Jogador Número 1 – Eu entendi a referência

 

Cara… nesse filme, até o Capitão América entenderia a referência, de tantas que existem. Sério, são muitas! A todo momento do filme, alguém vibrava por conta de algo que viveu/vive, gostou/gosta na área de jogos e filmes nerds/geek. 

 

 

Jogador número 1 é um dos melhores blockbusters e mais relevantes, creio eu, dentro da carreira de Steven Spielberg. O longa é baseado no livro Jogador Nº1, escrito por Ernest Cline (que só para situar vocês, assinou o roteiro, ao lado de Zak Penn, pela história de The Avengers: Os Vingadores). O livro é um mundo de easter eggs, cheio de cultura pop e nerd. Ambos se passam em 2044, quando o mundo real não é mais o mesmo, por conta das guerras e da pobreza.

Umas das coisas que me chamou a atenção (uma das poucas que consegui anotar porque fiquei meio extasiada com o filme e quase não anotei nada), foi a mistura de tecnologia e pobreza extrema fora da realidade virtual, do universo sujo real, mas com alta tecnologia.

A válvula de escape de todos é o OASIS, um jogo inventado pelo nerd James Halliday, que, quando morre em 2040, deixa um desafio: aquele que encontrar “O” easter egg (e aí ele fala no sentido real da palavra), após o cumprimento de três provas, ganha o controle total do sistema de seu jogo, além de um pequena quantia de meio trilhão de dólares.

OASIS é um universo em que você pode ser quem quiser, ter a aparência que quiser, viver em locais diferentes, ter funções diferentes, fugir da realidade em que vive, porém precisa batalhar por moedas para comprar seus itens, como em qualquer jogo, e até para ganhar alguns artefatos, que são um “bônus”, itens de luxo.

O legal é que o filme é bem explicado, por mais que você fique vidrado na beleza de todo o universo.  Fiquei buscando os easter eggs do filme, principalmente dos anos 80.  Tanto os gamers (público que acredito ser o alvo do filme) quanto os não gamers irão entendê-lo, mesmo sem pegar todas as referências que existem.

Assisti ao filme na sala IMax da rede UCI de cinemas e recomendo a todos que assistam nessa sala ou em similares, como a XPlus. A imersão no filme é total, e olha que não sou a maior fã de 3D, mas, em alguns momentos, você sente que está jogando. Uma boa dica também seria assistir nas salas 4DX espalhadas pelo Brasil.

É claro que não irei contar o final do filme mas, aos bons amantes de cinema, adianto que não há nenhum final surpreendente. O filme possuiu uma estrutura que mistura narrativa e muita ação. Um filme muito empolgante, leve,  imaginativo e ainda consegue desenvolver bem um romance bem legal. Sem falar na trilha sonora cheia de clássicos dos anos 80, maravilhosos, que nos dão vontade de cantar e se balançar no meio do cinema.

Senti falta de algumas atuações mais fortes, como a de Mark Rylance, no papel de James Halliday, que fez um nerd naturalmente cômico e profundo, e, claro, de Simon Pegg, por quem sou apaixonada, que faz o sócio e melhor amigo de Halliday (que gostaria que tivesse aparecido mais). O filme apresenta um grupo de atores novos, que estão surgindo. Nas cenas do mundo real, senti a falta de uma química entre eles, mas isto não chegou a ser um problema já que existe uma boa mistura de realidade com o universo OASIS.

A reflexão que me ficou foi esta: a busca, mesmo que não ocorrendo no mundo real, gera grandes mudanças, boas ou não, no mundo real. Uma outra coisa que reparei foi a crítica a um mundo que foge da sua realidade, assim como o que acontece muito hoje em dia, e a estrutura do mundo virtual , que como eu disse, é tecnicamente bem parecida com a do mundo real.

Espero que todos que assistirem ao filme, além de se divertirem muito, consigam ter um pouquinho dessa visão mais social.

Afinal “só o mundo real é real”.

Veja o Trailer:

 

 

 

O filme estreia nesta quinta-feira, dia 29 de março, então corre para garantir seu ingresso(se possível em Imax e similares) e fica a dica para o final de semana.

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MARIANE BARCELOS

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Jornalista por paixão. Música, Novelas, Cinema e Entrevistas. Designer de Moda que não liga para tendência. Apaixonada por música e cinema. Colunista, critica de cinema e da vida dos outros também. Tudo em dobro por favor, inclusive café, pizza e cerveja.

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