Ironia feminina na arte de Helen Chadwick

Exibição solo da Galeria Richard Saltoun na Frieze Art Fair 2018

A artista britânica Helen Chadwick foi uma das pioneiras na arte feminista e integrou o “Social Work” na Frieze Art Fair 2018, uma especial seleção de trabalhos de artistas mulheres sobre as questões femininas na década de 80 e 90.

Chadwick desafia as convenções de beleza, gênero e sexualidade e segue chocando e ressignificando as questões da mulher na sociedade. Foi uma das primeiras artistas a ser indicada para o Turner Prize e morreu fatalmente no momento mais produtivo de sua carreira, aos 42 anos.

In the kitchen, 1977

 

De acordo com Niamh Coghlan diretora da galeria Richard Saltoun existe  uma ironia inteligente e suave em seu trabalho “ela está fazendo uma expressão cômica sobre a situação. Na década de 60 as propagandas na América apresentavam as mulheres ao lado dos eletrodomésticos, ela não, ela aqui assume o papel do utensílio.

 

The Labours II 1986

 

Não é só crítica, só atacar o estereótipo feminino, não é um ataque agressivo e sério, ela queria uma brincadeira humorística sobre a situação. Por isso no trabalho dela é possível entender a mensagem política, mesmo sendo feito de forma humorística. O trabalho dela é um ataque das estruturas rígidas de opressão da mulher. Ela faz isso de maneira diferente, ninguém fazia isso naquele momento” diz Niamh.

 

 

Self-portrait, 1991

 

 

ANA MARIA CARVALHO

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ANA MARIA CARVALHO
Ana Maria Carvalho é jornalista, fotógrafa, especializada em comunicação e psicanalista. Sócia da Empresa CRIO.ART, especializada em Arte Contemporânea. Escreve sobre artistas, galerias, feiras e exposições.

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