Itaú Cultural (SP) – Exposição Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural

Não muito destacada na mídia, a exposição passa quase despercebida no prédio do Instituto em São Paulo. É uma pena, pois lá se encontra uma das melhores exposições sobre artes gráficas deste ano.

No subsolo e no 1º. andar estão expostas 160 gravuras da coleção do Itaú (453 obras). É um passeio pela história da impressão na Europa, desde o séc. XV até o séc. XX. Importantes nomes representam as várias fases e técnicas usadas na impressão de imagens: Rembrandt van Rijn, Francisco de Goya, Gustave Doré, Delacroix, Edvard Munch e Pablo Picasso (estes dois últimos recentemente adquiridos para a exposição de São Paulo).

Eugène Delacroix, Le Forgeron, 1833 – água tinta – divulgação

Aliás, é o que torna esta exposição especial: a variedade de movimentos artísticos dá um panorama de como as imagens impressas se desenvolveram ao longo do tempo. Seguindo a trajetória das gravuras, é possível observar como elas se tornaram mais complexas e detalhistas, ao mesmo tempo, que novas técnicas são criadas. Informações e objetos sobre estas técnicas são também expostas para o visitante vê-las – da xilogravura, passando pela gravura em metal, água forte, maneira tinta, água-tinta, litografia, linóleo e serigrafia.

Detalhes que não passaram sem serem observados. Um deles é a disposição das imagens: na entrada do espaço, as gravuras mais antigas se encontram no fundo, obrigando o visitante a fazer um percurso inverso. Segundo: as molduras são enquadramento em pinus, que não competem com a imagem, valorizando-a. Terceiro: algumas gravuras são ampliadas e postas nas paredes laterais junto com lupas! Talvez a ideia é que a pessoa enxergue maiores detalhes na foto ampliada, mas também procure “investigar”, com a lupa, a gravura original.

Se o leitor é dos que gostam de quadrinhos, a sugestão é: por que não aprender mais sobre a origem das imagens impressas e como ela foi vista pelas pessoas ao longo do tempo ?
É uma boa forma de entender onde chegamos hoje.

Fica a dica!

ANDRÉA ASSIS

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Andréa Assis
Carioca, mas paulistana da gema radicada há mais de 20 anos na capital. Formada em Relações Internacionais, tem mestrado em Administração de Empresas em Lyon, na França. Orgulhosa da cidade onde vive, adora mostrá-la aos visitantes, sejam eles brasileiros ou não. Procura sempre descobrir lugares novos e diferentes, por isso sempre se mantém atualizada sobre o que acontece nestas bandas. Para isso, vai sempre às exposições que pipocam aqui e acolá e é sobre elas que pretende lançar seu olhar crítico que não se restringe só às obras, aos trabalhos expostos, mas também ao ambiente: como estão organizadas, se existem informações para os visitantes, enfim, se vale a pena o leitor investir o seu tempo para ir vê-las. Eventualmente, faz críticas de filmes, mas prefere deixá-las aos mais habilitados. Mas não deixa de acompanhar os lançamentos. Humildemente, pede ao leitor paciência para com o que ele lê aqui no espaço, pois a escritura e análise pedem apuro ao longo do tempo.

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