SWEENEY TODD. O CRUEL BARBEIRO DA RUA FLEET: Famoso musical macrabro estreia pela primeira vez no Brasil

 

Pela primeira vez, o famoso musical da Broadway Sweeney Todd: O Cruel Barbeiro da Rua Fleet, de Stephen Soundhein e Hugh Wheeler, chega aos palcos do Brasil com uma produção bem diferente do teatro musical convencional e adaptada para um espaço que permite que os espectadores tenham uma experiência mais interativa e memorável.

Sweeney Todd: O Cruel Barbeiro da Rua Fleet. Foto: Divulgação.

Graças ao espaço de eventos 033 Rooftop, localizado ao lado do Teatro Santander de São Paulo, o musical tem como palco todo o recinto e foi espalhado por diversos cantos do lugar, o que faz os atores se locomoverem por todo o espaço, passando por diversos lugares onde o público fica sentado para assistir ao espetáculo, o que permite que essa experiência teatral seja completamente interativa e que provavelmente fará com que as pessoas assistam mais de uma vez o espetáculo, para escolherem lugares diferentes no intuito de ter uma nova perspectiva e visão do mesmo.

Sweeney Todd: O Cruel Barbeiro da Rua Fleet. Foto: Divulgação.

Embora Sweeney Todd seja uma das produções de maior sucesso da Broadway, ganhador de 8 prêmios Tony (o Oscar dos musicais) em seu ano de estreia em Nova York em 1979, o famoso musical quase é desconhecido pelo público brasileiro, principalmente daqueles que não acompanham as produções do teatro musical internacional, porém, muitos conhecem o título por conta do premiado filme lançado nos cinemas em 2007, dirigido por Tim Burton e protagonizado por Johnny Depp como Sweeney Todd, e Helena Bonham Carter como srta. Lovett. É por conta do filme que o público do país terá seu interesse desperto e irá querer presenciar essa montagem nos palcos.

Sweeney Todd: O Cruel Barbeiro da Rua Fleet. Foto: Divulgação.

No elenco brasileiro, temos Rodrigo Lombardi na pele do cruel e demoníaco barbeiro Sweeney Todd, enquanto sua cúmplice nos crimes hediondos, dona Lovett, será interpretada por Andrezza Massei. Outros grandes nomes do teatro musical do Brasil compõem o elenco, como Mateus Ribeiro, Guilherme Sant’anna, Dennis Pinheiro, Caru Truzzi, Gui Leal e Amanda Vicente.

Sweeney Todd: O Cruel Barbeiro da Rua Fleet. Foto: Divulgação.

 

Durante a coletiva de imprensa, Rodrigo Lombardi falou sobre essa adaptação brasileira  e o que foi usado como base de referências ou inspirações , tanto a montagem norte americana como do filme de Burton:

“É logico que para a gente tudo começou com o filme. O filme teve essa missão gloriosa de popularizar essa história e viajou o mundo inteiro. Hoje o mundo inteiro produz Sweeney Todd e a gente pegou tudo que a gente achava mais interessante, aqui tem um pouco de tudo, de uma ou outra montagem que a gente viu, o vídeo do filme. E tudo bem, você viu o Johnny Depp interpretando, ele fez o Sweeney dele e fez para outro veículo, quando ele foi cantar estava tudo certo, não era ao vivo. Então a gente tem um mesclado com tudo isso e pegar esses ingredientes que a gente gosta, ver como a gente colocaria nas partituras, o que a gente aumentaria, o que colocaríamos em negrito, o que a gente enfatizaria, como a gente se espalharia com essa geografia, enfim, tudo isso nos incentivou a criar muito mais. Então é logico que dentro da cabeça de cada um aqui tem elementos de um lugar ou de outro.

Rodrigo Lombardi durante a coletiva de “Sweeney Todd: O Cruel Barbeiro da Rua Fleet”. Foto: Divulgação.

Tem cenas que eu penso em Star Wars, mas isso é só pra mim, funciona pra mim, tem cenas que eu passo uma navalha no pescoço e penso ‘podia ser um sabre de luz’, mas é porque funciona pra mim, o ator é isso, o ator só ele sabe como para ele funciona. Então, são essas pitadas que acabam virando humor, que acabam virando a parte escura, toda a beleza dessa peça tem uma sombra e os horrores dessa peça são lindos (…)”.

 

 

 

Complementando a pergunta, a preparadora de elenco, Inês Aranha comentou um pouco mais sobre as referências utilizadas na peça:

“Sobre as referências de outras obras, sim elas nos inspiraram muito, mas o inspirar não é copiar, é inspirar, ou seja, as referências servem para a gente se nutrir, se alimentar. Todos eles (os atores) viram inúmeras versões, mas quando você tem uma versão feita em português, que faz com que a gente tenha a organicidade de falar essas palavras que a gente tem o conhecimento, desde que nasceu com essa língua, ela torna uma proporção totalmente diferente, não dá pra comparar.
Uma outra coisa que a gente usou bastante foi a época, as imagens dessa época, nos inspiramos no clima, na textura, nos sentidos visuais, do olfato, tato… é uma Londres muito peculiar, muito específica (…). Então foram várias pecinhas na engrenagem criativa que foram se juntando, isso foi dando corpo, voz, atitude (…).

Sweeney Todd: O Cruel Barbeiro da Rua Fleet. Foto: Divulgação.


E entra a luz, que recorta, você sente o claro e o escuro, o frio e o quente, tudo isso são elementos para os atores, que cantam, que tem atitudes, que se traduzem nesses personagens que criaram, porque muitos personagens foram criados por eles, eles tinham as linhas da canção, mas eles criaram a vida ficcional dessa pessoa que entra e tem essa atitude com esse figurino, com essa imagem.”

 

BRUNO MARTUCI

 

SERVIÇO

Sweeney Todd: O Cruel Barbeiro da Rua Fleet,

  • Quando: Em cartaz desde 18 de março
  • Onde: 033 Rooftop
  • Quanto: ingressos a partir de R$ 37,50 (meia-entrada), com vendas pelo site da https://bileto.sympla.com.br/event/71480 , ou na bilheteria do Teatro Santander.

 

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Colaborador de CINEMA & SÉRIES dos sites ARTECULT.com, The Geeks, Bagulhos Sinistros, entre outros.

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