A UMIDADE RELATIVA DAS PALAVRAS: Fomos no lançamento do Livro de contos no Rio e conversamos com o autor

 

A Livraria da Travessa (Botafogo) foi o local onde, no dia 13/8, ocorreu o lançamento de A umidade relativa das palavras, de Adriano de Andrade. Trata-se do segundo livro do autor, que, em 2015, publicou O inverno que não acabou e outros contos. Segundo o release que apresenta a obra,

“a escrita de Adriano de Andrade parece inofensiva, mas é vigorosa e sedutora: uma miríade de gestos que passamos a descobrir e apreciar, como enlaçados por uma paixão suspensa no ar. Seus contos têm a capacidade de esparramar letras a perder de vista, envolver e entorpecer o leitor, transformar a escrita para que a leitura seja pura melodia. E, em meio a angústias e reflexões, a figura da mulher surge como referência de protagonismo neste conjunto de belas narrativas curtas”.

Conversei com Adriano sobre este lançamento e sua vida:

Escritor Adriano de Andrade. Foto: Divulgação.

ArteCult: Como a Literatura entrou na sua vida?

Adriano de Andrade: Escrevo desde a minha adolescência. Comecei pela poesia, como uma expressão livre do pensamento. Depois, aos poucos, o conto foi ganhando espaço, estilo e forma dentro da minha escrita. Decidi publicar quando passei a participar de concursos literários e vi meus textos sendo aprovados em coletâneas, jornais e revistas eletrônicas.

AC: Como surgiu o projeto do livro A umidade relativa das palavras?

AA: Em 2016, logo depois do lançamento do meu primeiro livro, O inverno que não acabou, eu já havia produzido os primeiros contos de A umidade relativa das palavras, ainda em estado bruto, e deixei “descansando. Há cerca de dois anos, período em que frequentei algumas oficinas literárias, resgatei aqueles primeiros contos e trabalhei os demais textos ao longo de 2017 e 2018.

AC: Qual a importância das oficinas literárias na sua formação como autor?

AA: Vejo as oficinas literárias como uma etapa importante para a formação do escritor. Seja no processo de amadurecimento e refinamento dos textos em produção, seja na troca de opiniões que agregam um olhar diferenciado de fora para dentro. Além de ser um fórum de rica discussão, as oficinas literárias também ampliam sua rede de relacionamentos e mantêm a pessoa integrada nos acontecimentos mais recentes do universo literário e editorial.

AC: No Brasil de hoje, vale a pena ser escritor?

AA: Escrever sempre vale a pena. Mesmo em um mercado difícil, que vem procurando se adaptar à mudança de perfil do leitor nos últimos anos e precisando acompanhar a velocidade das redes sociais, digo sempre que o importante é jamais desistir. Além disso, a literatura sempre foi um instrumento de superação nos momentos mais críticos.

AC: Para finalizar, o que o leitor pode esperar de A umidade relativa das palavras?

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AA: Em A umidade relativa das palavras, o leitor irá percorrer um emaranhado de vozes conhecidas e desconhecidas, ora com palavras áridas, ora com palavras úmidas, entrelaçando temas como uma rivalidade entre irmãs, a linha tênue familiar que agride e sufoca, os medos, as vertigens, a repulsa, a morte, o amor e mesmo os vícios. Nessa teia de histórias de angústias e reflexões, a presença feminina é marcante. E, como num jogo, deixo as seguintes perguntas para o leitor: palavras que secam ou palavras que naufragam? Enxugar com as palavras ou afogar-se nelas?

 

SERVIÇO

 

CÉSAR MANZOLILLO

 

 

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César Manzolillo
Carioca, licenciado em Letras (Português – Literaturas) pela UFRJ, mestre e doutor em Língua Portuguesa pela mesma instituição, com pós-doutorado em Língua Portuguesa pela USP. Participante de quatorze antologias literárias. Autor do livro de contos A angústia e outros presságios funestos (2017). Professor de oficinas de Escrita Criativa. Revisor de textos.

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