ARTUR LAIZO: Autor mineiro, que se divide entre a Medicina e a Literatura, conversa com a gente no AC Encontros Literários

 

Nosso convidado de hoje, além de escritor e médico, é também o presidente da Liga de Escritores, Autores e Ilustradores de Juiz de Fora – LeiaJF (@ligadeescritoresjf). Isso significa que, assim como nós do ArteCult, Artur Laizo (@artur_laizo_escritor) também se dedica à missão de promover e divulgar a Literatura, especialmente a nacional. Confira a entrevista exclusiva.

 

ArteCult: Como a Literatura entrou na sua vida?

Artur Laizo: Desde a infância, eu fui criado no meio da literatura. Minha mãe, apesar de não ter estudo – terceira série do primeiro grau incompleta –, sempre leu histórias infantis para mim e sempre me incentivou muito a ler. Quando comecei a ler, também comecei a escrever. Passei então a ler compulsivamente e, desde os dez anos de idade, também a escrever.

 

AC: A Literatura Brasileira nos oferece alguns exemplos (Joaquim Manuel de Macedo, Guimarães Rosa, Pedro Nava e Moacyr Scliar) de escritores que também são médicos, o que também é o seu caso. Como concilia Literatura e Medicina?

AL: Eu comecei a escrever muito cedo. Sempre escrevi e depois cursei medicina. Especializei-me em cirurgia gastroenterológica. Fiz mestrado e doutorado em cirurgia e, durante todo esse tempo, continuei escrevendo poesias, contos, crônicas e romances. Escrevo e exerço a medicina com igual prazer. Não acho que exista nenhuma incompatibilidade, pelo contrário, com a literatura encontro o equilíbrio do dia a dia.

 

AC: Você é presidente da Liga de Escritores, Autores e Ilustradores de Juiz de Fora. Que trabalho essa instituição desenvolve?

AL: A LEIAJF é uma liga sem fins lucrativos, que tem como objetivo divulgar o autor da cidade. Temos, atualmente, 28 membros, entre poetas, pesquisadores, contadores de história infantil, romancistas, cronistas, contistas e ilustradores. Participamos de feiras literárias, bienais, fazemos encontros literários e promovemos palestras e cursos. Já realizamos também concursos literários. Desses concursos já publicamos sete antologias abertas a escritores do país inteiro.

A LEIAJF desenvolve importante trabalho em prol da Literatura Brasileira. Foto: Reprodução redes sociais.

 

AC: Fale dos livros que já publicou até o momento.

O romance Lembranças do Oriente foi lançado em 2003. Foto: Divulgação.

AL: Coisas da noite – poesias (1997); Maloca querida – crônicas (1998); É difícil morrer (1999) –  romance; Lembranças do oriente (2003) – romance; A festa derradeira (2013) – romance; A mansão do rio vermelho (2016) – romance vampiresco; Oi, tudo bem? (2017) – e-book publicado na Amazon; Um vampiro nos trópicos: a mansão do rio vermelho II” (2018) – romance vampiresco; Coisas da noite – poesias (2019) – e-book publicado na Amazon; A festa derradeira (2019) – 2ª edição em e-book pela Amazon; Diário do confinamento (2020) – crônicas,  Litteris Editora; A herança (2020) – romance, Hope Editora, Batendo à porta (2020) – e-book de aldravias e quintas pela Amazon; A sogra (2021) – e-book pela Amazon; A mansão do rio vermelho: a batalha final, volume 3 (2021) – Editora Novo Século.

 

 

AC: No seu caso, de onde vem a inspiração?

AL: A inspiração vem de qualquer coisa e/ou momento. Posso pensar em uma frase e dela escrever um romance. O momento é importante, e é fundamental escrever naquele momento. Eu acredito em inspiração. No caso do romance A festa derradeira,  eu pensei na primeira frase do livro e escrevi desesperadamente um romance de duzentas páginas em quarenta dias.

 

AC: Bloqueio criativo: mito ou verdade?

