ELEMENTOS: Pixar acerta no visual, mas deixa a desejar na história

 

Uma das grandes virtudes da Pixar, é a oportunidade de dar espaço criativo para os realizadores em criar história com enredos pessoais, baseadas nas próprias trajetórias, e Elementos é mais um desses casos, no qual o diretor Peter Sohn (O Bom Dinossauro) compartilha um pouco de suas origens na história do filme.

Levando em consideração a descendência do diretor, sendo filho de imigrantes, repassando isso para a protagonista do filme, é tocante a historia do filme pela delicadeza do cineasta em compartilhar um pouco de sua própria historia para criar uma obra cinematográfica sobre superação e escolhas sobre criar sua própria trajetória que o filme carrega, criando uma animação risca com ótimos gráficos e design de criação, que resulta num filme visualmente encantador, com o nível de qualidade que se espera de uma animação da Pixar, porem somente o visual e o tratamento pessoal da direção não basta para sustentar o filme, para isso era preciso um bom roteiro com uma história realmente cativante, e apesar de não ser ruim, a trama não sai muito do mais do mesmo.

O primeiro ato pode provocar a sensação de déjà vu no espectador, pelas semelhanças no enredo que Elementos tem com a animação da Disney “Zootopia”, que para quem identificar essas semelhanças, é impossível não comparar algumas situações com a antiga obra, entretanto, essa comparação não se estende muito, já que o longa logo começa a caminhar para algo mais original, não que o filme seja original, longe disso, como citado o filme pode ate carregar uma homenagem carinhosa para os pais do diretor, porem os artifícios usados para compor a história não são bem utilizados, a formula usada pela direção é bem básica, tanto que para o publico que assistir ao filme, sem saber dessa informação sobre os pais do diretor, pode ter uma experiencia sem muitas surpresas emotivas.

Dentro da formula da Pixar, que é padrão em praticamente em todos os filmes do estúdio, no caso de Elementos, acaba sendo bem forçado quando o filme tenta criar momentos tocantes para emocionar o público, alguns até conseguem arrancar uma lagrima, mas dentro todas as obras da Pixar, que sempre é pensada para encantar toda a família, esse filme é um dos mais infantis já produzidos, poucas vezes é visto aquela mensagem mais reflexível que os realizadores colocam para encantar o publico adulto, em vez disso, o roteiro coloca o romance entre os dois protagonistas como o grande foco para divertir o adulto, que tem praticamente a estrutura de uma comedia romântica “café com leite”, mais harmonizada para divertir também o público mais novo.

A utilização dos elementos dentro de um ambiente urbano é bem criativa, nesse quesito a direção consegue explorar bem a capacidade criativa dentro de cada elemento, e de como eles reagem ao entrar em contato com outro elemento, que cria ate a regra de elementos não podendo se misturar, uma questão que interfere diretamente nos protagonistas e na relação que é construída entre eles, que também é bem explorada.

Elementos pode até carregar esse carinho especial do diretor sobre sua origem e do rumo que ele construiu para sua vida colocando isso no filme nessa forma de homenagem, mas tem recursos narrativos bem batidos, sem muita identidade própria, que acaba sendo um dos filmes mais fracos produzidos pela Pixar.

NOTA: 6,5

BRUNO MARTUCI


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Author

Colaborador de Teatro Musical e CINEMA & SÉRIES dos sites ARTECULT.com, The Geeks, Bagulhos Sinistros, entre outros.

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