A Dança na história da humanidade

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Edgar Degas – Dance Class (1871) / Wikimedia Commons/Domínio Público

Sem pretensão nenhuma de dissertar sobre a História da Dança – isso é papel de historiadores -, a ideia desse post é aproximar os temas relacionados à origem da dança com a humanidade. E refletir sobre como ela se insere no espaço social desde o surgimento da humanidade como produtora de cultura e comunicação até os dias atuais.

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Mais do que qualquer outra arte, a dança tem sido associada com cada fase humana. Ela  é uma das expressões artísticas mais antigas. Na pré-História, dançavam pela sobrevivência. A dança foi a expressão do homem através da linguagem gestual. Com a evolução humana, a dança obteve características sagradas, místicas e ritualísticas. Na Grécia, esteve associada às lutas e também combinada à conquista da perfeição do corpo. Na Idade Média, praticada pelos camponeses, ela se tornou menos divina e, como consequência, mais profana, por utilizar o corpo como canal de expressão. Com o Renascimento, ela ressurge adquirindo um aspecto social, com passos mais elaborados, repertório, sendo conhecida como balé.

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Pintura Rupestre / Wikimedia Commons/Domínio Público

 

Com o Romantismo, o balé incorpora um caráter mais harmônico entre o “ homem e o mundo”, com personagens de fadas, contos e narrativas com início, meio e fim.  Até novos conceitos surgirem, na segunda metade do século XIX,  com a dança moderna e, depois, contemporânea, abrindo novos olhares, revolucionando o meio da dança e trazendo novas reflexões da relação do homem, seu meio e sua comunicação.

Curt Sachs (Berlim, 1881 – New York, 1959), musicólogo alemão que contribuiu muito para os estudos antropológicos da dança, no livro “História Mundial da Dança”, também associa o surgimento histórico da dança com temas como fertilidade, guerra, o casamento e saúde… Um exemplo: o índio se divorcia de sua esposa, dança e, quando está doente, dança para dissipar a doença. O livro inclui análises de muitas formas de expressão dessa arte – danças das mãos, solo, grupo e danças de casal – e uma discussão de ritmo e melodia em relação à dança. O autor também entende a essência natural da dança como arte, e também como uma prática ritualística e de expressões de sentimentos de alegria e celebração.

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Indígenas dançam nos Jogos Indígenas 2014 / Wikimedia Commons/Domínio Público

A dança, por sua compreensão histórica, é uma das artes mais completas e antigas do mundo. Ela tem história e essa história acompanha a evolução das artes visuais, da música e do teatro. Por meio de estudos bibliográficos, podemos dizer que a dança está acompanhando a evolução social e vem servindo como meio para o homem se expressar desde sempre.

 

 

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Marcelle Banks
Sou Marcelle Pereira Soares Banks, a.k.a Celle Banks. Sou profissional com 10 anos de experiência na área de comunicação, com passagem pelo setor acadêmico privado e público, me formei em Comunicação Social na Universidade Federal Fluminense (UFF) e fiz o curso de Dança Contemporânea na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Há 12 anos, atuo profissionalmente como Bailarina, Designer, Coreógrafa e Publicitária. Amante das Artes Culturais e Sociais, sou empreendedora e promotora da diversidade cultural. Tenho um enorme desejo de me comunicar com as pessoas e escolhi fazer isso através da dança. Gosto de compartilhar com os outros a minha paixão pela dança. Meu maior interesse é estudar a diversidade de danças através do olhar contemporâneo, das danças tradicionais às urbanas. Já me apresentei em universidades, festivais e teatros do Brasil. Nos Estados Unidos, desenvolvo atualmente um trabalho sobre a investigação de danças tradicionais brasileiras. Essas obras têm aparecido em Festivais Internacionais. Em 2015, me mudei para a Argentina e aprimorei meus estudos a partir de fontes de universidades locais, como Universidad Nacional de las Artes. Divido-me entre Buenos Aires, Des Moines, Rio de Janeiro e Florianópolis, sempre embalada na minha paixão pela família e pela dança