de diálogos se juntam à colorida trilha sonora de André Abujamra, especialmente composta para o projeto. A musicalidade de Abujamra torna-se o terceiro ator, preenchendo o espaço das falas e ajuda a criar climas de leveza, diversão, tensão e comicidade tão necessários para a trama.

O espetáculo estreará no dia 6 de março (sábado), às 16h, pelo canal oficial do Youtube Chapeuzinho Além da Palavra e pode ser assistido todos os sábados e domingos do mesmo mês, sempre às 16h. As gravações acontecem nas instalações de A Próxima Companhia e têm produção de CineBecos. O making-of pode ser acompanhado pelo perfil oficial de Chapeuzinho Vermelho no link www.instagram.com/chapeuzinhoalemdapalavra.

A ideia de se colocar o espetáculo em dias e horários específicos durante o mês de março visa aproximar o público da adaptação da obra e promover a interação entre a família. Pais e filhos podem se reunir para assistir às exibições juntos e discutir as aventuras da menina Chapeuzinho Vermelho se tornando uma divertida atividade de integração para todos.

A ênfase na teatralidade continuará como ponto forte da versão apresentada no Youtube. Os dois atores (Manu e Marcelo) se revezam interpretando todos os cinco personagens (Chapeuzinho, Lobo-Mau, Lenhador, além de Vovózinha e Mãe de Chapeuzinho) de forma dinâmica para que a essência da ideia original não seja perdida.

Intérprete de Chapeuzinho Vermelho, da Vovó e também manipuladora do Lobo-Mau (um boneco), Manu explica que a composição das personagens aconteceu num processo de descoberta da equipe.

Nada foi feito de forma rígida e engessada. Toda a inspiração veio de um grande trabalho nos ensaios. Manter essas características é primordial para manter a identidade criada pelo Edu Leão, que mostra, por exemplo, a Chapeuzinho como uma menina-heroína, sem parecer infantil demais ou ser sem graça”, afirma a atriz.

SERVIÇO

Chapeuzinho Vermelho – Uma versão além da palavra

  • Quando: dia 6 de março (sábado), às 16h. Poderá ser assistido todos os sábados e domingos do mesmo mês, sempre às 16h
  • Onde: canal oficial do Youtube Chapeuzinho Além da Palavra

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Link Youtube
Chapeuzinho Vermelho – Uma versão além da palavra
https://www.youtube.com/channel/UCSu6HZa3e7qqjrbh3TZ2Rjw

Link Instagram
www.instagram.com/chapeuzinhoalemdapalavra

Ficha técnica versão online
– Elenco: Manu Figueiredo, Marcelo Diaz
– Roteiro e direção: Eduardo Leão
– Produção: Catarina Milani
– Captação e Edição: Cinebecos
– Trilha sonora: André Abujamra
– Figurino: Olintho Malaquias
– Cenário: Fábio Namatame
– Luz Original: Pedro Garrafa
– Fotos: Eduardo Leão
– Adaptação de Luz e Operação: Ton Ribeiro
– Contrarregragem : Lucas França

Sobre a criação original para o teatro
Repleto de cores, jogos e brincadeiras, o espetáculo é fiel ao conto de Wilhelm Carl (1786-1859) e Jakob Ludwig Carl (1785-1863) –os irmãos Grimm– escrito no século 19. Dentre os inúmeros contos de fadas que a cultura ocidental tem criado através dos anos, e que formam as bases de entrada de uma criança no universo das artes, Chapeuzinho Vermelho salta aos olhos por ser instigante do ponto de vista das possibilidades de encenação, dos temas que aborda e da significação que podem ser alcançados com as imagens criadas.

Através de uma encenação que une a plasticidade de cenários, figurinos, adereços e gestualidade dos atores, aliada à comicidade de uma linguagem de encenação clownesca e musicalidade sensível e orgânica, Chapeuzinho Vermelho conta de forma renovada a história dessa menina que se descobre dividida entre o caminho do dever e da diversão.

Contar mais uma vez essa história é uma maneira de criar um ponto de encontro entre a cultura que a criança está desenvolvendo e aprendendo a cultivar e a cultura adquirida pelos pais quando estes eram os filhos e estavam aprendendo a crescer, criando assim um vínculo cada dia mais raro e difícil de manter.

A adaptação não se utiliza de diálogos para contar a conhecida história de Chapeuzinho Vermelho. Ao invés disso, as falas são compostas de forma abstrata por meio de situações, posturas, reações e gestos. Estes recursos também são utilizados a fim de aprofundar a comicidade na encenação. Ou seja, a atuação é transformada em uma grande pantomima da história.

Essa pantomima é guiada por uma trilha sonora composta por André Abujamra especialmente para o espetáculo. Pantomima, jogos e brincadeiras infantis e música são a base para contar nossa história de maneira sintética e clara.

Sinopse
Chapeuzinho Vermelho, uma menina extremamente curiosa, impulsiva e sedenta por conhecimento, se vê dividida entre as recomendações de sua mãe e a possibilidade de se aventurar no desconhecido. Entre o porto seguro e o novo mundo, ela se vê seduzida por um Lobo cativante que mostra um caminho de diversão, encantamento e beleza. Por fim, ela opta pelo risco. Com isso, não só se envolve numa situação perigosa, como sua avó também se vê em maus lençóis.
Contar essa história que vem se perpetuando por gerações, sem utilizar a linguagem verbal é o nosso grande desafio motor. Assim, nesta versão, dois atores contam toda a história sem fala. Trabalhando um jogo de pantomima e teatro físico, tendo como elemento fundamental uma trilha sonora especialmente composta para o espetáculo.

