
Depois de sessenta e dois anos de vida resolvi que era hora de, realmente, comemorar em grande estilo. Afinal, tinha o meu aniversário e o da minha mulher bem próximos, além da formalização da nossa União Estável, que aconteceu exatamente no dia dos namorados, patrocinada pelo 15º OFÍCIO DE NOTAS DO RIO DE JANEIRO (@cartorio15), em pauta trazida pela colunista aqui do ARTECULT Juliana Prestes, que também é assessora de imprensa do cartório.
Era um conjunto bem significativo de comemorações, né? Ainda mais levando-se em conta que eu nunca comemorei com uma grande festa, assim, em que eu praticamente não fizesse nada, que ficasse somente “de patrão” – pois sempre estou na correria, na cozinha, na churrasqueira…
Resolvi que era hora.
Aí, resolvi concretizar uma vontade de muito, muit0 tempo. Uma vontade que perdurava desde que conheci o CHURRAS DO CELÃO (@churrasdocelao) numa de minhas idas ao Estádio Olímpico Newton Santos, o conhecido “Engenhão”, pra assistir a jogos do meu time de coração, o Botafogo.

Bem ali, na entrada leste – está lá até hoje! – comi um espetinho inesquecível e, desde então, passei a segui-lo nas redes sociais, acompanhando sua movimentação. Quando ele passou, em um período, a fazer delivery, cheguei a pedir por algumas vezes o melhor brisket que eu já havia experimentado, juntamente com sua famosa farofa panko… Fui acompanhando sua evolução e pensando em ter, algum dia, o meu próprio evento sendo feito por ele.
Mas antes de dizer se eu consegui, de fato, realizar esse meu sonho, vamos contar um pouco dessa história.
Primeiro, pelas palavras do próprio CELÃO…
Depois das palavras emocionantes dele, de toda essa aventura que foi tornar-se o famoso CHURRAS DO CELÃO, vou contar em palavras toda essa história…
O aroma da carne na brasa e o movimento intenso nos arredores do Estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio de Janeiro, foram o cenário onde começou a ser escrita a história de MARCELO OLIVEIRA, conhecido como CELÃO. O que inicialmente representava apenas uma alternativa para complementar a renda transformou-se, ao longo de mais de uma década, em uma marca consolidada no mercado de eventos e em um exemplo de empreendedorismo construído a partir da gastronomia.

Muito antes de se tornar referência no universo do churrasco, Marcelo desenvolveu características que mais tarde seriam decisivas para sua trajetória. Desde a infância, demonstrava facilidade para se comunicar e negociar, influência direta da mãe, reconhecida entre familiares e amigos tanto pela habilidade na cozinha quanto pelo talento para as vendas. Ao optar pela graduação em Marketing, ampliou sua capacidade de compreender o comportamento do consumidor e aperfeiçoou técnicas de relacionamento comercial. Ainda assim, após alguns anos atuando na área, concluiu que não encontrava mais perspectivas de realização profissional naquele caminho.

Foi então que decidiu recorrer àquilo que sempre fez naturalmente: preparar churrascos. Conhecido entre familiares como o responsável pela churrasqueira nas reuniões de família, passou a vender espetinhos na porta de casa, aproveitando a circulação de torcedores e frequentadores do Engenhão. A iniciativa, inicialmente motivada pela necessidade financeira, revelou rapidamente um potencial que iria muito além da venda de churrasco de rua.
Os primeiros anos, entretanto, estiveram longe de ser fáceis. A renda dependia exclusivamente das vendas diárias, e qualquer imprevisto comprometia o orçamento familiar. Nesse período, Beth, esposa de Marcelo, tornou-se peça fundamental na manutenção do negócio, oferecendo apoio financeiro, emocional e operacional. A maior dificuldade surgiu quando o estádio foi interditado em razão de problemas estruturais na cobertura, eliminando praticamente todo o movimento que sustentava as vendas. Durante meses, a família enfrentou severas restrições financeiras e contou com a ajuda de parentes para superar o período até que, com as obras realizadas para os Jogos Olímpicos de 2016, o estádio voltou a receber eventos e o fluxo de pessoas foi restabelecido.

Apesar da retomada, Marcelo ainda enxergava a profissão de churrasqueiro com certa insegurança. Acreditava que a atividade dificilmente proporcionaria estabilidade financeira ou reconhecimento profissional. Essa percepção começou a mudar quando amigos passaram a contratá-lo para preparar churrascos em festas particulares. Embora ainda sem formação específica, conquistava os clientes pela dedicação e pelo cuidado na execução do serviço.
O ponto de inflexão aconteceu durante uma visita a um festival gastronômico realizado no Shopping VillageMall, no Rio de Janeiro. Pela primeira vez, Marcelo teve contato com técnicas de preparo que extrapolavam o tradicional churrasco brasileiro. Equipamentos como pit smokers, churrascos de fogo de chão, cortes especiais e estruturas utilizadas por chefs especializados revelaram um universo profissional até então desconhecido. A experiência mudou sua visão sobre a gastronomia e mostrou que o churrasco poderia ocupar espaço de destaque na alta gastronomia e, ao mesmo tempo, representar uma atividade economicamente promissora.
Pouco tempo depois surgiu o desafio que consolidaria essa nova perspectiva. Uma amiga o convidou para organizar integralmente a festa de aniversário do filho, incluindo não apenas o preparo das carnes, mas todo o buffet. Para atender à demanda, Marcelo reuniu a mãe, responsável pelos pratos e acompanhamentos, enquanto Beth assumiu a organização e o suporte ao evento. O resultado superou as expectativas da cliente e representou um marco na trajetória da família. Mais do que o retorno financeiro, a experiência confirmou que havia espaço para um serviço diferenciado, pautado pela qualidade dos alimentos, pelo atendimento personalizado e pela dedicação em cada detalhe.

