
Poema e Arte Digital: Chris Herrmann
23 de ABRIL | DIA MUNDIAL DO LIVRO
Leitura como ferramenta de transformação em todas as fases da vida
Celebrado em 23 de abril, o Dia Mundial do Livro reforça, em escala global, a importância da leitura como um dos pilares do desenvolvimento humano: da infância à vida adulta. Mais do que um hábito, ler é uma prática que estimula a imaginação, amplia repertórios, fortalece o pensamento crítico e contribui diretamente para a saúde emocional.
Em um cenário cada vez mais acelerado e digital, especialistas e autores destacam que o contato com os livros segue sendo essencial para criar conexões profundas, consigo mesmo, com o outro e com o mundo. Seja por meio de narrativas lúdicas, histórias inspiradoras ou guias práticos de transformação, a leitura continua sendo uma das formas mais acessíveis e potentes de aprendizado.
Para marcar a data, três obras recentes mostram como o universo literário pode impactar diferentes públicos e fases da vida.
Infância, imaginação e empatia
“Os Chocolix no Reino dos Monstros”, de Jacqueline Shor, convida crianças e famílias a mergulharem em uma jornada lúdica e cheia de significado. Na história, os personagens Chocomark e Docecookie, ao lado do carismático Monstrão Crispão Tutti-Frutti, exploram o desconhecido e aprendem a lidar com medos, diferenças e preconceitos.
Com ilustrações vibrantes e narrativa envolvente, o livro reforça valores essenciais da infância, como empatia, respeito e coragem. A autora, também criadora do universo “Os Chocolix”, tem como propósito incentivar o desenvolvimento emocional das crianças por meio da literatura e da arte.
No livro “Coragem!”, a autora Luciana Pianaro propõe uma reflexão direta e profunda sobre mudanças pessoais. A obra é voltada a quem sente a necessidade de transformação, mas ainda enfrenta o medo de sair do lugar.
Com uma abordagem íntima e prática, Luciana compartilha histórias reais, provocações e exercícios que incentivam o leitor a agir — mesmo diante das incertezas. A narrativa reforça que a mudança não acontece em grandes rupturas, mas em pequenas decisões diárias.
“Pequenas escolhas corajosas são o que realmente transformam vidas”, defende a autora, que construiu sua trajetória no empreendedorismo e hoje atua inspirando pessoas a viverem com mais autenticidade.
Propósito e identidade no empreendedorismo
Já em “Sua Marca no Mundo”, Amanda Chatah conecta leitura e negócios ao propor uma jornada sobre propósito e construção de marca. A obra reúne aprendizados reais sobre empreendedorismo e convida o leitor a desenvolver projetos com identidade e significado.
A autora participa do Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, onde realiza sessões de autógrafos e compartilha sua trajetória com o público. O evento, considerado um dos principais do país, reforça o papel da literatura como ponto de encontro entre criatividade, cultura e inovação.
Leitura como ponte entre mundos
Do universo infantil ao desenvolvimento pessoal e profissional, os livros mostram sua força como ferramentas de conexão e transformação. Em comum, as obras destacam que ler vai além do entretenimento: é um caminho para desenvolver empatia, ampliar visões e construir novas possibilidades.
No Dia Mundial do Livro, a reflexão que fica é simples e poderosa: independentemente da idade ou do momento de vida, sempre existe uma história capaz de transformar quem a lê.

CHRIS HERRMANN
Escritora, musicista, editora, designer.
Editora-chefe Redação e Colunista ArteCult.com
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Coluna Sarau da Varanda

Coluna Arthéria Viva









Belo texto sobre a importância da leitura, dos livros e dos autores. Parabéns por vc e por todos os que, apesar de tudo, ainda acreditam. Abraços
Ah, querido Tanussi, muito obrigada pela leitura. Felizmente, ainda somos resistentes!
Apesar da profusão de autores publicando seus livros, seja por demanda, seja por contrato com editoras, ainda pouco se lê, verdadeiramente. Livros precisam ser atrelados a outros nichos, e os maiores sucessos nas bienais sao os livros de pintar — artifício que muitos escritores de literatura infantil já percebeu e lança mão para baratear a obra e atrair “leitores”. Não é uma crítica a tal prática cada vez mais comum, é uma constatação e serviu de exemplo. O que falta para sermos um país de leitores?
Sim, Klara, é tudo verdade o que você disse. Mas, para mim, o que falta para que isso melhore, é que haja mais consciência de que a premissa ´Educação e Cultura para todos´ seja levada mais a sério, como uma das prioridades em nosso país, independente de partidos políticos ou ideologias. Esse é o grande avanço que o país precisa. Consequentemente, mais leitores virão.