AC Entrevista Agnes Nunes: Muita personalidade, canções e representatividade

A cantora Agnes Nunes, acaba de lançar a faixa “Rio”, que integra o repertório do novo projeto da cantora, Romaria, que é uma colaboração da Baguá Records e da Universal Music. O EP traz quatro canções em homenagens a localidades por onde Agnes passou ou gostaria de passar. O próximo single, “Lisboa”, será lançado no dia 24 de julho.

Agnes nasceu na cidade de Feira de Santana, na Bahia, mas o seu coração é paraibano. Com apenas 16 anos, a cantora vem fazendo o maior sucesso na internet com a sua voz. Ficou interessado em saber mais sobre essa artista? Então, confere o bate-papo exclusivo que o Artecult e o Playlist a Três teve com ela:

P3: Um lado Paraibana outro baiana, como isso influencia diretamente na sua música?

Agnes Nunes: Eu costumo dizer que meu sotaque carrega essa influencia, pois ele é muito marcante e acredito que se não o tivesse, se eu não cantasse desse jeito, não estaria onde estou atualmente. Lembrando que eu cresci na Paraíba e isso me impactou muito culturalmente Por isso, eu considero esse sotaque, nordestino, paraibano a principal influencia que carrego.

P3: Como surgiu a ideia para o projeto “Romaria”?

Agnes Nunes: O EP, na verdade ia ter outro nome, mas tivemos uma reunião e decidimos “Romaria”, que é uma perigrinação em busca de um santuário, e para mim é o sentindo de que eu sempre estou em busca de mim mesma, então no caso o santuário sou eu.

Além disso, eu passo por várias cidades, a primeira foi “Rio”, a segunda é “Lisboa”, que foi gravado na cidade, “São Paulo” e por último “Hiroshima”, que surgiu de um sonho que tive. Sendo que essa canção foi a única que não gravei no local e não conheci, mas que eu tenho muita vontade ir, inclusive está na minha lista de lugares que desejo conhecer.

Outro ponto é que eu sentia que deveria escrever essa canção e como só faltava uma faixa para completar o projeto, então casou perfeitamente. No entanto, para quem não sabe a palavra “Hiroshima”, significa resurgir das cinzas, porque a cidade que possui esse nome, realmente teve que se requer após o bombardeamento.

Eu fiz a letra baseada nesse significado, e no que estamos vivendo agora, este periodo de pandemia que todo mundo precisou ficar em casa. Que tivemos que resignificar o sentindo da vida, e praticamente todos os dias durante este momento está tendo que resugir das cinzas e  pensar sobre muita coisa que acontece na vida da gente. E em “Hiroshima”, eu falo muito o que acontece com a gente e o que se passa na minha cabeça. Por fim, espero que muita gente se identifique.

P3: Estamos neste momento de quarentena, você está aproveitando o momento para compor?

Agnes Nunes: Todas as músicas foram finalizadas agora na quarentena e ‘Hiroshima”, foi feita completamente em casa. Agora que eu terminei o EP, que estamos nesse lindo processo de lançamento, o próximo passo é o meu álbum que estou pensando. Temos quase certeza que será lançado no dinal do ano. Então já me encontro no processso de criação, que terão entre 8 à 10 faixas.

Além disso, e estou trabalhando também em mim mesma, interiormente. Até porque antes eu dava mil desculpas, agora encontro-me: tocando mais, assistindo coisas para enriquecer meu conhecimento e que ajuda na  composição.

Foto: João Marques

P3: Quais foram as suas inspirações para a composição das músicas e dos clipes?

Agnes Nunes: O clipe de “Rio” foi gravado na cidade, no local onde moro atualmente e conseguimos ver toda a paisagem da região. A letra da faixa foi inspirada em uma história que ouvi e acrescentei um pouco de mim. Até porque sou muito jovem e não tenho vivências amorosas, espero ter muitas. As vezes não sei de onde surge tantas ideias, porém eu amo escutar histórias de outras pessoas, para me inspirar.

