SE EU FECHAR OS OLHOS AGORA: Um thriller psicológico em que ninguém é o que aparenta ser

Traduzir em imagens personagens dúbios, que inicialmente não se revelam, onde é preciso mergulhar profundamente na narrativa para entender os enigmas. Estes foram alguns dos códigos que o diretor artístico Carlos Manga Jr. optou por usar para a realização da minissérie ‘Se eu fechar os olhos agora‘, de Ricardo Linhares, que tem estreia prevista para abril na Globo e no Globoplay.

Segundo o diretor, a minissérie tem a intenção de causar uma “estranheza” do primeiro ao último episódio. O cinema noir é a fonte de inspiração para a paleta de cores e a fotografia. “Optamos por conduzir a narrativa de uma maneira em que as coisas não são mostradas, são sugeridas. Assim, não entregamos tudo de uma vez ao público. Essa estratégia de dar pouca coisa para quem vê causa o que a gente chama de efeito côncavo, em que é preciso prestar atenção para entender. A história tem que atrair”, pontua Carlos Manga Jr., que trabalhou na Globo entre 1991 e 1994 e volta agora como diretor artístico em ‘Se eu fechar os olhos agora’.

Isabel (Débora Falabella). foto: Globo/ Maurício Fidalgo.

Para criar esse clima de mistério e suspense, Manguinha escolheu a pequena Catas Altas, cidade no interior de Minas Gerais, para servir como cenário para a fictícia São Miguel. “Precisávamos de uma cidade cercada de montanhas, que causasse a sensação de ser isolada. E Catas Altas parece uma cidade cenográfica de verdade, com uma igreja no centro da praça, mostrando os três mundos: político, civil e religioso. A igreja vê todas as casas e a vida em volta vê a igreja. As pessoas se vigiam e desconfiam dos segredos umas das outras”, descreve.

A escolha do elenco também seguiu o mesmo critério. “Dentre tantos bons atores que a gente tem, a escolha foi muito em função de quem poderia ter essa característica ou trazer isso à tona, essa dubiedade”, conta Carlos Manga Jr.

O ator Murilo Benício, que interpreta o poderoso prefeito Adriano, fala sobre o tom de mistério em torno dos personagens. “O que a história conta é o que se passa por trás das aparências. Todos os personagens da série têm um pouco disso. Sempre escondem algo do seu íntimo, pessoal, o que de certa forma é muito moderno”, opina.

Débora Falabella sendo dirigida por Carlos Manga Jr.. Foto: Globo/ Maurício Fidalgo.

A fotografia da minissérie reforça o clima de mistério. Carlos Manga Jr. conta que o trabalho de Edward Hopper o ajudou muito. “O Hopper tem uma pintura com três elementos: luz, sombra (as duas coisas muito definidas) e personagens solitários. Além de solitários, os personagens são muito enigmáticos. Como a pintura do Hopper não é bidimensional, não é um portrait, a pessoa não está posando. Acho que ele tem um olhar de fotógrafo, tridimensional”, pontua.

Com estreia prevista para abril na Globo e no Globoplay, ‘Se eu fechar os olhos agora’ é uma minissérie de Ricardo Linhares com direção artística de Carlos Manga Jr. A obra é inspirada no premiado livro homônimo de Edney Silvestre.

Edaurdo (Xande Valois), Ubiratan (Antônio Fagundes) e Paulo (João Gabriel D’Aleluia). Foto: Globo/ Maurício Fidalgo.

No elenco estão ainda nomes como Antonio Fagundes, Debora Falabella, Mariana Ximenes, Gabriel Braga Nunes, Milton Gonçalves, Jonas Bloch, Betty Faria, Antônio Grassi, Paulo Rocha, Enzo Romani, Eike Duarte, Lidi Lisboa, Vitor Thiré, Gabriel Falcão, Marcela Fetter, Leonardo Machado, Martha Nowill, entre outros.

 

Fonte: Rede Globo

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maribarcelos
Eu me chamo Mariane Barcelos, tenho 26 anos, sou designer e estudante de Audiovisual, construindo uma carreira na área. Já viajei para quase todos os cantos do mundo, inclusive já fui para fora do planeta, já dei um pulo em Marte, conheci uns anéis de Saturno e me aventurei em galáxias muito distantes, me transformei em bruxa, loba e vampira, também já fui super heroína e vilã. Não pensem que sou louca, sou apenas uma cinéfila que enxerga nos filmes uma maneira de se desconectar da realidade, ou quem sabe me conectar, com a minha realidade. Quando eu vejo um filme é para me conectar com aquele mundo, se não estou no clima, digo "nossa que dor de cabeça" e fica para um outro momento. Cinema é para ser sentido, para se apaixonar e se iludir. Encantar. Espero poder compartilhar com vocês, toda essa emoção que eu sinto ao assistir um filme e conseguir fazer com que vocês também embarquem nessa viagem sem destino. Agora através do ArteCult, também faça cobertura de eventos, como o Festival do Rio, RioMarket, Pré-Estreias e afins. Assim como nos filmes, espero poder trazer grandes novidades e coberturas completas em todas as mídias sociais, para que vocês, leitores, possam se sentir sempre imersos ao nosso universo.

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