Motiva e Fundação Roberto Marinho levam programação de coletivos artísticos à Vila Olímpica da Gamboa

Integrantes do Manaká levam circo contemporâneo para apresentação na Gamboa. Foto: Arquivo pessoal

 

Grupos que foram selecionados em edital da co.liga, passaram por jornada de formação e se apresentam ao público em São Paulo, Salvador e no Rio de Janeiro

 

A Motiva, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, por meio do Instituto Motiva e VLT Carioca, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, leva à Vila Olímpica da Gamboa, no centro do Rio de Janeiro (RJ), apresentações gratuitas de coletivos artísticos selecionados pelo edital Cultura em Movimento. A programação acontece no dia 7 de abril, das 16h às 18h.

As performances são resultado de um processo formativo que incluiu encontros online, mentorias especializadas e ensaios presenciais, com foco na relação entre corpo, cidade e expressão. Ao todo, foram selecionados 12 projetos, sendo quatro do Rio de Janeiro (RJ), quatro de São Paulo (SP) e quatro de Salvador (BA), que passam a integrar a programação em diferentes espaços de atuação da Motiva e arredores.

“O edital Cultura em Movimento reafirma o compromisso do Instituto Motiva em democratizar o acesso à cultura e levar oportunidades para onde as pessoas estão. Ao apoiar coletivos locais, fortalecemos a economia criativa dos territórios e ampliamos o impacto social das nossas ações. Ver artistas ocupando espaços públicos e dialogando com o fluxo da cidade mostra, na prática, como a arte pode transformar realidades e aproximar comunidades do seu próprio patrimônio cultural”, afirma Renata Ruggiero, presidente do Instituto Motiva.

Os coletivos Corte, Aula Delas, Peleferia e a Companhia Manaká vão transformar a Vila Olímpica da Gamboa em um palco após terem participado de masterclasses com artistas convidados e ensaios presenciais realizados por meio da co.liga, escola digital e gratuita de economia criativa, cultura e tecnologia. O processo formativo acompanhou os grupos desde a concepção das propostas até a preparação final das performances, fortalecendo o desenvolvimento artístico e a troca entre coletivos de diferentes regiões do país.
A Companhia Manaká é um coletivo formado por Daniel Sanches, Eliayse Villote, Vítor Constant, Bárbara Farias e Luciano Rufino. Os cinco artistas desenvolvem um trabalho de circo contemporâneo em diálogo com a dança a partir da cosmologia indígena, inspirada na tradição Guarani, para narrar a criação do mundo a partir de Tupã, com elementos simbólicos. Na apresentação, a ideia é traduzida em linguagem cênica por meio do circo contemporâneo, com o uso de uma estrutura aérea que permite acrobacias e cria imagens de leveza associadas ao cosmos e aos planetas. O trabalho também incorpora forte presença da dança, incluindo referências à dança indígena e à dança afro.

“Estamos muito animados para as apresentações, porque, além de ser a estreia do espetáculo, também será uma oportunidade de levar a nossa cultura para um espaço urbano, onde muitas pessoas passam todos os dias. A expectativa é justamente essa: quebrar um pouco a rotina de quem está só de passagem e surpreender com a arte. Pensar que nosso trabalho pode impactar o público nos deixa ainda mais empolgados para esse momento”, conta a representante do coletivo, Bárbara Thaís.

Já o coletivo Aula Delas, criado por Isabella Bellas e Kley Hudson, tem como foco artistas e dançarinos trans e conta com as participações de Angel Lua, Artur Azevedo e Lari Ferreira. As fundadoras buscam reunir um grupo de pessoas que se identificam entre si e têm os mesmos olhares sobre o mundo. Chamada ‘Tiranas’, a performance conta com três mulheres trans em cena e o coletivo espera causar impacto, mas também trazer acolhimento ao público presente. Uma das fundadoras, Isabella, relata como a formação oferecida pela co.liga foi essencial para a organização da produção criativa do grupo.

“Como artistas autônomos, as aulas e palestrantes convidados no processo de formação foram muito importantes para enxergarmos diferentes caminhos e possibilidades de criação. O contato e a troca com os outros coletivos também foram essenciais e agregaram muito no processo criativo”.

 

Coletivo de teatro Corte se apresenta na Vila Olímpica da Gamboa | Foto: Bismarcck

 

Formado por jovens de comunidades periféricas, o coletivo de teatro Corte consolidou-se em 2024, por meio da escola de artes livres ‘Entre Lugares Maré’.

O grupo é composto por Edson Martins, Fernanda Ponte, Jade Cardoso, Lucas da Silva, Roger Neri, Thiago Manzotti e Yasmin Rodrigues, e conta com direção cênica de Renata Tavares. A proposta central do coletivo é pautada em narrativas pretas e periféricas, a partir de temas como a realidade de jovens retratada em obras de Plínio Marcos, como ‘Querô, uma Reportagem Maldita’.

