JOJO RABBIT: Uma “montanha-alemã” de emoções

 

Um dos filmes presentes na lista de indicados ao Oscar e nas de outros dos principais festivais mundiais de cinema, Jojo Rabbit, dirigido por Taika Waititi, conta a história de Johannes Betzler (Roman Griffin Davis), um menino de 10 anos alemão no auge da Segunda Guerra que sonha em ser um soldado nazista da guarda de Hitler.

Jojo, como é chamado Johannes, se junta ao acampamento do movimento Juventude Hitlerista, mas após um acidente que limita a movimentação de uma de suas pernas, acaba ficando em casa com sua mãe, Rosie (Scarlett Johansson). Ele vê seu mundo dar uma reviravolta quando descobre que sua mãe escondia dentro de sua casa uma menina Judia, Elsa (Thomasin McKenzie).

Cena de Jojo Rabbit. Foto: Fox Film do Brasil.

Fazer piada com situações adversas é algo que costuma dar certo. Um dos maiores exemplos disso são as comédias românticas, que muitas vezes se aproveitam de personagens atrapalhados e de amantes desafortunados.
Fazer comédia, entretanto, com um dos episódios mais cruéis e mortais da humanidade, que foi o nazismo, é algo que deve ser feito com muita cautela.

A vida é bela (1997) já tinha conseguido tal feito, e agora Jojo Rabbit não fica para trás, repetindo o feito com maestria, afinal, rir (tanto de nervoso, quanto pela pura graça) de uma judia disfarçada saudando com ‘Heil Hitler’ cada pessoa de um grupo da Gestapo provavelmente procurando evidências como ela não é para qualquer um.

Cena de Jojo Rabbit. Foto: Fox Film do Brasil.

Toda o filme se relaciona nessa pegada: como o amigo imaginário de Jojo, uma versão cômica de Adolf Hitler (que é interpretado pelo próprio diretor e roteirista do filme), o imaginário do menino que cria a figura de um judeu como um ser fedorento e com chifres, que dorme de cabeça para baixo e a comparação do fanatismo a Hitler com a Beatlemania. O melhor é que a história não se perde do horror que realmente foi a Segunda Guerra.

Cena de Jojo Rabbit. Foto: Fox Film do Brasil.

O filme passa uma grande mensagem no meio dos risos que provoca. Ao acompanharmos uma criança, ao mesmo tempo que percebemos que sua vontade de se tornar um nazista, matar judeus e servir ao seu Fürher, percebemos que obviamente ele não tem noção do que isso significa. Refletimos que muito da maldade vem da ignorância e o respeito precisa ser ensinado, principalmente tempos de tanta intolerância e desinformação.

CONFIRA O TRAILER

 

 

 

 

 

O filme foi indicado a seis categorias no Oscar, sendo três das chamadas categorias técnicas e também : melhor filme, melhor diretor e melhor atriz coadjuvante para Johansson (que também é indicada na categoria melhor atriz por “História de um Casamento”).

Apesar da grande entrega à personagem, das merecidas indicações e de o filme como um todo servir essa montanha-russa de emoções e incrível lição, o drama não está entre os favoritos nas categorias principais.

Rebel Wilson, Alfie Allen e Sam Rockwell completam o elenco principal.

 

STEPHANIE MIRANDA

 

 


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Stephanie Miranda
Carioca, 19 anos, estudante de engenharia, colecionadora de canhotos de ingresso de cinema e apaixonada pela Sétima Arte. Seja na telinha do meu celular ou nas telonas dos cinemas, assistir filmes é uma verdadeira paixão. Pra mim, cinema é uma das mais belas formas de arte. O modo como integra todas as outras artes é simplesmente mágico, como me faz viajar e me teleporta para outras realidades, como me envolve, me intriga, me emociona... Seja sozinha ou com amigos, cinema é sempre uma boa opção pra sair, mas se o assunto é ficar em casa, por que não maratonar aquela série? Tenho aqui no ArteCult a chance de compartilhar minhas impressões sobre um pedaço desse mundo maravilhoso e, assim, espero poder fazer vocês sentirem um pouco do que senti, e também sentir um pouco do que vocês sentiram.

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