Nascia ali, de forma definitiva, o embrião do CHURRAS DO CELÃO. A partir desse momento, a família passou a percorrer diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro realizando eventos, aperfeiçoando processos e conquistando novos clientes. O crescimento do negócio ocorreu de maneira gradual, impulsionado principalmente pela recomendação de quem já havia experimentado o serviço. Cada evento concluído fortalecia a reputação da marca e consolidava a confiança do público.
A participação da mãe foi determinante na construção dessa identidade gastronômica. Reconhecida pela excelência na cozinha, transmitiu ao filho valores que ultrapassavam as técnicas culinárias, ensinando a importância do cuidado com os ingredientes, da dedicação ao preparo e do compromisso em servir comida de qualidade. Embora tenha falecido antes de acompanhar a consolidação do empreendimento, sua influência permanece presente na filosofia adotada por CELÃO, que frequentemente atribui a ela parte significativa do padrão de qualidade que caracteriza seu trabalho.

Hoje, MARCELO OLIVEIRA é reconhecido muito além dos arredores do Engenhão. O apelido CELÃO tornou-se uma marca associada ao churrasco de qualidade, à hospitalidade e ao empreendedorismo. Depois de atender centenas de eventos e construir uma trajetória marcada pela persistência e pela superação, passou também a compartilhar sua experiência com outras pessoas interessadas em transformar a paixão pelo churrasco em profissão. Sua história evidencia como conhecimento, dedicação e capacidade de adaptação podem transformar uma iniciativa modesta em um negócio consolidado, fazendo do fogo, da brasa e da gastronomia instrumentos de transformação pessoal e profissional.
Com uma história tão bonita, de perseverança e talento, além de me tornar seu fã, era hora de fazer o primeiro contato, pra verificar a viabilidade do evento. E fiquei muito feliz quando, após um primeiro contato que fiz com sua equipe, recebi uma mensagem do próprio CELÃO dizendo que ele mesmo fazia questão de capitanear a minha festa, dando-me a liberdade de montá-la do meu jeito. Ele, pessoalmente, estaria de frente, cuidando de tudo.
Me senti tremendamente lisonjeado, principalmente por admirá-lo, por toda a história que já conhecia, e tê-lo como um grande ídolo quando o assunto era churrasco e afins.
Pedi, então, os clássicos do CELÃO, aqueles que já fazem parte do imaginário popular de quem pensa em churrasco e ele me disse que incluiria: picanha, fraldinha, o famoso cupim defumado, costela suína, panceta à pururuca, choripan com linguiças de pernil, frango e costela, drumette, coração, queijo coalho e o também famosos pão de alho e farofa panko. Além disso, traria molhos especiais, um risoni de costela bovina defumada, um risoto de brisket, seu hamburguer artesanal e, de sobremesa, banana com sorvete. Ingredientes perfeitos para um evento de sucesso!
E não deu outra: na medida em que as carnes iam saindo, via-se a qualidade dos insumos e a perfeição do ponto. Era muito bacana observar a liderança do CELÃO, comandando sua equipe, dizendo como as coisas deveriam ser feitas, sempre objetivando a excelência.


E é claro que, enquanto CELÃO fazia o risoto e o rissoni, eu me coloquei ali do lado dele, pra aprender um pouquinho mais com o mestre, né? Faço sempre questão de aprender com quem sabe, pois tem sempre um segredinho que a gente acaba incorporando…


Pra não dizer que não fiz absolutamente nada, preparei alguns legumes – abobrinha, berinjela, cenoura, cebola – com meu tempero especial e pedi que ele os colocasse na churrasqueira. E claro, quando são profissionais tomando conta, o resultado não seria outro senão legumes assados à perfeição!

Mesa posta, tudo maravilhoso! Só ouvi elogios, não apenas pela comida, mas também pela postura e simpatia de toda a equipe. Posso afirmar, com toda a certeza, que houve unanimidade. Ter contratado o CHURRAS DO CELÃO para comemorar datas tão importantes e relevantes para mim mostrou-se um verdadeiro gol de placa!



Ainda teve tempo pra um delicioso hamburguer artesanal, com a carne naquele ponto perfeito, que arredondou toda a comilança. Confesso que fazia tempo que eu não comia um sanduíche com a qualidade do que foi servido – carne rosadinha, tempero ajustado.


E encerramos essa orgia gastronômica com bananas assadas, maçaricadas pelo mestre e servidas com sorvete. Me digam se não foi um fechamento com chave de ouro? Posso, com certeza, afirmar que sim.

Gostaria de deixar registrada aqui a ilustre presença do RAPHAEL GOMIDE, Diretor do ARTECULT, e SIMONE MIRANDA, da coluna AC POR AÍ (@si.por.ai), que abrilhantaram ainda mais meu evento.
E, de fato foi um tremendo sucesso. Tudo deu certo, como um relógio suíço!
Pra quem quiser viver uma experiência única, deixo aqui o LINK de todas as formas de contato com o CHURRAS DO CELÃO. Não perca tempo, conheça mais sobre tudo o que ele tem pra oferecer – tem muita, muita coisa! – e faça seu orçamento. E fique por dentro de todas as novidades, seguindo suas redes sociais.
Ah, só mais uma coisinha: pretendo, algum dia, viver de novo essa jornada gastronômica – quem sabe por novos sabores? Paella? Uauuuu! Já tô por aqui pleiteando um descontinho pra próxima vez…
A gente se vê em breve em um novo artigo.
Até a próxima!