No clipe eu acordo, fui largada pelo cara que eu passei a noite e no outro dia saiu e me deixou abandonada. Então, mostrei toda a minha desilução, fúria e revolta por ter acordado sozinha. Lembrando que isso acontece muito com muita gente.

As outras músicas contam muito da minhas experiências na cidade. Então “Lisboa” é mais romântica, tem um toque de romance adolescente. Já São Paulo conta sobre a correria da vida e eu associei com minha experiência pessoal, quando cheguei em São Paulo. Eu sou pequena (1,60 de altura), olhei assim para cima e observei o tanto de prédio, pensei que iria ser engolida.

Outra coisa, é que o povo estava correndo, ninguém olhando na cara de ninguém, entretanto ao mesmo tempo eu trouxe a pespectiva do amor, no qual mostro o lado de querer ver aquela pessoa na cidade. Por último “Hiroshima”, que foi baseada no sonho, em algumas coisas que estive pensando e em outras que tenho questionado neste tempo de quarentena.

P3: Como se sentiu ao ser representante do Brasil no movimento GirlUp?

Agnes Nunes: Eu me senti muito lisonjeada e muito feliz ao receber o convite. Até porque, não tinha participado de nenhum evento fora do Brasil. No entanto neste ano aconteceu por videoconferência. Ainda bem que a pandemia não impediu as meninas se juntassem e fizessem esse evento tão lindo.

Foi uma felicidade imensa representar o brasil. Graças a Deus! consegui desenrolar o inglês, sendo que desde de pequena eu escuto muita coisa em inglês, porém é agora que estou colocando mais em prática. Além disso, sempre acho muito legal representar o Brasil, levando o nome da Paraíba e do Nordeste, mundo a fora, por exemplo: Quando fui para Angola e Lisboa.

Sem contar, que o evento possui nomes tão importantes: Michelle Obama, Megan Michael, Chole x Halle, entre outros.

P3: Como você se senti sendo o referencial para tantas mulheres?

Agnes Nunes: Ser uma referência é uma responsabilidade muito grande. Além de ter me tornado referência para as meninas negras, eu me tornei referência para mulheres em geral, que precisam de voz. Pois eu falo muito sobre autoestima no meu instgram, quase diariamente. Até porque, é uma pauta que está sendo muita discutida,

Ao longo do meu crescimento, eu passei por um processo de autoestima muito significante. Na infância, eu sofri muito racismo, algo que não precisava ter passado. Mas atualmente entendo que foram coisas importantes para me tornar quem eu sou e para conseguir ter força para passar as outras meninas.

Contudo, eu não digo que possuo toda essa força, mas eu fico feliz em me ver inspirando outras meninas. Na verdade, ver a inspiração e a força que elas acabam pegando de mim, é o que me fez continuar, ter coragem e me faz não desistir.

P3: Agnes tem um pequeno recado para vocês! 

Agnes Nunes: Então minha gente! Vão escutar “Rio”, a primeira faixa do meu o EP,”Romaria”, e muito em breve “Lisboa”. Por isso, podem se preparar para morrer de amores, porque é uma canção muito remântica, inclusive muitas pessoas vão delirar de amor e se sentir em um romance adolescente. Fiquem na expectativa para escutar e ver todo o projeto.

CONFIRAM O CLIPE DA MÚSICA “RIO”:

 

 

 

 

 

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PLAYLIST A 3
A partir das conversas sobre seus artistas favoritos, bandas, histórias e bastidores do universo da música, surgiu o podcast "Playlist a Três" dos amigos Caio Costa, Jéssica Guanabara e Larissa Vale. Através de um bate papo descontraído sobre o que anda acontecendo na indústria musical, trarão informações, notícias, debates sobre assuntos relevantes, além de dicas sobre o que andamos escutando no momento. Um conteúdo exclusivo dos entendedores de música para os amantes de música.

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