Documentário “Rio do Medo” – Quando o cinema retrata nossa realidade

O documentário “RIO DO MEDO“, escrito e dirigido por Ernesto Rodrigues, estreia no Rio de Janeiro no dia 20/03 (terça-feira), às 21h30, no Estação Net Rio – Rua Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo.  

O longa, uma coprodução GloboNews, Globo Filmes e Canal Brasil,  discute a violência no Rio de Janeiro, pelo olhar de quem a vive e a enfrenta diariamente: a Polícia Militar. Policias militares da ativa e da reserva, de patentes e gerações diferentes, homens e mulheres, ora vistos como heróis, ora tratados como vilões, falam da sobrevivência nas ruas, das escolhas, dos medos e desafios da profissão. E opinam sobre como a PM do Rio se  tornou uma instituição marcada pela desconfiança, pela violência e pela corrupção. O documentário resgata, também, através das entrevistas, as origens históricas da PM, a influência da ditadura na instituição, o divisor de águas representado pelas gestões do coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, a polêmica sobre a desmilitarização, o ocaso das UPPs e o episódio do Amarildo, entre outros.  O longa é uma coprodução GloboNews e Globo Filmes.

 

Tive a oportunidade de assistir esse, na minha humilde opinião, belo e ácido documentário. O filme relata, como dito acima, a violência na cidade do Rio de Janeiro pelo olhos da PM, sendo cheio de referências à vida real e cotidiana. Houve uma frase que me marcou, quando Vinicius Cavaliere – Fundador do BOPE/ Ex-coronel da PMERJ  fala sobre a PM:

“ longe dá saudade e perto incomoda” .

Infelizmente, o fato dessa frase ser verdadeira para grande parte da população também é culpa da mesma  população. Acho que informar-se, inclusive assistindo a documentários como esse, é uma maneira de iniciar uma conscientização e proporcionar uma visão do “outro lado da moeda”.

Veja o Trailer:

 

 

Convido a todos os nosso leitores a entrarem em uma sala de cinema para assistir algo diferente, digno de uma grande sessão.

FICHA TÉCNICA:

Direção e Roteiro  Ernesto Rodrigues

Direção de fotografia  Márcio Zavereze

                                               Uirá Fornaciari

Assistente de câmera  Eduardo Leal

                                         Gabriel Borges             

Produção     Alicia Lerer

                   Tadeu Lopes Rodrigues

                   Pedro Pedreira

                   Stephany Bizzo

Som direto  Diogo Guilherme

                    Daniel Martins

                   Hélio Leite

Pesquisa      Alicia Lerer

                  Raphael Batista

                  Paulo Rubens Sampaio

Edição e finalização       Thiago Maia

Apoio administrativo   Isabel Vieira

                                             Lorraine Guimarães

Cartaz    Carolina Peixoto

ENTREVISTADOS:

Vinicius Cavaliere – Fundador do BOPE/ Ex-coronel da PMERJ /

André Yatsuda – Professor de educação física e policial militar da UPP Camarista Méier

Ibis Pereira – Ex-comandante geral da PMERJ

Ubiratan Ângelo – coordenador de segurança da ONG Viva Rio / Ex-comandante geral da PMERJ

Fernando Derenusson – Psicólogo da PMERJ

Paulo Storani – especialista em segurança pública / ex-capitão do BOPE

Bianca Neves – Assessora da polícia de proximidade da PMERJ

Rosana Lopes – Médica da PMERJ

Giancarlo Sanches – Comandante do Corpo de Alunos da Academia de Polícia Militar D. João VI

Ana Fucs – Aluna da Academia de Polícia Militar D. João VI

Juliana Loriato– Aluna da Academia de Polícia Militar D. João VI

Wesley Allende – Aluno da Academia de Polícia Militar D. João VI

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MARIANE BARCELOS

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maribarcelos
Eu me chamo Mariane Barcelos, tenho 25 anos, sou designer e estudante de Audiovisual, construindo uma carreira na área. Já viajei para quase todos os cantos do mundo, inclusive já fui para fora do planeta, já dei um pulo em Marte, conheci uns anéis de Saturno e me aventurei em galáxias muito distantes, me transformei em bruxa, loba e vampira, também já fui super heroína e vilã. Não pensem que sou louca, sou apenas uma cinéfila que enxerga nos filmes uma maneira de se desconectar da realidade, ou quem sabe me conectar, com a minha realidade. Quando eu vejo um filme é para me conectar com aquele mundo, se não estou no clima, digo "nossa que dor de cabeça" e fica para um outro momento. Cinema é para ser sentido, para se apaixonar e se iludir. Encantar. Espero poder compartilhar com vocês, toda essa emoção que eu sinto ao assistir um filme e conseguir fazer com que vocês também embarquem nessa viagem sem destino. Agora através do ArteCult, também faça cobertura de eventos, como o Festival do Rio, RioMarket, Pré-Estreias e afins. Assim como nos filmes, espero poder trazer grandes novidades e coberturas completas em todas as mídias sociais, para que vocês, leitores, possam se sentir sempre imersos ao nosso universo.

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