Tempestade: Planeta em Fúria ( Geostorm)

A primeira experiência Dean Devlin como diretor de longa metragem, provavelmente não será o que fará ele ficar conhecido nesta categoria.

Tempestade (Geostorm) não é de fato ruim, porém tem um  problema básico. Seu roteiro tem uma premissa muito clichê: mais uma vez, a população  do mundo não teve cuidado, e o mesmo está acabando por culpa de catástrofes naturais.

No ano de 2019 foi projetado, com a união de 17 nações, uma rede de satélites para prever essa catástrofes e proteger toda a população, e por um “mau funcionamento” , esse rede acaba sendo comprometida,  ao invés de ajudar, acaba virando quase uma arma mortal contra o mundo.

O filme conta com um grande elenco: Gerard Butle, Ed Harris, Andy García, e precisamos falar da pequena Sterling Jerins, que não aparece muito, mas quando aparece dar um show de atuação. Ainda veremos muito essa menina em grandes bilheterias.  Um elenco que poderia ter sido mais bem aproveitado, inclusive se tivessem falas mais fortes, diálogos mais intensos e que prendessem mais o público. Até o elenco de apoio, que apresenta novos nomes nas telonas, como Zazie Beetz que estará em Deadpool 2, poderia ter sido melhor aproveitado Parecia que estavam ali para justificar, outras etnias no filme.

Mesmo se tratando de um filme de ação, ficção científica, suspense e catástrofes naturais pós-apocalíptico, existem muitos momentos de descontração que até acabam arrancando risada. Mas nem sempre é um ponto positivo, pois acaba diminuindo a sensação de agonia em alguns momentos necessariamente tensos pelos quais passam alguns personagens.

 

Muitos efeitos especiais no filme, mas nada muito inovador ou além do esperado para um filme do gênero, inclusive existem algumas cenas, que não são muito bem feitas. O fato de ter explosões no espaço, sempre me incomoda – e esse tem muitas! – porém, a licença poética está aí para ser usada.

 

Um fato que também não se passa despercebido – e em mim gerou muito desconforto – foi o descaso com a paisagem do Rio de Janeiro, que já não aparece muito, mas ficou notório que simplesmente jogaram uma praia, pessoas miscigenadas e pronto, é o Rio de Janeiro.

Tempestade é mais um exemplo de que é preciso existir um conjunto de elementos bem elaborados e todos depois muito bem executados, para criar um grande filme. Este é um filme mais para diversão, mais “pipoca” e não para apreciar grandes elementos técnicos ou uma grande história.

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MARIANE BARCELOS

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maribarcelos
Eu me chamo Mariane Barcelos, tenho 25 anos, sou designer e estudante de Audiovisual, construindo uma carreira na área. Já viajei para quase todos os cantos do mundo, inclusive já fui para fora do planeta, já dei um pulo em Marte, conheci uns anéis de Saturno e me aventurei em galáxias muito distantes, me transformei em bruxa, loba e vampira, também já fui super heroína e vilã. Não pensem que sou louca, sou apenas uma cinéfila que enxerga nos filmes uma maneira de se desconectar da realidade, ou quem sabe me conectar, com a minha realidade. Quando eu vejo um filme é para me conectar com aquele mundo, se não estou no clima, digo "nossa que dor de cabeça" e fica para um outro momento. Cinema é para ser sentido, para se apaixonar e se iludir. Encantar. Espero poder compartilhar com vocês, toda essa emoção que eu sinto ao assistir um filme e conseguir fazer com que vocês também embarquem nessa viagem sem destino. Agora através do ArteCult, também faça cobertura de eventos, como o Festival do Rio, RioMarket, Pré-Estreias e afins. Assim como nos filmes, espero poder trazer grandes novidades e coberturas completas em todas as mídias sociais, para que vocês, leitores, possam se sentir sempre imersos ao nosso universo.

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