Conhece-te a ti mesmo e saberás que nada acontece por acaso

“Conhece-te a ti mesmo” é um aforismo grego que está inscrito na entrada do templo de Delfos, construído em homenagem a Apolo, o deus grego do Sol, da beleza e da harmonia.

A frase completa é:

“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo”

Ela nos lembra da importância do autoconhecimento, independente das religiões.

Algumas teorias atribuem a frase ao sábio grego Tales de Mileto, outras a Sócrates, filósofo grego que esteve presente no Templo de Apolo em Delfos e que à pergunta “Conhece-te a ti mesmo?” teria respondido: “Só sei que nada sei!”.

Deuses, estórias e mitos à parte, o que importa é que Sócrates foi um grande defensor do autoconhecimento e, de fato, é fundamental conhecermos a nós próprios para, em seguida, conhecermos os outros e o mundo à nossa volta.

Vale ressaltar que autoconhecimento não acontece em um estalar de dedos, mas é um processo sem fim, que se inicia todos os dias e tem como objetivo conhecer os nossos sentimentos, pensamentos, padrões, mecanismos de autodefesa ou de sabotagem e daí seguirmos em frente e enfrente, enfrentarmos os nossos medos, limites auto impostos e nos superarmos dia a dia.

Sim, somos o nosso maior inimigo, sem dúvida.

Autoconhecimento pode significar saber desarmar as armadilhas que preparamos para nós mesmos, dia a dia, para sermos bem sucedidos, para nos sentirmos merecedores, para entendermos porque algumas situações sempre se repetem e game over, seguir para a próxima fase do game da vida.

Daí que vem associada ao autoconhecimento a percepção de que, de fato, nada acontece por acaso, a tal situação que se repete (e danada, porque desestrutura você, traz raiva, medo, sensação de impotência, fracasso talvez, mas por que será que se repete, o que tem para você aprender ali?); a mensagem que você recebeu no Whatsapp mas… putz, não era para você, foi no grupo errado; a palavra ou conversa com um amigo; um trecho de um livro que foi parar na sua mão; a ligação ou lembrança de alguém que você não vê há algum tempo e remete você a uma memória que marcou…

Enfim, você não precisa ter uma religião, ser um iogue, seguidor de um guru para entender ou se interessar pelo que passa dentro de você. Claro que a yoga, a meditação, o silêncio, o esperar antes de apenas reagir a uma provocação, são ferramentas ou métodos que apoiam no processo de autoconhecimento e na compreensão de que nada acontece por acaso, aquela ação, pensamento ou sentimento, naquele momento, traz percepções do que você traz na bagagem, de quem você é, viveu, processou e guardou até aqui.

No entanto, parar, desconectar-se da TV, da internet, das redes sociais, do rádio, do seu entorno e conectar-se com você é a questão aqui.

É entender que a verdade não é a verdade de fato porque tudo que acontece traz uma leitura diferente para cada um dos envolvidos exatamente porque enxergamos o que aconteceu com o que somos, o que vivemos, as nossas experiências, medos, felicidades, o que nos deixou traumas ou nos trouxe grandes alegrias.

Então, vale dizer que essa vontade, necessidade, prática até no sentido de fazer parte da sua rotina, pode vir, sim, em um estalar de dedos, de um momento para o outro e pode deixar você confortável por entender que você está desperto e não é mais um autômato, que acorda, levanta, toma café, vai para o trabalho, fica irritado com o trânsito, briga com o amigo, fica irritado com a namorada, pensa em como vai pagar as contas, paga algumas contas, pega o carro, volta para casa, come, deita e dorme de novo…

Talvez seja ao contrário, muito desconfortável, talvez seja até mesmo assustador, o fato de sentir-se insatisfeito com tudo e leve você a perguntar-se o que estou fazendo da minha vida, o que é importante para mim, mas porque mesmo estou engolindo tudo isso?

O fato é que autoconhecimento é importante, não dá para delegar autoconhecimento para um amigo, terapeuta, psicólogo, psiquiatra, medicamento (qualquer que seja a cor da tarja), guru, pastor, bispo, padre, rabino, pai, mãe, marido ou esposa. Dessa você mesmo tem que se salvar e tudo depende só de você.

Já entendeu que você não está lendo isso por acaso?

Se sim, bacana, é um bom começo para tomar a sua vida e emoções pelas rédeas e entender o que você quer ou não quer mais. Não se deixa “adormecer” novamente e não se responsabilizar pelo acontece ou pelo jeito que reage ao que acontece.

Se não, desculpa, deixa o aviso de “Não perturbe” enquanto puder mas não se esqueça de que nada acontece por acaso.

FATIMA PERIARD

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Fatima Periard
Publicitária, com Especialização em MBA em Gestão de Negócios na LATEC/UFF e Análise de Inteligência de Negócio pelo IGTI. Atuou em veículo de comunicação, agências de Publicidade, de Marketing Digital e de Relacionamento, e participou de projetos de Qualidade de Dados, Cadastro Único, DBM, CRM e BI na Petrobras, Accenture, na Novartis, SEBRAE, Caixa Seguradora e Oracle. Além de muitas ações de Inbound, Member Get Member, Cross Sell, Up Sell, Retenção e Recuperação, atua como docente de "Gestão de CRM e Marketing de Relacionamento" e "Data Insights e Business Intelligence para Marketing" na Brasília Marketing School, tendo lecionado no MBA de Marketing da UCB e em cursos de extensão – EAD e presenciais, na FACHA do Rio de Janeiro.

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