
com César Manzolillo

ROSA
O sol da manhã iluminava a janela, e Rosa despertava lentamente, abrindo-se para o novo dia. No verão, sentia-se viva quando raios de luz tocavam sua pele sedosa. Vaidosa, passava os dias cuidando da postura, mantendo-se sempre ereta, elegante e altiva. Quem cruzava com ela não conseguia evitar um olhar de admiração. Rosa tinha uma presença marcante e também impunha respeito. Aqueles que tentavam se aproximar sem o devido cuidado logo descobriam seu lado perigoso. Ela sabia se defender e feria quem tentasse machucá-la. Dona de uma rotina silenciosa e solitária, Rosa não precisava de muito para ser feliz, e o momento mais aguardado do dia era a chegada de Lucas, o único que a entendia. Todo final de tarde, com dedos leves, ele tocava as pétalas macias de Rosa antes de pegar o regador para alimentar a terra do vaso onde ela vivia.








