Zabelê lança releitura de “Deusa do Amor” com colaboração de Evandro Mesquita

Cantora convida músico para tocar gaita na nova versão de clássico de Pepeu Gomes – pai da artista

A cantora Zabelê lançou uma versão inédita para “Deusa do Amor”, originalmente interpretada por Pepeu Gomes – um dos integrantes do icônico grupo Novos Baianos e que também é seu pai. Esta nova roupagem serve como um aquecimento para ‘Auê’, seu segundo álbum solo com estreia prevista ainda para este ano. A canção traz também a colaboração do cantor Evandro Mesquita, que toca gaita na faixa produzida por Wagner Fulco, que já trabalhou com diversos nomes como Elton John, Alanis Morissette, Bob Dylan, Guns N’ Roses, entre outros.

Ouça “Deusa do Amor” 

Capa Deusa do Amor – Foto: Fernando Young

Após uma bem sucedida recepção do primeiro single “Preta Pretinha”, dueto lançado em meados de outubro com o cantor e multi-instrumentista Carlinhos Brown, o projeto segue com mais uma homenagem a um dos membros dos Novos Baianos. Primeiramente lançada no disco “Masculino e Feminino” (1983) por Pepeu Gomes, “Deusa do Amor” representa uma das canções escolhidas para serem revisitadas por Zabelê em seu próximo álbum.

Por se tratar de uma obra tão importante da discografia do seu pai, Zabelê conta que a faixa precisava ser repensada neste momento, já que aborda uma mensagem de amor e esperança. “Eu tenho uma memória afetiva muito grande com essa e todas as canções dos meus pais, porque elas fizeram parte da minha construção como cantora. Eu sempre os acompanhei durante as turnês, gravações, escolhendo e compondo as músicas. Então, eu sinto que participei de alguma forma de todas essas faixas. ‘Deusa do Amor’ é uma balada intimista e introspectiva. Tem uma atmosfera diferente da que veio em ‘Preta Pretinha’ que é foi uma releitura totalmente solar”, explica.

Para esta nova versão Zabelê convidou o cantor, compositor e ator Evandro Mesquita, vocalista da banda Blitz, que toca gaita na faixa, o que é um elemento diferente da música original. A cantora explica que esta releitura é um pouco mais eletrônica e tem um ritmo mais lento. “Eu contei com o nosso produtor para incluir a belíssima gaita tocada pelo Evandro Mesquita dentro da modernidade e desse novo arranjo. Dentro de um universo pop – que tenho dentro de mim desde o SNZ – nós estamos prezando por essa mistura orgânica também. Trazer o Evandro está sendo uma alegria, porque eu acho que ele trouxe um brilho diferente e romantizou ainda mais a canção”, avalia.

Ao aceitar o convite de Zabelê para colaborar na faixa, Evandro conta que se sentiu muito honrado, por considerar Pepeu como um dos seus super-heróis e tem um carinho muito especial por Zabelê. Ele relata como foi gravar o instrumento na canção: “Como é uma gaita de Blues, tentei fazer umas suaves linhas colorindo alguns pontos da música sutilmente. Zabelê vem forte, feroz e suave como seu nome. Espero que a música seja recebida com muito carinho e atenção que ela merece. Produção de primeira!”, declara.

Responsável por produzir ‘Deusa do Amor’ e todas as outras canções do álbum que está por vir, o produtor e diretor artístico Wagner Fulco acredita que a escolha dessa canção para foi muito difícil, por ser um profundo admirador de toda a obra do pai de Zabelê. “Eu acho que esta faixa não podia faltar, porque era uma das músicas mais fortes do Pepeu. Eu já fiz turnê com o ele tocando guitarra e produzi um dos discos dele, por isso fico feliz de fazer parte desse processo criativo. Foi muito interessante imaginar como seria essa obra se tivesse sido lançada nos tempos atuais.”, afirma.

Previsto para ser lançado ainda este ano, o novo álbum de Zabelê sucede o disco homônimo “Zabelê” (2015). “Eu falo com muito amor e gratidão a minha história musical, tudo que pude e tive privilégio de receber dos meus pais, fico realmente muito feliz em poder estar sendo essa pessoa, e espero cumprir com excelência e levar ao público todas essas canções que são marcantes na minha vida. E quero que quem não conheça, agora possa conhecer”, conclui.

Zabelê – Foto: Fernando Young

Antes da estreia desse próximo álbum, no dia 26 de novembro, sexta-feira, Zabelê apresenta o show “Auê” Session’s, às 20h, no Teatro Riachuelo, com um repertório repleto de canções em homenagem aos pais Pepeu Gomes e Baby do Brasil, Novos Baianos, hits da música pop brasileira, além dos sucessos do saudoso grupo SNZ – no qual iniciou sua trajetória – e ainda músicas dos seus projetos solo.

“Esse show vai ser bastante intimista e será como um aquecimento para a turnê que virá em 2022. Estou muito feliz que contarei com a participação do meu pai e mais outro convidado surpresa. Vai ser demais!”, revela.

Deusa do Amor
Autor: Pepeu Gomes
Vocal: Zabelê
Gaita: Evandro Mesquita
Guitarra, Percussão, Bateria, Teclado, Baixo: Wagner Fulco
Backing Vocal: Zabelê
Preparação e direção vocal: Luciana Oliveira
Arranjo: Wagner Fulco
Arranjo vocal: Zabelê

Letra
Pepeu Gomes/Baby do Brasil
E foi assim
Uma luz brilhou no céu de noite
E eu fiquei louco a olhar
E foi assim
Pintaram tantas coisas pra mim
Que nem dá pra acreditar
E foi assim
Uma luz brilhou no céu de noite
E eu fiquei louco a olhar
E foi assim
Pintaram tantas coisas pra mim
Que nem dá pra acreditar
Era como um sonho bom
Um lindo toque
A me despertar
Que eu devia caminhar
Livre, ser feliz e amar
Mas era como um sonho bom
Um lindo toque
A me despertar
Que eu devia caminhar
Livre, ser feliz e amar
E foi assim
Uma Deusa feita de amor
Brilhou, sorriu para mim
E me beijou
Deixando um cheiro de jasmin
Para sempre, dentro de mim
Era como um sonho bom
Um lindo toque
A me despertar
Que eu devia caminhar
Livre, ser feliz e amar
Mas era era como um sonho bom
Um lindo toque
A me despertar
Que eu devia caminhar
Livre, ser feliz e amar
Era como um sonho bom
Um lindo toque
A me despertar
Que eu devia caminhar

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maribarcelos
Jornalista por paixão. Música, Novelas, Cinema e Entrevistas. Designer de Moda que não liga para tendência. Apaixonada por música e cinema. Colunista, critica de cinema e da vida dos outros também. Tudo em dobro por favor, inclusive café, pizza e cerveja.

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