Paraíso Perdido: filme marca volta da diretora de “Ó paí, ó” com uma trama envolvente e grande atuação do elenco

‘Paraíso Perdido’ marca a volta de Monique Gardenberg ao cinema com trama envolvente que tem a música popular romântica como fio condutor. Com Erasmo Carlos, Seu Jorge, Julio Andrade, Hermila Guedes, Marjorie Estiano, Jaloo, Malu Galli, Julia Konrad, Humberto Carrão, Lee Taylor e Felipe Abib, filme estreia no dia 31 de maio

Dez anos depois de “Ó paí, ó”, a diretora bahiana Monique Gardenberg volta às telas de cinema com “Paraíso Perdido”, um melodrama saboroso que estreia no próximo dia 31/5 e conta, ao som de clássicos da música popular romântica, a história de uma excêntrica família de cantores unida por um amor incondicional.
Nós do ArteCult fomos conferi-lo em primeira mão na cabine de imprensa. O filme se desenrola praticamente todo dentro do “Paraíso Perdido”, um tipo de inferninho/casa de show. Toda a família é regida por José, que além de praticamente tomar conta de todos da família, também gerencia o clube noturno onde seus familiares fazem apresentações todas as noite.
A história de inicia quando Imã, neto de José sofre um ato homofóbico, e quando o policial Odair se aproxima para ajudar, José então solicita que ele faça a segurança após seu horário de trabalho. A partir daí a história se desenvolve cada vez com mais laços e mais personagens, de maneira que não existe um só protagonista, mas a história de todos se cruzam em algum ponto do enredo.
O que realmente me incomodou foi a semelhança de diversas cenas com outro longa que ainda vai para as telonas, mas já foi exibido em alguns festivais: “Berenice Procura”. Muitos pontos da história foram caminhando para locais diferentes, porém as cenas de performance de Imã são extremamente parecidas. Inclusive existe uma canção igual nos dois filmes, e que na realidade é a terceira vez que eu vejo esta música em longas esse ano.
A cena em questão é esta:

Ela foi liberada pela Vitrine Filmes junto de outras cenas justamente para dar água na boca dos espectadores. Nota-se o talento de Jaloo na pele de seu personagem.
Inclusive nos dois filmes comentados acima, as histórias abordadas são muito semelhantes ao clipe original da música de Johnny Hooker, lançada em 2015.

A linha cronológica do filme não tem muitas alterações, porém saímos da sala de cinema com muitas dúvidas em relação aos fatos, a sua ordem, e como eles se encaixam durante a história. Além disso, ao meu ver, a história aborda a homossexualidade de uma maneira um tanto clichê, mas infelizmente é a nossa realidade, então acaba sendo compreendido.
O longa transborda o cenário brega brasileiro, desde o seu figurino com muitas estampas, brilhos até as suas plumas e cores. A estética ajuda na história de uma família completamente bagunçada e louca.
Preciso falar sobre Seu Jorge no filme: que boa atuação! Suas cenas são engraçadas, bem construídas, leves e passam uma naturalidade que todo ator precisa. Jaloo, que tem estreia nas telonas de maneira estonteante, também merece grandes elogios. O cantor paranaense, que acaba usando todo seu talento musical e sotaque em cenas de grandes performances emocionais no palco. Marjorie que já estreia no seu terceiro longa em 2018, faz parte do time de grande mulheres que compõem o longa.

O Elenco de Paraíso Perdido durante a cabine de imprensa. Foto: Luan Ribeiro.

Também temos toda a nostalgia de assistir Erasmos Carlos em uma telona. Todos os atores tiveram um Q especial nesse filme, não existiram atuações ruins ou vazias, a conexão entre eles transbordava a tela.
O termino possui um cena totalmente poética e na hora certa, trás a tona um final paradigmático e muito emocional e mesmo com a falha de entendimento digamos que da “árvore genealógica” , como citado acima, as histórias se encontram e caminham em uma só direção.

VEJA AGORA OS CONVITES DO ELENCO DO FILME PARA A GALERA DO ARTECULT!

Marjorie Estiano

Julio Andrade

Humberto Carrão

Hermila Guedes

Malu Galli

Jaloo

Review de :

MARIANE BARCELOS

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Imagens e vídeos de :

LUAN RIBEIRO

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maribarcelos
Eu me chamo Mariane Barcelos, tenho 26 anos, sou designer e estudante de Audiovisual, construindo uma carreira na área. Já viajei para quase todos os cantos do mundo, inclusive já fui para fora do planeta, já dei um pulo em Marte, conheci uns anéis de Saturno e me aventurei em galáxias muito distantes, me transformei em bruxa, loba e vampira, também já fui super heroína e vilã. Não pensem que sou louca, sou apenas uma cinéfila que enxerga nos filmes uma maneira de se desconectar da realidade, ou quem sabe me conectar, com a minha realidade. Quando eu vejo um filme é para me conectar com aquele mundo, se não estou no clima, digo "nossa que dor de cabeça" e fica para um outro momento. Cinema é para ser sentido, para se apaixonar e se iludir. Encantar. Espero poder compartilhar com vocês, toda essa emoção que eu sinto ao assistir um filme e conseguir fazer com que vocês também embarquem nessa viagem sem destino. Agora através do ArteCult, também faça cobertura de eventos, como o Festival do Rio, RioMarket, Pré-Estreias e afins. Assim como nos filmes, espero poder trazer grandes novidades e coberturas completas em todas as mídias sociais, para que vocês, leitores, possam se sentir sempre imersos ao nosso universo.

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