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Iniciativa do Instituto Cury, Fundação Roberto Marinho e ESPM vai oferecer formação para 200 pessoas e impulsionar 10 negócios locais
A partir desta segunda-feira, 27, moradores e empreendedores da Zona Portuária do Rio de Janeiro têm uma nova oportunidade para desenvolver e fortalecer seus negócios criativos. A co.liga abre as inscrições para o edital VOA – sua vez é agora, que vai oferecer 200 vagas de formação. A iniciativa busca qualificar empreendimentos já em funcionamento e, também, impulsionar ideias que ainda estão no papel e é resultado da parceria entre a Fundação Roberto Marinho, o Instituto Cury e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
O Voa – sua vez é agora é um projeto de formação voltado ao desenvolvimento de iniciativas e ao aprimoramento de negócios com potencial de geração de renda e impacto territorial na região. Para participar, é preciso ter 18 anos ou mais, residir na Zona Portuária ou ter um negócio já em funcionamento nos bairros da Saúde, Santo Cristo, Gamboa, Caju ou Cidade Nova, incluindo o Morro da Providência, o Morro do Pinto e o Morro da Conceição.
Estruturado em quatro fases, o projeto está aberto à participação de iniciativas em diferentes níveis de evolução. Além da oferta de formação para 200 pessoas, dez iniciativas receberão apoio técnico e financeiro para implementação de seus negócios na região.
Para Luciana Kamimura, gerente executiva do Instituto Cury, o projeto Voa integra os caminhos que vêm sendo fomentados para contribuir com a mobilidade socioeconômica da região do Porto Maravilha. “O fortalecimento dos empreendedores locais democratiza o acesso à geração de trabalho e renda, além de promover a inclusão socioprodutiva em uma região com saberes e histórias tão relevantes, que deve receber aproximadamente 47 mil novos moradores nas unidades habitacionais com entregas previstas”.
A região portuária do Rio de Janeiro tem grande relevância histórica e cultural para a cidade. Marcado pela ancestralidade, pela coletividade e pelo empreendedorismo, o território se destaca também no cenário atual pela força dos negócios locais. Dados do Mapa Empreendedor Pequena África, publicado no ano passado, mostram que 69% dos empreendedores da região são pessoas negras e 71% são mulheres. Além disso, 70% dos negócios mapeados afirmam atuar com produtos e serviços voltados à população afro-brasileira e/ou à promoção da equidade racial.
Saiba mais sobre a formação
Com 200 vagas, a primeira etapa da formação foca no desenvolvimento de competências essenciais para a área criativa e cultural, como planejamento, comunicação, modelo de negócio e identificação de oportunidades. A proposta é que os participantes aprimorem suas habilidades para organizar e transformar ideias em iniciativas viáveis e estruturadas.
Para Bruna Camargos, coordenadora da co.liga, a conexão com o território é um dos principais diferenciais do projeto. “A iniciativa foi desenhada a pedido do Instituto Cury para fortalecer quem já vive e empreende na Região Portuária, oferecendo uma jornada formativa robusta que qualifica os participantes e, ao mesmo tempo, cria condições para a sustentabilidade de negócios e serviços de micro e pequeno porte que já existem na região. É uma ação que aposta no impacto coletivo, na permanência dos empreendedores no território e na consolidação das economias locais”.
Os participantes que concluírem a formação poderão avançar para as etapas seguintes, dedicadas à imersão e à aceleração dos negócios. Nessa fase, o edital selecionará 20 propostas que receberão mentorias e apoio técnico para aprimorar e estruturar suas ideias, tornando-as mais consistentes e preparadas para a implementação. Para apoiar essa trajetória, o projeto também oferecerá auxílio financeiro, permitindo que os participantes se dediquem ao desenvolvimento de suas iniciativas.
Ao final do processo, os participantes apresentam suas propostas a uma banca avaliadora, que selecionará dez empreendimentos para receber um capital semente de R$ 10 mil, destinada à implementação e ao fortalecimento dos negócios. Cada iniciativa escolhida será acompanhada por mais seis meses, com foco em sua consolidação e sustentabilidade.
Para Rodrigo Carvalho, professor e coordenador da Aceleradora Base ESPM, o empreendedorismo é uma ferramenta de transformação social e, nesse contexto, a inovação surge como caminho para o desenvolvimento de soluções voltadas a desafios locais. Segundo ele, quando os atores estão conectados ao território, o impacto das iniciativas tende a ser mais consistente e duradouro.
“Os participantes que chegarem a fase de aceleração, podem esperar uma profunda reflexão sobre os modelos de negócios que estão construindo. Será um percurso orientado por mentores e professores, considerando que cada negócio tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. O mais importante é que todos concluam com técnicas consolidadas e um plano de ação concreto, seja para entrar no mercado, ampliar a geração de receita ou estruturar melhor suas ideias. O projeto também se propõe a ser um espaço de experimentação para novos produtos e serviços, fortalecendo, na prática, o processo de inovação”, explica Rodrigo Carvalho.
Como fazer sua inscrição
Para se inscrever no edital VOA – sua vez é agora, é necessário realizar cadastro na co.liga, escola gratuita e digital de economia criativa, cultura e tecnologia: Link Após criar o perfil na plataforma, o candidato deve ler atentamente o edital, completar suas informações pessoais e verificar se atende aos pré-requisitos para participar. Em seguida, é preciso fazer também a inscrição específica no edital dentro do ambiente da co.liga.
Sobre a co.liga
A co.liga é uma escola digital e gratuita de economia criativa, cultura e tecnologia, criada para ampliar oportunidades de formação, trabalho e geração de renda, especialmente para as juventudes. Realizada pela Fundação Roberto Marinho em parceria com a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) e com a Motiva, como mantenedora, por meio de seu instituto, a iniciativa também tem o apoio do Instituto Localiza e a parceria institucional com o Ministério do Trabalho e Emprego. A escola oferece mais de 50 cursos certificados, distribuídos em oito segmentos da economia criativa e uma trilha transversal com temas como empreendedorismo, escrita de projetos e comunicação antirracista. A co.liga combina formação, experimentação profissional e uma ampla rede de parceiros para promover inclusão produtiva e mobilidade social. Saiba mais em: www.coliga.digital.
Sobre o Instituto Cury
O Instituto Cury é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada e mantida pela Cury Construtora, com personalidade jurídica e governança próprias. Atua nas Regiões Metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro com a missão de promover a mobilidade socioeconômica e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos territórios onde sua mantenedora está presente. Sua estratégia está estruturada em dois eixos prioritários: Educação Profissional para Inclusão Socioprodutiva e Esporte para Mobilidade Social, promovendo geração de oportunidades e fortalecimento de capacidades para crianças, jovens e adultos. O Instituto opera majoritariamente por meio de um modelo estruturado de grantmaking, realizando a seleção e o apoio técnico-financeiro a organizações da sociedade civil parceiras. Saiba mais em: www.institutocury.org.br








