AC Entrevista João Pedro Chaseliov : Do “The Voice Kids” a musicais da Broadway!

 

João Pedro tem 14 anos, é natural do Rio de Janeiro e sobrinho da renomada atriz Ada Chaseliov. Desde pequeno, demonstra seu interesse e dom pela área artística e já acompanhou de perto muitos trabalhos de sua tia no teatro. Recentemente, participou do programa “The Voice Kids”, da Rede Globo, onde teve uma atuação brilhante e impressionou a todos os músicos e jurados presentes por conta da sua voz imponente e presença de palco. Em fevereiro, entrou para a lista das cinco melhores audições às cegas, de acordo com o canal internacional do Youtube The Voice Global. O vídeo rodou pelo mundo e já teve mais de três milhões de visualizações.

O ArteCult conversou com o artista mirim em uma entrevista exclusiva, onde ele conta mais sobre a teatro, o programa The Voice Kids e muito mais.

ArteCult: João quando você entrou para o The Voice já havia participado de alguns musicais importantes. Em que momento, você viu que precisava ou que queria entrar no programa? Porque mesmo se tratando de música, o caminho a seguir com o The Voice é bem diferente dos palcos, certo?

João Pedro:  Desde a estreia do The Voice Kids, assisto a todos os programas. E desde então, escutava constantemente que tinha que participar do programa. Ao mesmo tempo, minha família sempre ponderava o que significaria para mim participar do The Voice Kids, mas deixando claro que a decisão final seria minha. Em 2018, um vídeo cantando “Havana”, da Camila Cabello, com meu irmão viralizou na Internet e foi uma verdadeira loucura. Vários perfis famosos compartilharam nosso vídeo. Daí recebi um convite pra participar da seletiva aqui no Rio. Não poderia recusar, né? Realmente são caminhos completamente diferentes. Mas quanto mais experiência eu adquirir, mais certezas eu terei e mais feliz serei com minhas escolhas. 

Foto: Alexandre Barreto

AC: O que o programa mudou na sua vida?

JP: Além do enorme carinho, reconhecimento e torcida do público, ganhei muitos amigos que respiram música como eu. Apesar de ser uma competição, não existia, de verdade, esse sentimento lá dentro. A gente torcia por todos. Sabíamos que nem todos iriam adiante, em função das regras do programa, mas que isso não significaria, de forma alguma, menos talento. Tenho contato com grande parte desses amigos, já fiz algumas parcerias e pensamos em organizar shows também.

AC: Você entrou na lista das cinco melhores audições às cegas, de acordo com o canal internacional do Youtube The Voice Global. Conta pra gente como foi a sensação quando você soube dessa notícia.

JP: Várias pessoas começaram a me enviar o link do vídeo no YouTube e eu imaginei que era pra me mostrar alguém cantando “This is Me”, música que cantei na audição às cegas ou algo parecido. O vídeo abre com duas irmãs cantando “Creep”, que foram as vencedoras do The Voice Alemão. Quando vi Brasil, e logo em seguida, João Pedro Chaseliov, fiquei muito surpreso e emocionado. Não acreditei que havia sido escolhido como uma das cinco melhores audições às cegas do mês de fevereiro do mundo todo. Me disseram que foi a primeira vez que um brasileiro foi citado no The Voice Global. Ser reconhecido ao lado de crianças surreais foi, com certeza, o meu melhor presente. 

Foto:Rosane Rebelo

AC: No YouTube você tem alguns vídeos com versões suas de grandes músicas. Havana é uma delas, e lá tem uma versão de um ano atrás e depois uma mais atual. Você acredita que isso mostra seu crescimento ou mudança? Porque os dois vídeos são versões incríveis!

 JP: Ah muito obrigado! Um artista está em evolução sempre e pra sempre. E, eu, especialmente, aos 14, sei que só estou no começo da minha trajetória. Gosto muito de assistir aos meus vídeos antigos e constatar meu amadurecimento. Especialmente nesse momento, estou entrando na fase de mudança de voz, e com isso novas possibilidades surgirão. O importante é sempre estudar e ir adequando o aprendizado a nova realidade. Sem dedicação, talento não sobrevive.  

AC: Mesmo sendo muito novo, é possível notar que você tem muita certeza no que faz e parece realmente querer a música para sua vida. Como é o apoio da sua família e quando você realmente entendeu que queria viver para a música?

JP: A música nasceu comigo, minha mãe brinca que eu nasci cantando.  Tudo foi acontecendo muito naturalmente. Eu já vivia pra música antes mesmo de entender que queria viver para a música. Rs  O apoio da minha família é integral, torcem muito por mim e não medem esforços. São meus maiores fãs e querem me ver feliz e realizado. 

AC: E mais uma vez digo: você é muito novo e já tem vários cursos e busca se aperfeiçoar. Como você se organiza e consegue conciliar tudo que faz?

JP:É uma grande correria. Cada início de semestre minha mãe quase enlouquece tentando combinar horários. Tenho que conciliar escola, inglês e academia com diversos cursos relacionados a arte, além dos ensaios. Venho aprendendo a me organizar melhor e gosto de utilizar planilhas pra me auxiliar. Qualquer tempo vale ouro. Não tem feriado e nem final de semana, é de domingo a domingo. Mas quando se ama o que faz, não existe dificuldade. Quando acaba um espetáculo, a gente já fica ansioso pra começar os ensaios do próximo. 

Foto: Alexandre Barreto

AC: Você está ensaiando o musical Shrek um grande musical da Broadway. Conta pra gente como estão sendo os ensaios e como estão as expectativas para a estreia.

JP:  Agora estamos na reta final, falta um pouquinho mais de um mês pra estreia e os ensaios estão a todo vapor. É lindo o envolvimento do elenco, formado por adultos e crianças, e da equipe, e posso dizer que está ficando muito incrível.  A construção do personagem Pinóquio está sendo um desafio, algo totalmente diferente do que fiz até hoje.  Espero que gostem dele tanto quanto eu. Estou muito ansioso pra estreia e tenho certeza de que será um espetáculo surpreendente que agradará a  todos os públicos, dos 8 aos 80. 

AC: Como você se imagina daqui uns dez anos?

JP: Quero ter tido a experiência de ter morado fora pra vivenciar a arte em outro país. Como serão 10 anos de muito investimento em estudo, imagino o mínimo de uns 10 musicais no meu currículo, experiências no cinema e na TV, além de músicas gravadas, quem sabe um CD. Daqui a uns 10 anos, espero que minha arte, cada vez mais, faça diferença na vida das pessoas. 

Foto:Rosane Rebelo

AC: Depois do Shrek, já tem algum projeto?

JP: Sempre! Rs Certamente estarei envolvido com outro espetáculo (mas ainda é cedo pra falar). Além disso, quero organizar meu tempo pra fazer shows e investir sempre em cursos pra me tornar um profissional cada vez mais capacitado.

 

 “Shrek – O Musical estreia dentro de um mês, dia 05/09. Fiquem ligados no nosso site e nas redes sociais para maiores informações.

 

CLIQUE AQUI VEJA A OUTRA MATÉRIA QUE FIZEMOS SOBRE A ESCOLHA DE JOÃO PEDRO PARA PARTICIPAR DO MUSICAL SHREK.

 

 

 

 

 

 

 

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Jornalista por paixão. Música, Novelas, Cinema e Entrevistas. Designer de Moda que não liga para tendência. Apaixonada por música e cinema. Colunista, critica de cinema e da vida dos outros também. Tudo em dobro por favor, inclusive café, pizza e cerveja.

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