AFTER LIFE: As diferentes fases do luto presentes na Dramédia Inglesa

 

O humor britânico sempre me chamou atenção, seja pela sua sagacidade, seja pela sua acidez. O comediante Ricky Gervais, conhecido por The Office e pelas suas apresentações do Globo de Ouro, algumas vezes envolta de um humor bastante pesado, é o responsável e protagonista de After Life, com duas temporadas disponíveis na Netflix.

Partindo de uma premissa bastante simples, que se assemelha a de outra dramédia, O Método Kominsky, também disponível na Netflix, aborda o luto de um homem de meia idade como ponto de partida  e campo ideal para boas piadas rápidas lições sobre como enfrentar a vida agora “solitária”. Além da premissa parecer simples, o roteiro é bastante enxuto também, e as duas temporadas contam com 6 episódios cada com duração de aproximadamente 30 minutos cada.

Cena de “After Life”. Foto: Divulgação

 

Mas não se enganem! A suposta simplicidade não atrapalha em nada a veia cômica da série, que atacam o próprio luto, a cuidadora do seu pai idoso, colegas de trabalho, e, principalmente, com os casos jornalísticos que cobre para o jornal local em que trabalha. São histórias hilárias e que demonstram ainda mais a mediocridade que seu personagem está mergulhado, e como, desta forma, ele apostava todas as fichas de sua vida no feliz relacionamento que teve.

A primeira temporada termina de maneira bastante artificial, com uma melhora repentina que, sinceramente, não sugeriria uma segunda temporada. Claro que aqui o sucesso é sempre determinante para definirmos se teremos ou não continuação de algo, mas, ele tinha o argumento de fato bem guardado na manga.

Cena de “After Life”. Foto: Divulgação

Se a primeira temporada é a da tentativa de aceitação do luto, a segunda temporada é a do entendimento de sua nova condição de vida e da busca de ajuda ao próximo. A segunda fase do luto, faz rima, inclusive com a vida de Anne (Penelope Wilton), com quem Tony troca confidências e bons papos ao pé de uma cova, que teve como propósito, mostrar o caminho para que ele não se perdesse.

As mudanças não acontecem somente no roteiro, mas, em toda direção de arte e atuações do elenco: se antes Tony encarava tudo de forma melancólica e entendia que tudo ao seu redor funcionava bem, agora ele começa a entender que todos tem seus problemas e, na medida do possível, tenta ajudar aqueles que o cercam. Não é a mudança de um homem ácido para um homem amoroso, até porque ele continua ácido, mas, passa a buscar um novo propósito para sua vida.

É uma série curta e fácil de maratonar, além disso, trata da forma mais leve que encontrou, um drama que será inevitável a todos nós.

Nota: 8,5

E para quem não conhece, confira abaixo o trailer:

 

 

 

 

Até a próxima! 😉

JOÃO FRANÇA FILHO (@CINESTIMADO)

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JOÃO FRANÇA FILHO
Sou natural de São Paulo e minha paixão pelo cinema começou quando tinha 15 anos. Meu irmão tinha uma das hoje extintas videolocadoras, a qual tive o prazer de trabalhar, e entre a abertura e o fechamento dela aos domingos (dia em que ficava por lá), colocava vários títulos para rodarem pela televisão, o que foi aguçando minha paixão pela sétima arte. A necessidade de escrever, no entanto, começou depois. Não lembro ao certo quando, mas, o fato de assistir um bom filme no cinema e muitas vezes não ter com quem compartilhar, me deixava literalmente engasgado. Foi assim que comecei a escrever críticas em meu facebook pessoal e, em uma experiência profissional no Rio de Janeiro, uma amiga me alertou que queria divulgar mais minhas críticas para seus amigos, e que talvez seria legal eu pensar num perfil que não pessoal. Foi ai que nasceu o @cinestimado. Administrador de formação e pós graduado em finanças corporativas, apaixonado pela minha profissão, tenho em meus textos comentários técnicos do que aprendo por curiosidade lendo sobre cinema e principalmente pela paixão que tenho pela sétima arte. instagram.com/cinestimado e e-mail para contato: jb.francafo@gmail.com.

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