Ficha técnica da montagem original para o teatro
– Elenco: Manu Figueiredo, Marcelo Diaz
– Direção: Eduardo Leão
– Produção: Felipe Costa
– Trilha sonora: André Abujamra
– Figurino: Olintho Malaquias
– Cenário: Fábio Namatame
– Luz Original: Pedro Garrafa
– Fotos: Eduardo Leão

Eduardo Leão – Direção
Formado pela Escola de Comunicações e Artes da USP, trabalha com teatro infantil desde 1996. Como ator já foi indicado ao Prêmio FEMSA em 1998 e 2001 e APCA 1998. E como diretor novamente indicado ao FEMSA em 2005.

Manu Figueiredo – Atriz
Manu Figueiredo faz teatro como atriz, como produtora e como educadora. Formada pela École Philippe Gaulier na França. Em São Paulo, teve Maristela Chelala e Eduardo Leão como diretores, Ricardo Pucetti e Tiche Vianna como professores. Atua há 5 anos na releitura sem palavras de “Chapeuzinho Vermelho – Uma Versão Além da Palavra”. .

Marcelo Diaz – Ator
Atuou em Cais ou da Indiferença das Embarcações, direção de Kiko Marques, Valeria e os Pássaros, Crepúsculo todos com a Velha Cia (indicado como melhor ator ao Premio Qualidade Brasil), A Porta Secreta com direção de Fabio Ock, Os Saltimbancos direção de Fezu Duarte, As Feiosas de Marilia Toledo (indicado como ator ao Premio Femsa) e O Fingidor de Samir Yasbec.

Catarina Milani – Produção
Atriz, produtora e arte-educadora, formada em Licenciatura em Arte-Teatro pelo Instituto de Artes da Universidade Júlio de Mesquita Filho (UNESP) em 2017 e pela SP ESCOLA DE TEATRO no curso de Atuação, em 2014. Entre seus trabalhos, assina a produção dos espetáculos: “ENTRE VÃOS” (A Digna Cia); “VERNIZ NÁUTICO PARA TUFOS DE CABELO (PROAC OBRA INÉDITA/2017)”; “INSONES” (PROAC OBRA INÉDITA/2018); “GUERRA” (A Próxima Cia). Como diretora de produção, assina os projetos: “3 ATOS POR SP – A Digna Cia”; “TEBAS – A CIDADE EM DISPUTA – d’A Próxima Cia” e atualmente coordena o projeto: “Desvelar o Traçado, Apontar o Porvir – A Digna 10 anos”.

André Abujamra – Música
Compositor, cantor, multi-instrumentista, produtor musical e ator. Compõe trilhas para cinema, tv e teatro como Carandiru, Carlota Joaquina, Domésticas e Castelo Rá-tim-bum. Criou as músicas do espetáculo O Menino que virou história. Conhecido também pelas bandas Karnak e Os mulheres negras.

Pedro Garrafa – Iluminação
Formado pela PUC/SP atua como diretor, dramaturgo, professor e iluminador de espetáculos teatrais e cinema digital sendo contemplado no Cultura Inglesa Festival de 2010 com o curta-metragem Ocos!

Olintho Malaquias – Figurino
Cria figurinos para teatro, ópera, cinema e tv. Destaques para os figurinos de Dom Juán com Rodrigo Lombardi e para o premiado infantil A Volta ao Mundo em 80 dias de Carla Candiotto. Suas roupas para óperas já subiram aos palcos do Municipal de São Paulo e do Teatro Amazonas.

Fábio Namatame – Cenário e Adereços
Cria o cenário e o figurino de inúmeras obras teatrais como: “Oscar Wilde”, dirigida por Vivien Buckup, “Desmedéia”, dirigida por Denise Stoklos, “Intimidade Indecente”, dirigida por Regina Galdino, “Carnaval dos Animais”, dirigida por Ivaldo Bertazzo, entre outras. Realiza os figurinos das óperas “Carmen” direção de Carla Camurati, “O Guarani”, “Bodas de Fígaro”, “Falstaff” e “Romeu e Julieta”, dirigidas por José Possi Neto, além das peças teatrais “Joana Dark”, dirigida por José Possi Neto, “Cenas de um Casamento”, dirigida por Vivian Buckup, “Pigmaleoa”, dirigida por Jacques Lagoa, “Honra”, dirigida por Celso Nunes, “Apocalipse 1.11”, dirigida por Antônio Araújo. Por seu trabalho, recebe os prêmios Shell, Apetesp, APCA, Mambembe, Cultura Inglesa e Sesc.

Ton Ribeiro
Bacharel pelo curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas, é ator, iluminador, operador e técnico de luz e som. Desenvolve pesquisa em criação e jogo da luz na cena. Assina os mapas de diversos espetáculos de teatro e dança, concertos e shows, além de ter tomado parte em equipes de festivais e ocupações artísticas. De tal modo, já realizou trabalhos com diretores e iluminadores renomados como Marcelo Lazzaratto (Cia Elevador de Teatro Panorâmico), Dani Gatti, Tiche Vianna (Barracão Teatro), Wanderley Martins, Kiko Marques (Espetáculo Insones), Rodrigo Mercadante (Cia do Tijolo), Cie Dos A Deux e Coletivo Labirinto, além de musicistas como Paulo Ohana, As Bahias e A Cozinha Mineira, dentre outros. Possui experiencia no atendimento, condução e lida com público, tendo participado de projetos como o Teatro de Portão Aberto, ou o Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas, dentre outros. Ainda, já trabalhou como professor e ministrante de oficinas para atores e não-atores, além de desenvolver extenso trabalho e pesquisa como ator. Foi estagiário no Projeto Ademar Guerra, como arte-educador com ênfase nas artes da cena.

 

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Redação ArteCult.com
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