A Noite Devorou o Mundo – Um filme de terror zumbi que tem muito mais para apresentar

Assim como grande parte dos filmes franceses, A Noite Devorou o Mundo, não é apenas mais um filme sobre o tema aparente, e sim sobre um dilema. Neste caso, um filme de zumbis que fala sobre o dilema de viver só.

Dentro de uma sociedade, cada vez mais individualista, formatar uma crítica sobre a solidão do homem e ainda por cima, atrair o público com um tema da atualidade, como zumbi, é de fato muito inteligente e dá um grande sentido para todo o filme.

 

Sinopse: Ao se levantar de manhã num apartamento onde, de véspera, houve uma grande festa, Sam deve se render à evidência: ele está sozinho e mortos-vivos invadiram as ruas de Paris.

Aterrorizado, ele vai ter que se proteger e se organizar para continuar a viver. Mas será que Sam é mesmo o único sobrevivente?

Primeiro longo-metragem de Dominique Rocher, que foi exibido no Festival Varilux de Cinema Francês, “La Nuit a Dévoré le Monde“, título original, é baseado no romance de Pit Agarmen, pseudônimo e anagrama do escritor Martin Page, que não queria o filme como uma adaptação literal de seu livro e ajudou na construção do roteiro.

 

 

A trilha sonora faz parte da história, já que o protagonista produz músicas instrumentais, sendo ela um dos grandes instrumentos para extravasar toda a raiva. Muitas vezes a utilização de músicas mais alegres, gera pequenos momentos cômicos. Várias detalhes são utilizados para indicar a passagem de tempo, como a troca e 

roupa, rabiscos na parede e o estoque de comida.

Pode ser que ao longo do filme, ele vá perdendo ritmo e desfazendo a ideia de algo original dentro do gênero, mas essa questão vai depender muito da sua interpretação e envolvimento com a narrativa.

 

 

 

Enxerguei nas cenas, muito mais um terror e drama mental, do que, algo medonho, já que os poucos sustos oferecidos são muito previsíveis, porém, o sofrimento de apenas um protagonista sozinho praticamente em 80% do tempo e de maneira introspectiva é algo totalmente agoniante. Existem cenas explícitas de mutilações, zumbis devorando pessoas ou até mesmo cenas apenas mostrando os zumbis sempre com alguma parte do corpo faltando, porém, entendo que toda aquela violência visual mostrada de maneira menos enfatizada, demonstra ainda mais a ideia de que esse tema de zumbi, é apenas uma artifício usado para contar outra história.

 

 

Durante alguns pontos, é possível enxergar alguns locais clássicos de Paris, como a Torre Eiffel, dando uma grande dramaticidade e até mesmo situando de maneira real o público. O longa conta com grandes planos sequências que ajudam a passar veracidade dos atos, já que podemos acompanhar ações do início ao fim, mesmo sendo atos pequenos. Alguns planos altos são utilizados e montagens de cenas que me lembraram muito Guerra Mundial Z, um grande sucesso do gênero que envolve apocalipse zumbi e que obteve um faturamento de 540 milhões de dólares.

A NOITE DEVOROU O MUNDO foi realizado nas versões inglês e francês e é uma distribuição da Califórnia Filmes.

 

MARIANE BARCELOS

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maribarcelos
Eu me chamo Mariane Barcelos, tenho 26 anos, sou designer e estudante de Audiovisual, construindo uma carreira na área. Já viajei para quase todos os cantos do mundo, inclusive já fui para fora do planeta, já dei um pulo em Marte, conheci uns anéis de Saturno e me aventurei em galáxias muito distantes, me transformei em bruxa, loba e vampira, também já fui super heroína e vilã. Não pensem que sou louca, sou apenas uma cinéfila que enxerga nos filmes uma maneira de se desconectar da realidade, ou quem sabe me conectar, com a minha realidade. Quando eu vejo um filme é para me conectar com aquele mundo, se não estou no clima, digo "nossa que dor de cabeça" e fica para um outro momento. Cinema é para ser sentido, para se apaixonar e se iludir. Encantar. Espero poder compartilhar com vocês, toda essa emoção que eu sinto ao assistir um filme e conseguir fazer com que vocês também embarquem nessa viagem sem destino. Agora através do ArteCult, também faça cobertura de eventos, como o Festival do Rio, RioMarket, Pré-Estreias e afins. Assim como nos filmes, espero poder trazer grandes novidades e coberturas completas em todas as mídias sociais, para que vocês, leitores, possam se sentir sempre imersos ao nosso universo.

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