Ana Lúcia Gosling se formou em Letras (Português-Literatura) em 1993, pela PUC/RJ. Fixou-se em outra carreira. A identidade literária, contudo, está cravada no coração e o olhar interpretativo, esgarçado pra sempre. Ama oficinas e experimenta aquelas em que o debate lhe acresça não só à escrita mas à alma. Some-se a isso sua necessidade de falar, sangrar e escorrer pelos textos que lê e escreve e isso nos traz aqui. Escreve ficção em seu blog pessoal (anagosling.com) desde março de 2010 e partilha impressões pessoais num blog na Obvious Magazine (http://obviousmag.org/puro_achismo) desde junho de 2015. Seu texto “Não estamos preparados para sermos pais dos nossos pais” já foi lido por mais de 415 mil pessoas e continua a ser compartilhado nas redes sociais. Aqui o foco é falar de Literatura mas sabe-se que os processos de escrita, as poesias e os contos não são coisa de livro mas na vida em si. Vamos falando de “tudo” que aguçar o olhar, então? Toda quarta-feira, no ArteCult, há crônica nova da autora, que integra o projeto AC VERSO & PROSA junto de Tanussi Cardoso (poemas) e César Manzolillo (contos).
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Há dias, li uma crônica ótima do Eduardo Affonso para o blog da Lu Lacerda, em que se listavam as evidências do ser chique (*). Do lado de cá, resisti a assumir-me como deselegante, mas não me encaixei bem…
Eu te peço perdão por ter seguido outra direção, deixando para trás alguns dos teus sonhos. Por ter coberto de realidade o teu romantismo, para proteger-me da ilusão. Eu te peço perdão pelo meu cinismo. Por, tantas vezes, ter deixado…
Não faz muito tempo, a novidade era o chatGPT, da OpenAir. Nos grupos de literatura, os testes comprovaram: autoescrevem-se textos em segundos, mas todos com débil valor literário. Uma cópia mal feita de estilos, se pedirmos o tom consagrado de…
Não me venha com essa conversa de encontro de almas. O que sinto não é sublimação. Meu amor se ressente da ausência do físico. Preciso sentir aqueles que amo. Beijar, abraçar. Digo a você: nem o amor espiritual se…
“Bridgerton”, uma das séries favoritas da Netflix, possui impecáveis os cenários, figurinos, direção de arte. Acompanho os episódios com atenção, embora tenha uma ou outra crítica a fazer. A série é leve, para divertir, usa a licença poética de…
Aos doze anos, trocou o primeiro beijo, como idealizara: com o menino mais bonito da sala de aula, na frente de toda a escola. As amigas, de risotinhas, vendo tudo de longe. A estreia perfeita. Colecionaria outros grandes momentos. Um…
Bolo Primeiro Encontro Ingredientes: Disponibilidade (desligue o celular!) Uma pitada de fé Atributos pessoais Cuidados pessoais (a gosto) Roupas confortáveis (Priorize o conforto. Um homem afrouxando a gola ou uma mulher puxando a saia, durante todo o jantar,…
Fui com amigos visitar o Palácio do Catete. Na minha primeira visita ao local, há anos, assistira a “O tiro que mudou a História”, peça de Aderbal Freire Filho, protagonizada por Cláudio Marzo. Entrei no Museu da República, à noite,…
Não é fácil desfazer-se de um imóvel de família. Para a corretora, o imóvel é uma mercadoria; para o comprador, uma peça sob análise de custo e benefício. Mas, para o vendedor que foi feliz ali, a referência é afetiva.…
A pandemia e as guerras a ela posteriores pareciam ter-nos jogado no estado máximo de situações-limites. Mas, agora, chocam os acontecimentos no Rio Grande do Sul. Tão perto de nós, narrativas de pessoas próximas, o mundo encolhido, cabendo nas…
Sentaram-se no alto da pedra de onde se avistava a entrada da favela. Josué deixou os amarrados de jujuba no chão, dividindo um saco de biscoitos com Cidinho. – Troquei com o Grilo. Dei dois amarrados meus por esse…
Assisti a “Bebê Rena”, na Netflix. A série é autobiográfica, tendo Richard Gadd, protagonista e criador da série, sido, de fato, vítima de uma stalker. Sua história pessoal de assédio é narrada, com algumas adaptações dramatúrgicas. Apesar da temática,…
Assim Paulo André Nascimento de Jesus Maria entrou no nosso radar: num grupo de amigos, um colega de profissão mandou o link para a vaquinha de um jovem cantor de ópera, com quem tinha em comum o vínculo com a…
“o amor que morre é uma ilusão e uma ilusão deve morrer” (Coração Vulgar, Paulinho da Viola) Os caroços de feijão separados das pedrinhas que se misturaram na embalagem, jogados na panela de pressão. O arroz lavado no escorredor,…
Se for possível viajar no tempo, não quero máquina para ir ao futuro. Estou esgotada de futuros. As inteligências artificiais criam décadas de um dia para o outro, o cinema projeta futuros improváveis desde minha infância. Estive sempre à espera…