Para Thiago Manzotti, o processo de formação pela co.liga foi fundamental para amadurecer a forma de levar as questões ao palco e ir além do óbvio.

“Por meio das masterclasses, conseguimos ampliar o nosso olhar sobre como abordar esses temas para além do viés da dor. Passamos a entender como tratar a dor com mais sensibilidade, trazendo um ponto de vista que gera reflexão e provoca de uma forma mais profunda do que quando ficamos restritos a uma única perspectiva”.

Ele destaca, também, a expectativa para a apresentação final.

“Será uma experiência completamente diferente de se apresentar em um teatro, onde o público foi até lá para assistir. Estamos animados para levar a nossa mensagem da forma que construímos ao longo desse processo e com grande expectativa para vivenciar o evento como um todo, compreendendo melhor a interligação entre diferentes coletivos e fazeres artísticos”.

O coletivo Peleferia, formado por Adrielle Carvalho, Andrezza Soares e Dudu Neves, irá apresentar o projeto “Trabalho Nosso De Cada Dia”. O grupo preparou um esquete voltado ao desgaste físico e psicológico causado pela escala 6 por 1 e seus exploradores, com o objetivo de provocar o público a questionar sobre o assunto e refletir sobre a própria rotina, como por exemplo, se vivem mais em casa ou no ambiente de trabalho.

 

Da esquerda para a direita: Coletivo Aula Delas e Peleferia. Foto: Arquivo pessoal

 

Após a primeira etapa, cada coletivo recebeu uma bolsa de R$ 8 mil para criar e preparar a apresentação das performances. Com foco em diversidade e inclusão, o edital priorizou candidaturas de pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Serviço

  • Evento: Apresentação coletivos Cultura em Movimento
  • Dia: Terça-feira, 7 de abril
  • Horário: entre 16h e 18h.
  • Local: Vila Olímpica da Gamboa, centro do Rio

 

Sobre o Instituto Motiva

Entidade privada sem fins lucrativos, gerencia o investimento de impacto social da Motiva com o objetivo de gerar transformação e impacto social positivo na sociedade. Sua estratégica é organizada nas frentes de Soluções Sustentáveis, Qualidade de Vida e Redução das Desigualdades. Desde 2014, as ações do Instituto já beneficiaram mais de 24 milhões de pessoas. Saiba mais em: www.motiva.com.br/instituto/

Sobre a Fundação Roberto Marinho

A Fundação Roberto Marinho inova, há mais de 40 anos, em soluções de educação para não deixar ninguém para trás. Promove, em todas as suas iniciativas, uma cultura de educação de forma encantadora, inclusiva e, sobretudo, emancipatória, em permanente diálogo com a sociedade. Desenvolve projetos voltados para a escolaridade básica e para a solução de problemas educacionais que impactam nas avaliações nacionais, como distorção idade-série, evasão escolar e defasagem na aprendizagem. A Fundação realiza, de forma sistemática, pesquisas que revelam os cenários das juventudes brasileiras. A partir desses dados, políticas públicas podem ser criadas nos mais diversos setores, em especial, na educação. Incentivar a inclusão produtiva de jovens no mundo do trabalho também está entre as suas prioridades, assim como a valorização da diversidade e da equidade. Com o Canal Futura fomenta, em todo o país, uma agenda de comunicação e de mobilização social, com ações e produções audiovisuais que chegam ao chão da escola, a educadores, aos jovens e suas famílias, que se apropriam e utilizam seus conteúdos educacionais. Mais informações no Portal da Fundação Roberto Marinho. Saiba mais: www.frm.org.br.

 

Assessoria de imprensa da Fundação Roberto Marinho 

Adriana Martins – 21 99086-8584 – adriana@frm.org.br

Carmen Lúcia – 21 99550-6416 – carmen.lucia@approach.com.br

 

 

 

CHRIS HERRMANN
Escritora, musicista, editora, designer.
Editora-chefe Redação e Colunista ArteCult.com

 

 

 

 

 

Author

Chris Herrmann é escritora/poeta, musicista, musicoterapeuta, editora e webdesigner teuto-brasileira, nascida no Rio de Janeiro. Estudou Literatura na UFRJ, Música no CBM e pós-graduou-se em Musicoterapia na Universidade de Münster, Alemanha. Tem 13 Livros publicados (poesia contemporânea, haikai, romance, contos e literatura infantil); bem como participação e organização em inúmeras coletâneas de poesia no Brasil e exterior. Recebeu diversas premiações ao longo dos últimos 20 anos, como escritora, poeta, webdesigner e curadora de sarau. É editora-chefe da revista eletrônica Ser MulherArte (www.sermulherarte.com | @sermulherarte); articuladora do Mulherio das Letras na Lua (Grupo de Poesia ligado ao Movimento Mulherio das Letras); editora do Sarau da Varanda (@sarau.da.varanda) e Arthéria Viva (@artheriaviva) no Instagram. Desde Outubro de 2025, é editora-chefe e colunista do Portal ArteCult (www.artecult.com | @artecult).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *