Yara: uma história simples e incompleta

O longa-metragem é o quinto do cineasta e roteirista Abbas Fahdel, responsável por produzir, roteirizar e dirigir o filme.
Yara tem uma trama que retrata a realidade e a simplicidade, porém seu roteiro não é suficiente, tornando a obra… incompleta.

O enredo conta a história da garota Yara, que mora com sua avô Mary em uma fazenda no topo de um morro. Elas vivem no Líbano, em Vale de Qadisha, um lugar distante e remoto. As duas são pessoas introvertidas, já que convivem com si mesmas, alguns moradores que as ajudam e os animais da fazenda.

O roteiro é algo simplório, trazendo em destaque assuntos como: solidão, amor e sofrimento. Abordando também a religião das pessoas do local, que são apresentados nos diálogos entre os personagens, que falam como se a Virgem Maria fosse amiga deles e a reza, uma conversa.

A protagonista é uma garota muito tímida, o comum da menina do interior que não conhece nada além do seu próprio mundo. Então, quando Elias aparece em sua vida – um estrangeiro que não possui uma história muito explicada – e começa a mostrar interesse pela menina, ela facilmente e rapidamente se apaixona por ele.

O romance contado na história entra no ciclo do clichê, um amor de verão. Porém, ainda é algo belo e inocente, fazendo com que o espectador acabe achando leve e sincero, entretanto passageiro.

E o ponto chave do filme é mostrar o cotidiano das pessoas da vila, retratando bem os costumes e os afazeres diários. Além da realidade dos protagonistas, principalmente de Mary, personagem com que mais nos identificamos, a partir dos seus atos e jeitos de seguir com a vida ou até mesmo em seus curtos diálogos referente à velhice. Os demais personagens da trama não são tão desenvolvidos, fazendo com que suas histórias pareçam irreais ou inacabadas.

Tecnicamente, a fotografia do filme é impecável. O uso da paleta de cores, como verde, amarelo e azul, foram muito bem utilizadas. As paisagens do Líbano fazem com que o longa tenha um ar mais contemplativo.

Os efeitos sonoros do longa metragem é mais um ponto positivo, pois em cada detalhe você consegue escutar, até porque o ambiente onde ocorre a história é ao ar livre, ou seja, diversos sons precisam ser captados. E a junção da sonoridade com as imagens criou uma atmosfera em que o espectador consegue se sentir no local.

Yara é um filme lindo esteticamente, mas acaba deixando a desejar em questão de roteiro, além de ter um final inconclusivo, dando a impressão de que algo a mais aconteceria, porém não acontece. Mesmo falando sobre assuntos fortes, como a solidão, por exemplo, a trama não é bem trabalhada. Um longa-metragem que tinha tudo para funcionar, porém não é completo.

 

CONFIRA O TRAILER :

 

 

 

Muitos filmes e abraços 😉

Até a próxima!

LARISSA VALE – CABINE SETE

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