AL: Bloqueio criativo existe,  é real. Eu não tenho método para escrita, ou seja, escrevo a qualquer hora quando estou com vontade de escrever. Não crio roteiros. Não me obrigo a escrever em tal hora do dia. Até porque não tenho tempo para isso. Tive um bloqueio importante quando escrevia O vampiro Douglas e acredito que esse bloqueio se deveu ao fato de eu ter criado um roteiro para escrever a história em 30 capítulos. Douglas é um vampiro que foi transformado em 1850 por Frederich Augspartem (Mansão do Rio Vermelho). Nesse mesmo ano, Juiz de Fora emancipou-se e tornou-se cidade. Fiz um roteiro com a trajetória do  vampiro e a evolução social, política e industrial da cidade. Somente consegui desbloquear e terminar o livro quando abandonei o roteiro.

 

AC: Sei que você também escreve aldravias, e muita gente ainda não conhece esse gênero literário. Poderia nos dizer algo sobre ele?

AL: A aldravia é um forma de poesia minimalista criada há 21 anos em Mariana (MG) pela escritora e poetisa Andreia Donadon. Consiste em uma poesia composta de seis versos com apenas uma palavra em cada verso, todas escritas em minúscula, sem título. Além disso, não pode constituir uma frase escrita na vertical. Eu publiquei um e-book de aldravias, Batendo à porta, pela Amazon.

 

AC: Pão de Canela e Prosa. O nome lhe é familiar?

AL: Pão de canela e prosa – onde as palavras têm sabor é o nome do meu blog. Criei o blog para publicar meus textos. Hoje, contém mais de seiscentos posts, entre poesias, contos, crônicas, resenhas e minhas opiniões. Quem quiser pode acessar: https://paodecanelaeprosa.com.br/ e conferir.

 

AC: Além de livros individuais, você também participa de várias antologias. Como avalia essa experiência?

AL: Participo de antologias sempre que posso, ou quando o assunto me interessa. Já participei de mais de quarenta antologias e acho que é uma forma muito boa de divulgação do trabalho e do autor. É importante para escritores iniciantes, mas também é uma forma de conhecer outros autores. Há antologias que criam um vínculo entre os autores. Outra coisa importante é o gênero literário, e o autor tem que se moldar ao estilo solicitado. Muitas vezes, um autor passa a escrever conto ou poesia porque teve que escrever nesse formato para participar de uma antologia.

 

AC: Bem, Artur, obrigado por conversar com a gente. Para encerrar, gostaria que você deixasse um recado parra os leitores/seguidores do canal Literatura do portal ArteCult.

AL: Eu agradeço a oportunidade de participar do portal ArteCult e divulgar meu trabalho. O que eu tenho a dizer é que a literatura é uma arte que nos dá informação, cultura e conhecimento. Leiam muito, leiam principalmente escritores nacionais. Temos grandes autores e grandes obras brasileiras que não ficam devendo nada a estrangeiros. Precisamos incentivar a literatura nacional. Canais como este ajudam a fazer essa divulgação. Acompanhem o canal e outros canais e blogs nacionais. Um dos lemas que usamos na LEIAJF é este: Abrace um autor nacional. Muito obrigado.

 

Até a próxima!

César Manzolillo – Colunista do canal LITERATURA

 

 

 

 

 

 

 

Atenção: CONFIRA A LIVE REALIZADA COM ARTUR LAIZO EM 06/12/21 :

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AC Encontros Literários tem curadoria e apresentação (live) de César Manzolillo.

 

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Carioca, licenciado em Letras (Português – Literaturas) pela UFRJ, mestre e doutor em Língua Portuguesa pela mesma instituição, com pós-doutorado em Língua Portuguesa pela USP. Participante de vinte e quatro antologias literárias. Autor do livro de contos A angústia e outros presságios funestos (Prêmio Wander Piroli, UBE-RJ). Professor de oficinas de Escrita Criativa. Revisor de textos.

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