Essas mal traçadas linhas

Essas mal traçadas linhas

 

Fui convidado pelo ArteCult para ser colunista, aceitei de pronto, honrado e feliz.
A tarefa parecia simples: falar sobre aquilo que já faço todos os dias — ARTE.
Fui então ter com essa palavra, afinal agora tenho que escrever sobre , e descobri que ela é imensa, como bem definiu Austin Kleon:

“a vida é curta, a arte é longa”.

Na minha cabeça se formam quadros. Das minhas mãos, entre telas, pincéis, panos e carvão, nascem formas e cores, não palavras.
E agora me vejo aqui, diante de um teclado, com a missão de escrever, mas, missão dada, tem que ser missão cumprida.
Então acho justo começar pelo começo: quem é esse que vos escreve?

Me chamo Andre Bringuenti. Sou artista plástico autodidata. Há mais de vinte anos escolhi a arte como ofício e, na contramão do que muitos esperam, troquei a cidade grande pelo interior para viver dela — longe do competitivo e fechado circuito do mercado da arte.
Passei por muitas fases, muitas buscas. Até que encontrei minha própria linguagem, um estilo que batizei de Bringuentino, e foi a partir dele que portas começaram a se abrir. Portas que eu batia há anos e outras que eu jamais imaginei cruzar — como esta, de escrever para um importante site de arte.

Algumas das obras de André Bringuenti. Foto: Divulgação.

Nesse caminho, tive a alegria de participar de exposições nacionais e internacionais, como em Portugal e também no Salão de Arte Contemporânea do Museu do Louvre, em Paris.

Espero que esta coluna seja um encontro prazeroso. Primeiro para mim, que agora terei que aprender a traduzir imagens em palavras. E depois para você, que dedicará um pouco do seu tempo para ler esta coluna, que Benil Santos chamaria carinhosamente de “essas mal traçadas linhas”.

Nos vemos por aqui.
Andre Bringuenti
@andre.bringuenti

 

SOBRE ANDRÉ BRINGUENTI

André Bringuenti na sua exposição durante o LumiAR-TE 2026. Foto: Raphael Gomide / @artecult

Nascido em 70, no Rio de Janeiro, Andre Bringuenti mudou com a família para Nova Friburgo em 2001, e passou a viver da arte.
Em 2011, devido a uma forte chuva, perdeu a casa e o atelier. Voltou para o Rio, e foi um período importante, pois o colorido da cidade influenciou em seus trabalhos.
Em 2015 voltou para a cidade que escolheu viver com sua família, e se baseou em Lumiar.
Em sua caminhada artística passou por vários estilos, sempre bebendo de várias fontes: pop art, impressionismo, entre outras. Nessa busca pela desconstrução, acabou desenvolvendo um estilo próprio, que batizou de Bringuentino. O primeiro quadro que fez nesse estilo, foi uma homenagem ao seu filho Iago, que sofreu um acidente de skate em 2016, e veio a falecer.

Projeto “Caminho das Artes” realizado em Lumiar – Nova Friburgo (RJ)

O estilo Bringuentino tem um traço mais fluídico, solto, como se os personagens não tivessem uma estrutura óssea, sem a preocupação com proporções. Os olhos saltam da face, não tem boca, as mãos com cinco dedos, mas os pés com quatro, e geralmente os personagens estão descalços.
André já fez diversas exposições individuais e coletivas, inclusive no Salão Internacional do Carrossel Du Louvre, em Paris.

 

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Nascido em 70, no Rio de Janeiro, Andre Bringuenti mudou com a família para Nova Friburgo em 2001, e passou a viver da arte. Em 2011, devido a uma forte chuva, perdeu a casa e o atelier. Voltou para o Rio, e foi um período importante, pois o colorido da cidade influenciou em seus trabalhos. Em 2015 voltou para a cidade que escolheu viver com sua família, e se baseou em Lumiar. Em sua caminhada artística passou por vários estilos, sempre bebendo de várias fontes: pop art, impressionismo, entre outras. Nessa busca pela desconstrução, acabou desenvolvendo um estilo próprio, que batizou de Bringuentino. O primeiro quadro que fez nesse estilo, foi uma homenagem ao seu filho Iago, que sofreu um acidente de skate em 2016, e veio a falecer. O estilo Bringuentino tem um traço mais fluídico, solto, como se os personagens não tivessem uma estrutura óssea, sem a preocupação com proporções. Os olhos saltam da face, não tem boca, as mãos com cinco dedos, mas os pés com quatro, e geralmente os personagens estão descalços. André já fez diversas exposições individuais e coletivas, inclusive no Salão Internacional do Carrossel Du Louvre, em Paris.

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