Uma crônica aos seus aniversários, Sofia e Arthur

 

 

UMA CRÔNICA AOS SEUS ANIVERSÁRIOS, SOFIA E ARTHUR

 

Puxando da memória, eu não lembro se já escrevi algo aqui para vocês. Tenho um caderno onde anotei as ordens de cada uma das crônicas. Desde que instaurei essa tradição titular de escrever algo aos aniversários das pessoas que de alguma forma inundam meu coração, havia esse processo peculiar de preencher ainda mais esse espaço com algo destinado aos meus dois primeiros filhos.

Eu já tinha escrito ao Théo, ao meu irmão, à minha mãe, a não sei quantos outros mais para quem eu escrevera uma crônica como homenagem ao aniversário. Percebi que, nesse processo peculiar que me move à escrita constante agora, como presente ao presente, preenchimento de dúvidas ao passado e sentimentalismo de futuro distópico, eu escrevo para deixar algum recado.

Não cheguei a escrever ainda sobre coincidências. Coleciono algumas bem legais, mas nada se compara ao que há no aniversário de vocês três, em especial, com vocês, Arthur e Sofia.

Para os que não sabem, Sofia e Arthur têm uma literal diferença de dez anos de idade. Sofia nasceu em 31.05.2007, enquanto Arthur nasceu em 30.05.2017. A diferença apenas da posição do número 1 confere a eles uma singularidade inquestionável. Filhos são singulares. Os meus carregam essa singularidade em cada um. Digo que o meu terceiro veio para me coroar como pai, fechando um ciclo que outrora eu nem sabia que estava aberto. Théo é de 01.02.23 (na sequência coroa a existência de cada um de meus filhos, sendo únicos, quando viraram dois, e de dois, agora são três). O trio fecha 30,31,01. E todos eles filhos únicos de suas mães.

Porém, é Maio, mês de coroar a felicidade de ser pai. Primeiro, dela, minha Sofia, depois de Arthur, meu Minimi, que nasceu de cenho fechado, sem muito chorar, primeiro apelidado de Pututuca, agora, é um doce de um menino falastrão. Chegam agora a 19 e 9 anos. Essa data, em especial, faz menção ao meu aniversário. Tudo conspira no feliz, no eternamente feliz.

A partir de agora, o que escrever? Sei que lerão o que escrevo. Dessa vez, terei algum retorno.

Por isso, tenho liberdade.

 

Espero
Unilateralmente

Arthur
Majoritariamente
Onipotente

Meu amor menino
Universal
Índigo
Telúrico
Onda nervosa e atroz, onda nervosa

Validada
Onde
Categoricamente se dá
Êxito
Sofia, que amo também demais!

 

MÁRCIO CALIXTO
Professor e Escritor

Márcio Calixto | Foto: Divulgação


Coluna de Márcio Calixto

 

 

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Author

Professor e escritor. Lançou em 2013 seu primeiro romance, A Árvore que Chora Milagres, pela editora Multifoco. Participou do grupo literário Bagatelas, responsável por uma revolução na internet na primeira década do século XXI, e das oficinas literárias de Antônio Torres na UERJ, com quem aprendeu a arte de “rabiscar papel”. Criou junto com amigos da faculdade o Trema Literatura. Tem como prática cotidiana escrever uma página e ler dez. Pai de 3 filhos, convicto carioca suburbano bibliófilo residente em Jacarepaguá. Um subúrbio de samba, blues e Heavy Metal. Foi primeiro do desenho e agora é das palavras, com as quais gosta de pintar histórias.

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