Psicologia do Envelhecimento

Vamos conversar um pouco sobre envelhecimento?

Você é jovem? Quão jovem você é? Que idade você tem?

Ser jovem é ser jovial? O que é ser jovem?

Você não é tão jovem? Tem quantos anos? Mais de 30 anos?

Até 50 anos? Quase na meia idade?

Nem pensa em velhice?

Agora, a próxima pergunta demanda pausa e reflexão…

Se você tem mais de 50 anos de idade, já se imaginou velho?

Pense mais um pouco. Você velho.

Pensou? Fez um auto retrato de você idoso?

Pois é, começamos a nos imaginar velhos quando aparecem vestígios… cabelos brancos, rugas, não lemos mais sem óculos, engordamos com facilidade, ficamos mais cansados, mais lentos para tantas coisas, o rosto muda, joelho dói, entre outras ocorrências, todas elas decorrentes do avanço da idade.

E cada pessoa reage aos sinais da velhice de forma diferente, somos todos muito diferentes, as mulheres podem pintar os cabelos, homens e mulheres podem fazer mais exercícios para manter a forma, encomendamos os óculos para leitura aos 40 anos aproximadamente, há cirurgia plásticas e botox para o rosto. Reparou que cuidados com o corpo, a beleza e a sua vaidade foram solicitados?

Mas e o psicológico?
Como lidamos psicologicamente com os sinais do envelhecimento?

Envelhecer sigifica ter menos tempo de vida, e ninguém quer saber que viverá menos, isso não é agradável. Nada que nos lembre ‘fim de linha’ pode ser agradável. Na velhice o horizonte é mais curto. Por isso há muitos casos de depressão em idosos, dependendo da forma como você enfrentou sua vida irá também, enfrentar sua velhice. Seus traços de personalidade permanecem.

Em muitos casos vemos idosos que não saem de suas casas, surge enorme tristeza, sensação de fracasso e impotência. O lar passa a ser um refúgio, aconchego, proteção. É preciso orientar familiares e cuidadores sobre o processo de envelhecimento para adequado manejo destas situações.

Mas velhice é um momento onde só há perdas? Não, há ganhos na velhice mas sim há muitas perdas, que podem ser minimizadas se houver planejamento, estratégias de enfrentamento, apoio familiar, rede de cuidados, tratamento para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos idosos que amamos.

Diante das vulnerabilidades que a velhice traz, o apoio familiar é fundamental no processo. Um idoso cercado de filhos, filhas e netos, com carinho e amor, terá mais facilidade para lidar com o envelhecimento.

REGINA MURRAY

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Regina Murray
Regina Murray Loureiro é psicóloga clínica, hospitalar e psicogeriatra pela UFRJ IPUB . Fundadora da "Vitória-Régia Serviços de Psicologia" e colaboradora do Canal Psicologia no ArteCult.com.

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