Twenty One Pilots faz sua estreia no Rock in Rio com show contagiante e fecha edição que marcou nova era do Palco Mundo

Twenty One Pilots encerrou a programação do Palco Mundo em uma edição marcada por momentos históricos, diversidade musical e mais de 700 mil pessoas na Cidade do Rock

O Rock in Rio 2026 chegou ao fim neste domingo (13) encerrando uma edição marcada por estreias, encontros e momentos que certamente ficam na história do festival. Ao longo de sete dias, a Cidade do Rock recebeu diferentes gêneros musicais, grandes nomes nacionais e internacionais e uma programação que ocupou todos os seus palcos.

No Palco Mundo, a noite começou com a energia de Ivete Sangalo, passou pela estreia de Lola Young e Halsey no festival e terminou com o Twenty One Pilots. Em sua primeira apresentação no Rock in Rio, o duo entregou um show intenso, repleto de interação com o público e encerrou a programação principal colocando a plateia no centro do espetáculo.

A edição também foi marcada por momentos históricos, como a apresentação de Elton John e a chegada do K-pop ao festival. Ao todo, mais de 700 mil pessoas passaram pela Cidade do Rock durante os sete dias, acompanhando 190 shows, mais de 1.300 artistas e 45 apresentações internacionais.

Para Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, momentos como os vividos nesta edição precisam ser valorizados e preservados na memória do festival.

“A gente fala muitas vezes daquele primeiro Rock in Rio, em 1985, com o Freddie Mercury regendo a plateia de milhares de pessoas. Mas nós, aqui, também podemos viver momentos históricos.”

A declaração foi feita durante coletiva realizada na tarde deste domingo, na Cidade do Rock.

Confira os registros do último dia de festival:


Palco Mundo encerra edição com Ivete, Lola Young, Halsey e Twenty One Pilots

A noite começou com Ivete Sangalo, que mais uma vez transformou o Palco Mundo em uma grande celebração. Em sua 20ª apresentação no Rock in Rio, considerando também as edições realizadas em Lisboa, Madri e Las Vegas, a cantora levou o show A La Sangalo para a Cidade do Rock.

O repertório reuniu sucessos como “Macetando”, “Poeira”, “Energia Gostosa”, “Dançando” e “Pequena Eva”, além de versões de músicas como “NUEVAYoL”, de Bad Bunny, e “Corazón Partío”, parceria de Alejandro Sanz que também ganhou uma gravação na voz da baiana.

Na sequência, Lola Young fez sua estreia no Brasil e mostrou toda a potência de sua voz. Mesmo com a chuva, o público acompanhou a apresentação e cantou junto durante boa parte do repertório.

Em “Spiders”, a artista se emocionou ao falar sobre suas reflexões a respeito de guerras e inteligência artificial. Antes de seguir o show, ainda afirmou ao público: “Vocês são a melhor plateia da minha vida”.

O encerramento veio com “Messy”, um dos maiores sucessos de sua carreira, transformando a Cidade do Rock em um grande coro.

Halsey foi a penúltima atração do Palco Mundo. Também estreando no festival, a norte-americana entregou uma apresentação performática e cheia de energia, chegando até a grade para cantar próxima aos fãs.

O repertório ganhou versões mais roqueiras de algumas músicas de sua discografia, incluindo “Hurricane” e “Closer”. Em “Without Me”, Halsey pediu que o público acendesse as lanternas dos celulares, criando um dos momentos mais bonitos da noite.

Encerrando a programação do palco, o Twenty One Pilots levou intensidade e dinamismo para a Cidade do Rock. Tyler Joseph e Josh Dun revisitaram diferentes fases da carreira em um repertório que passou por “Heathens”, “Shy Away” e “Jumpsuit”, além de músicas mais recentes, como “Overcompensate”, responsável por abrir o show.

A apresentação foi marcada pela interação constante com a plateia. Em diferentes momentos, os músicos foram carregados pelo público em pequenas plataformas e Josh Dun chegou a escalar uma estrutura para tocar bateria das alturas.

Já na reta final, Jonathan, segurança do festival e fã da banda, ganhou uma surpresa especial e subiu ao palco para cantar “Ride”.

Em uma noite de estreia, o Twenty One Pilots encerrou o Palco Mundo fazendo aquilo que o festival sabe fazer tão bem: transformar o público em parte do espetáculo.

Palco Sunset encerra programação com música brasileira e Zara Larsson

O Palco Sunset começou o último dia com o encontro entre Carol Biazin e Joyce Alane. A apresentação transitou pelo pop rock e R&B, com músicas como “Dilemas da Vida Moderna” e “Sou do Mundo”, antes das duas dividirem o palco em “Tudo com Você”.

Joyce ainda apresentou “Idiota Raiz”, parceria com João Gomes, aproximando o pop das referências da música nordestina.

Na sequência, Joelma fez sua estreia no Rock in Rio levando clássicos de sua carreira para a Cidade do Rock. “Anjo”, “A Lua Me Traiu” e “Passe de Mágica” fizeram parte do repertório, que também contou com o tradicional momento de “bater cabelo”.

A apresentação ganhou ainda a participação de Viviane Batidão, a “Rainha do Tecnomelody”, em “Balanço do Norte” e “Vem Meu Amor”.

Marina Sena trouxe um show performático e cheio de personalidade. Mesmo debaixo da chuva, o público lotou o espaço para acompanhar músicas como “Numa Ilha”, “Coisas Naturais”, “Carta de Maria”, “Ouro de Tolo” e “Por Supuesto”.

A participação especial de Céu acrescentou ainda mais força à apresentação. Juntas, as artistas cantaram “Varanda Suspensa” e “Malemolência”.

Encerrando o Sunset, Zara Larsson apareceu vestida com um top verde e amarelo e colocou o público para dançar. Com coreografias, interação e até um quadradinho, a cantora mostrou mais uma vez a força de sua presença de palco.

A artista também chamou o fã Sayron ao palco e entregou a tradicional camisa grafitada por ela. Em “Lush Life”, o público acompanhou os passos de vogue, enquanto “Midnight Sun” ganhou outro momento especial, com fãs erguendo os amigos no ar.

Zara encerrou a programação deixando a plateia cantando e dançando até os últimos minutos.

Author

Sou Jeff Ferreira, apaixonado por música desde sempre. Há 8 anos, transformo minha paixão em matérias, entrevistas e análises que aproximam artistas e fãs. Nerd por natureza, adoro explorar histórias, descobrir novas sonoridades e compartilhar tudo isso em textos que vão além das palavras — porque, para mim, música é emoção, é vida, é conexão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *